quarta-feira, 7 de abril de 2021

Jornadas voluntárias de Primavera

por Cabeço Santo Depois de um Inverno em que, dadas as circunstâncias por demais conhecidas, quase não se realizaram jornadas voluntárias, eis que a Primavera nos traz uma nova luz, e a promessa do retorno da participação voluntária. A Primavera, entretanto, apressou-se. Com as temperaturas elevadas que se fizeram sentir no mês de Março, a grande transformação operou-se rapidamente, sendo particularmente visível nos carvalhos. 7 de Março 26 de Março 2 de Abril A floração destes foi abundante, o que faz antever uma boa produção de bolotas este ano (ao contrário do ano passado), e grandes bolotadas para o próximo Outono. Mas, não nos apressemos… Flores de carvalho-roble Eis uma lista de coisas que se podem fazer nesta Primavera: identificação, demarcação e eventual fertilização das plantas resultantes das bolotadas de 2019/20; demarcação e cuidados das árvores plantadas nos últimos anos; arrumação de ramadas resultantes da selecção de rebentos e desramação realizadas no último Inverno; controle de invasoras, corte de rebentação de eucalipto… Depois de um tempo de “contracção”, como resultado da pandemia, é bom encaminhar agora as energias acumuladas para causas que valham a pena. Eis as datas para o fazer, no Cabeço Santo e vizinhança: Abril: 17 Maio: 1 e 15. A 29 realiza-se uma jornada de visita, cujos detalhes serão oportunamente anunciados. Junho: 5 e 19 Até breve! Cabeço Santo | 6 de Abril

terça-feira, 9 de março de 2021

‘Construir consensos para uma Lei do Clima ambiciosa’

https://zero.ong/conferencia-construir-consensos-para-uma-lei-do-clima-ambiciosa/ Portugal prepara-se para votar e adoptar a Lei do Clima. Trata-se de uma lei-quadro abrangente que funciona na política climática como um instrumento chave orientador e estruturante do governo nas suas acções. A lei visa garantir que todas as políticas contribuem para o objectivo climático e que todos os sectores da economia e da sociedade desempenham o seu papel. Várias forças políticas apresentaram iniciativas legislativas que visam estabelecer uma Lei do Clima, sendo que a ZERO entende que uma discussão ampla e esclarecida em torno das mesmas é crucial para obter um consenso político alargado, o qual é imprescindível para se conseguir uma lei de longo alcance na sustentabilidade climática. Nesse sentido, a ZERO organiza no dia 16 de Março, entre as 14.30 e 16.30, uma conferência intitulada ‘Construir consensos para uma Lei do Clima ambiciosa’ com o seguinte programa: 14:30 – Abertura, Francisco Ferreira – Presidente da Direção da ZERO 14:35 – The role and content of the national climate laws throughout Europe (O papel e o conteúdo das leis climáticas nacionais na Europa), Matthias Duwe – Responsável da pasta do clima do Ecologic Institute, Alemanha 15:00 – Uma comparação e avaliação das diferentes propostas de Lei do Clima, Pedro Nunes – ZERO 15:20 – O parecer do Conselho Nacional para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável sobre as propostas de Lei do Clima, Filipe Duarte Santos – Presidente do CNADS 15:35 – Debate com prioridade para intervenções de partidos e deputadas não inscritas 16:30 – Encerramento O evento será online, com tradução inglês<->português assegurada. Evento online gratuito com inscrição obrigatória Link inscrição: https://cutt.ly/hl50rMY Cartaz da conferência aqui.

domingo, 7 de março de 2021

Quercus incentiva autarquias a cuidar da biodiversidade com o Guia para Cidades Amigas dos Polinizadores

A Quercus está a divulgar o Guia para Cidades Amigas dos Polinizadores, que traduziu e adaptou para a língua portuguesa; trata-se de uma publicação da Comissão Europeia elaborada pela ICLEI Europe com colaboração técnica da União Internacional para a Conservação da Natureza. O título completo desta publicação é "Guia para Cidades Amigas dos Polinizadores: como é que os responsáveis pelo planeamento e gestão do território podem criar ambientes urbanos favoráveis aos polinizadores?" e pode descarregar-se do site da Quercus (1). Esta ação enquadra-se no âmbito do projeto SOS Polinizadores da Quercus, apoiado pelo Grupo Jerónimo Martins, que integra diversas atividades direcionadas sobretudo a autarquias, escolas e público em geral. A Quercus irá também traduzir em breve um guia idêntico mas direcionado aos cidadãos. O declínio das populações de polinizadores selvagens A existência de populações prósperas de polinizadores selvagens é condição necessária para termos espaços verdes e ecossistemas urbanos saudáveis e resilientes. Elas fornecem serviços vitais de polinização. Setenta e cinco por cento das principais culturas alimentares do mundo e 85% das plantas selvagens dependem de insetos polinizadores. Além dos benefícios para a agricultura e para o ambiente, vários setores da sociedade beneficiam direta ou indiretamente com os serviços de polinizadores - setores como a saúde pública ou a indústria. Estas populações prósperas de polinizadores selvagens sustentam a estabilidade ao longo do tempo dos serviços fornecidos pelas mesmas e garantem a diversidade de plantas. No entanto, numerosos estudos científicos indicam que as populações de polinizadores selvagens (abelhas, sirfídeos, traças, borboletas e escaravelhos) diminuíram significativamente em toda a Europa nas últimas décadas. Essas tendências exigem ações urgentes de conservação. Porquê promover os polinizadores em zonas urbanas? Este documento enquadra-se na Iniciativa da União Europeia pelos Polinizadores (2), adotada pela Comissão Europeia em 2018 como a primeira ação coordenada a nível europeu pelos polinizadores. Nela definiram-se objetivos estratégicos e um conjunto de ações para lidar com o declínio dos polinizadores no espaço da União e contribuir para os esforços de conservação a nível global. Este guia contribui em particular para a Ação 6 da Iniciativa, que pretende melhorar os habitats dos polinizadores nas áreas urbanas e paisagem em redor. De facto, as zonas urbanas podem constituir um refúgio importante para muitos polinizadores de insetos, fornecendo locais de alimentação e nidificação, bem como plantas e néctar para alimento das larvas, que podem estar menos disponíveis em terras cultivadas de forma intensiva. Alguns países já definiram planos de ação nacionais para os polinizadores e incentivam as cidades a agir, de onde se destaca o caso da Irlanda, com o All-Ireland Pollinator Plan (3). A quem se destina este Guia? As autoridades locais, incluindo os decisores políticos e os técnicos de planeamento urbano e espaços verdes, arquitetos paisagistas, gestores de propriedades, empreiteiros, promotores imobiliários e jardineiros estão, devido às suas funções, em posição privilegiada para impulsionar a conservação dos polinizadores selvagens. Eles podem aumentar a sensibilização acerca do papel dos polinizadores e, assim, incentivarem outros a participar em ações que promovam a conservação dos polinizadores; usar os seus poderes substanciais a nível legislativo ou regulamentar, administrativo e de financiamento para promover mudanças no terreno; promover o design e a gestão de espaços urbanos, de forma a criar habitats vibrantes, reduzir pressões e aumentar a diversidade de polinizadores e os benefícios que eles proporcionam. Mistura de flores para polinizadores Uma das medidas que o Guia preconiza é a criação de habitats para polinizadores, incluindo recorrer a flores que produzam bastante nectar e pólen, ação concreta ao alcance de qualquer autarquia e das pessoas que tenham jardins, hortas ou quintais. Por isso a Quercus, em parceria com uma empresa portuguesa de sementes biológicas certificadas, vende na sua loja on-line pacotes de mistura de sementes selecionadas para alimentar abelhas e outros polinizadores. Notas: (1) http://bit.ly/GuiaCidadesAmigasPolinizadores (2) COM/2018/395 final, https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX:52018DC0395 (3) https://youtu.be/Rebs6g3X-lc Lisboa, 4 de março de 2021 A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza Para mais informações, contactar: Paula Lopes da Silva Tlf: + 351 931 634 670 | paulasilva@quercus.pt

quarta-feira, 3 de março de 2021

Corte ilegal de azinheiras em Monforte

Quercus exige apuramento de responsabilidades A Quercus teve conhecimento de um grande corte ilegal de azinheiras também associado à poda severa, totalizando cerca de 3000 exemplares numa área de montado de azinho, na Quinta de São Sebastião, no concelho de Monforte em pleno Alto Alentejo. O corte ilegal de pelo menos 1939 azinheiras em bom estado vegetativo e de podas de troncos de grandes dimensões em 1058 exemplares, efetuado num povoamento de azinheiras protegido, apresenta-se como mais um exemplo de ameaça aos montados de azinho. foto azinheiras No seguimento desta ação, a Quercus solicitou ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, para fiscalizar com regularidade no sentido de impedir a continuação do corte de azinheiras, assim com das podas abusivas, tendo também solicitado esclarecimentos sobre o local e motivos destas ações as quais vão degradar o estado sanitário do montado, entre as ZPE - Zona de Proteção Especial para as aves selvagens de Veiros e ZPE de Monforte. Tem existido alguns abusos em podas de azinheiras e sobreiros, quando o trabalho é efetuado à troca da lenha, sendo que estas situações frequentemente provocam corte de troncos de grandes dimensões a favor do prestador de serviços agroflorestais interessado no negócio de lenha, mas que prejudicam a prazo, o estado sanitário do montado e portanto a sua longevidade. A Quercus exige que sejam apuradas responsabilidades sobre a poda e corte ilegal de azinheiras, relembrando que fica proibida a alteração do uso do solo durante 25 anos, o estabelecimento de quaisquer novas atividades, designadamente agrícolas, industriais ou turísticas, conforme legislação aplicável. Esperamos que seja efetuado o levantamento cartográfico deste corte ilegal e que o SEPNA da GNR e o ICNF acompanhem esta ação, no sentido, de serem evitados mais danos sobre este montado de azinho tão relevante para a conservação da natureza e biodiversidade. Lisboa, 2 de março de 2021 A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza A Direção do Núcleo Regional de Portalegre Para mais informações contactar: José Janela - Presidente do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus: 960 207 080 Nuno Alegria – 963 167 186

terça-feira, 2 de março de 2021

Caminhar...o que sentes?

 No domingo levantei-me e fui caminhar. O dia estava esplêndido, céu azu, sol brilhante... Dias lindos que nos dão nova vida...em tempos mais perturbados.

Caminhar, respirar, olhar, apreciar cada vez faz mais sentido e consegues fazê-lo de forma mais plena. 

Tenho caminhado próximo de casa, num raio curto de distância, sem necessidade de qualquer deslocação de carro. E TÃO BEM que me tem sabido estes verdadeiro passeios higiénicos.

percorrer os trilhos outrora pisados pelos avós, procurar imaginar como seriam os campos tratados em tempos que já lá vão...com pessoas a cuidar, crianças a correr...cabras, ovelhas, vacas, burros...as mulheres de cantaros à cabeça e molhos debaixo do braço. As carroças puxadas por burros a regressarem a casa ao fim do dia...imagens que crio no vazio, sem saber como fora...

A água corre, os prados estão verdejantes, os malmequeres salpicam o chão, os pássaros cantam, as borboletas voam e espanham a sua cor....Olho e tudo transmite vida, equilibrio...o equilibrio perdido nos nossos dias...

É bom caminhar, por  momentos focar-me na  vida, na esperança de dias mais serenos, mais confiantes, mais afetuosos.....Dias de sorrisos e de abraços...dias de conviver...sair sem máscaras, sem medo do outro.

Caminhemos na luz, olhando em frente, vivendo o nosso dia com sentido e acreditando que o amanhã chegará com sol.









Promover a floresta autóctone no Algarve, debater duas experiências úteis em todo o país

Relembramos esta iniciativa e aproveitamos pra aconselhar a leitura de uma nota no nosso espaço digital sobre uma resolução da Assembleia da República que recomenda o incentivo à reconversão dos pequenos e médios proprietários ao plantio de espécies arbóreas autóctones: https://florestautoctone.webnode.pt/noticias/ NÃO ESQUEÇA: Depois de Lousada e Serra da Freita, em dezembro de 2020, e, em outubro de 2020, do Projeto Cabeço Santo (Águeda) e da Bio-Reserva de Almalaguês, no Norte e Centro, vamos agora até ao Algarve, região que tem sido também muito castigada pelos fogos derivados do desordenamento florestal. Ligue-se e venha conversar connosco, em mais uma apresentação/debate virtual sobre a promoção da floresta autóctone! TERÇA, 9 DE MARÇO, às 18:00 Sessão virtual Tópico: Aliança pela Floresta Autóctone Hora: 9 mar. 2021 06:00 da tarde Lisboa Entrar na reunião Zoom https://us02web.zoom.us/j/82877876469?pwd=b3dncGNzaGc3L05JRjd0ejZWRkg5Zz09 Quando pedida, use esta senha de acesso: 865861 Em princípio isso basta para entrar na reunião. ID da reunião: 828 7787 6469 ALIANCAMINILOGO.png Organização da sessão: Aliança pela Floresta Autóctone Objetivo: partilhar experiências de defesa e recuperação de floresta autóctone Subscreva o nosso Apelo, se ainda o não fez, e divulgue-o. Obrigado. https://florestautoctone.webnode.pt/apelo/ Com a presença de Nuno Carvalho, mestre em Engenharia do Ambiente, do programa de sensibilização pelo Grupo Floresta Autóctone de Aljezur; e de Ana Nunes e Carlos Abafa, professores reformados, pela Associação Monchique Alerta - Serra Livre de Incêndios, de Rui Amores, advogado, que representa essa mesma associação em tribunal em ação relativa aos grande fogos de Monchique de 2018, e de Uwe Heitkamp, editor da revista ECO123 (uma revista atenta à floresta autóctone e a muitos outros temas), e um dos iniciadores do Jardim da Floresta Botânica, no Esgravatadouro, Monchique, que partilharão connosco as suas experiências de conservação e instalação de espécies vegetais autóctones e/ou de educação ou ação para esse fim. LOGOALIANCAMINI.png TEMAS E MINUTAGEM 18:00 Abertura - coordenadores da Aliança pela Floresta Autóctone 18:15 Nuno Carvalho - Grupo Floresta Autóctone de Aljezur 18:45 Ana Nunes e Carlos Abafa - Associação Monchique Alerta 18:55 Rui Amores - advogado, Associação Monchique Alerta 19:05 Uwe Heitkamp - Jardim da Floresta Botânica, Monchique 19:15 Debate 20:00 Encerramento OS ORADORES CONVIDADOS Nuno Carvalho é mestre em Engenharia do Ambiente, sócio fundador de duas ONG de defesa do ambiente, tendo-se dedicado ao longo da vida às áreas da comunicação de ciência, planeamento do território, ambiente e sustentabilidade. Atualmente gere em Aljezur o Projeto Quinta da Corema. Ana Nunes e Carlos Abafa são professores reformados, proprietários de um sobral ardido, ligados à Associação Monchique Alerta. Rui Amores, advogado, representa a Associação Monchique Alerta em tribunal, estando em especial a acompanhar o processo judicial relativo ao incêndio florestal de 2018 em Monchique. Uwe Heitkamp, editor da revista ECO123, de economia, ambiente e alternativas, foi um dos iniciadores de um novo Jardim da Floresta Botânica em Esgravatadouro, Monchique. Mais adiante, pormenores sobre todos eles. No debate após as apresentações, procuraremos ver que ensinamentos podemos retirar destas várias experiências e refletir sobre o papel da Aliança pela Floresta Autóctone e dos seus subscritores e amigos na criação, expansão e aprofundamento de experiências semelhantes. QUEM VAMOS OUVIR DE INÍCIO? LOGOALIANCAMINI.png Nuno Carvalho Mestre em Engenharia do Ambiente e sócio fundador de duas Organizações Não Governamentais de defesa do ambiente, tem dedicado os últimos 20 anos a investigar e trabalhar nas áreas da comunicação de ciência, desenvolvimento sustentável e conservação da natureza. Ao longo do seu percurso, desenvolveu projetos e investigação nas áreas da arquitetura paisagista e planeamento do território, e exerceu funções enquanto professor e formador nas áreas da comunicação de ciência, planeamento do território, ambiente e sustentabilidade. Atualmente gere o projeto Quinta da Corema, em Aljezur, onde desenvolve ações educativas e de promoção da literacia científica com jovens, e população em geral. Este projeto, ambiciona também conseguir uma maior sensibilização para a proteção das florestas e uma maior compatibilização das práticas agrícolas usadas na região com os recursos naturais existentes e potenciais, promovendo uma maior resiliência da região ao fenómeno das alterações climáticas. Integra atualmente o Grupo da Floresta Autóctone de Aljezur, desde 2019, onde colabora ativamente. O Grupo Floresta Autóctone de Aljezur nasceu como iniciativa cívica de alguns cidadãos de Aljezur. Abrange com as suas atividades e iniciativas o território sudoeste de Portugal onde se dedica ao estudo da floresta autóctone e atua como ponto de coordenação entre as várias iniciativas da educação ambiental, de formação escolar e científica e de ciência cidadã. As suas iniciativas passam pelo diálogo crítico, frequente e construtivo com a Câmara Municipal de Aljezur sobre assuntos ligados à floresta autóctone, de onde se destaca a elaboração dum Conceito Florestal específico para o concelho, enquanto resposta às disposições legais impostas pelo PROF Algarve. Ana Nunes e Carlos Abafa Professores reformados, proprietários de um sobral ardido, animaram um projeto de crowdfunding da Associação Monchique Alerta – Serra Livre de Incêndios (https://ppl.pt/monchique-com-futuro). Este é o início de um movimento de solidariedade a nível local numa região que irá sentir o impacto das alterações climáticas e dos incêndios, cercada que está com plantações industriais de monoculturas. Rui Amores Advogado, propõe-nos as seguintes questões: por que razão não se concede a cada cidadão europeu o direito exclusivo de pertença dos seus dados – e a nenhuma empresa, organização ou Estado? Por que não considerar um verdadeiro direito humano a um ambiente intacto? E por que não estabelecer, de uma vez por todas, que os interesses económicos devem, em qualquer parte do mundo, ser relegados para segundo plano em relação aos direitos humanos universais? Como advogado representa a Associação Monchique Alerta em Tribunal. Dar-nos-á uma ideia do processo judicial relacionado com o incêndio florestal de 2018, bem como de outros aspectos que não estando directamente relacionados com o processo judicial, são muito importantes para o futuro da floresta e do modo como as entidades judiciais encaram o dano ambiental. Uwe Heitkamp Jornalista e escritor, identifica-se como um mediador de informação e adora a floresta. Aí sente-se em casa. Co-iniciador do novo Jardim da Floresta Botânica em Esgravatadouro. Ver entrevista: https://eco123.info/ecologia/natureza/uma-conversa-no-campo/ LOGOALIANCAMINI.png ORGANIZAÇÃO Aliança pela Floresta Autóctone https://florestautoctone.webnode.pt A Aliança pela Floresta Autóctone constituiu-se em setembro de 2017 com a divulgação de um Apelo a uma Aliança pela Floresta Autóctone que rapidamente atingiu 1000 subscritores e tem hoje cerca de 1300. O seu mote, Recusar a passividade perante os fogos no território, desenvolve-se em 7 pontos que são uma defesa da floresta autóctone e um incentivo à intervenção cívica em favor desta, incluindo no plano concelhio em todo o país. Veja na ligação acima, onde pode também assinar o Apelo caso ainda o não tenha feito. A Aliança é um movimento informal coordenado por uma pequena equipa de voluntários que procura suscitar o surgimento de grupos locais, pondo em contacto os subscritores e outros interessados de um ou vários concelhos próximos. Para tal é preciso que estes autorizem a equipa coordenadora a partilhar o email de cada um com os subscritores da vizinhança, o que é imposto pela legislação de proteção de dados pessoais. Para contactar a Aliança, incluindo para dar a referida autorização: florestautoctone@gmail.com Pela equipa coordenadora Jorge Moreira José Carlos Costa Marques Marta Mota

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Como trabalhar em rede no ecoturismo

Como trabalhar em rede no ecoturismo. Dia 20 de Fevereiro ás 15:00 horas o Grupo de Trabalho da Quercus - Ecoturismo, vai organizar uma webinar nesta temática. Inscrições nabais.quercus@gmail.com Oradores: Vitor Pereira Luiz Alves Marco Ferraz

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

FSC® atinge o marco de meio milhão de hectares certificados em Portugal!

FSC® atinge o marco de meio milhão de hectares certificados em Portugal! Neste primeiro dia do mês de Fevereiro de 2021, celebramos o marco histórico do alcance de 500 mil hectares de florestas certificadas FSC em Portugal. Juntos criamos "Florestas para Todos para Sempre!" Esta notícia demonstra a importância de certificação florestal, para uma gestão ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável das nossas florestas. Meio milhão de hectares de floresta certificada, significa a implementação de boas práticas de gestão florestal nessas áreas, significa o reconhecimento dos benefícios da floresta, e também um maior profissionalismo e melhores condições de trabalho. Significa ordenamento, planeamento, salvaguarda dos direitos das comunidades e valorização dos recursos naturais e da biodiversidade, mas acima de tudo, significa o envolvimento e compromisso de milhares de proprietários numa gestão florestal responsável e o reconhecimento do valor da floresta por parte da Sociedade. Queremos continuar a crescer… em área, mas também no conjunto de pessoas que fazem parte da “família” FSC. Empresários florestais, comunidades locais, Ambientalistas, trabalhadores e proprietários florestais, Parceiros, consumidor final… o marco de hoje deve-se ao trabalho e empenho de todos nós! OBRIGADA! Subscreva a nossa NEWSLETTER e fique a par de todas as novidades do FSC Portugal https://pt.fsc.org/pt-pt/newsletter

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Trancoso: Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios em consulta pública

O município de Trancoso tem a decorrer o período de consulta pública do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) 2020 – 2029. Segundo a autarquia, o PMDFCI de Trancoso foi objeto de parecer prévio favorável da Comissão Municipal de Defesa da Floresta, na sua reunião de 23 de outubro de 2020, e obteve parecer vinculativo positivo do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas. Durante o período de consulta pública, o PMDFCI encontra-se disponível na página eletrónica do município de Trancoso (https://www.cm-trancoso.pt/), no Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal (dias úteis das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30) e no Posto de Turismo de Trancoso (sábados e domingos das 09:00 às 12:30 e das 14h00 às 17h30). Os interessados poderão apresentar as suas observações, sugestões ou pedidos de esclarecimentos mediante requerimento devidamente identificado, dirigido ao presidente da Câmara Municipal, entregue presencialmente, por correio ou por via eletrónica (geral@cm-trancoso.pt).

sábado, 30 de janeiro de 2021

Preciso de ajuda para o inquérito Ideias de negócio para trabalho de formação em Empreendedorismo.

No âmbito de uma formação que estou a frequentar de empreendedorismo preciso de realizar dois trabalhos para criar ideias de negócio na área do social e imobiliário, assim queria partilhar duas ideias e recolher a tua opinião para poder realizar o trabalho da formação. 1. Ideia - Vender/Leiloar livros em segunda mão doando dinheiro para uma causa social ou ambiental. Todos nós temos livros que já lemos e não voltamos a usar em nossas casas, que podemos dar-lhe outro caminho. A ideia é criar um canal/plataforma onde são doados livros e posteriormente vendidos ou leiloados e a receita entregue a instituições sociais ou ambientais. 2. Ideia - Criar uma cooperativa de habitação que compra casas em ruinas nas aldeias , reconstruir e colocar em alojamento local ou arrendamento. As aldeias estão despovoadas e as cidades estão cheias e cpm valores de rendas muito elevadas. É possivel viver e trabalhar nas aldeias novamente. Procurando investidores e associados para investir em imóveis e na cooperativa. Preencher o questionário Aqui. Muito grato pela ajuda.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Eng.º Agrónomo Ou Florestal_Coimbra

Coimbra Rioboco - Serviços Gerais, Eng. E Manutenção, S.A. OUTROS EMPREGOS COMO ESTE full time Publicado em www.buscojobs.com 13 Dez 2020 Distrito: Coimbra - Concelho: Coimbra Referência da oferta: RIOBOCO - Serviços Gerais, Eng. e Manutenção, S.A. Referência da oferta: Tempo Inteiro Referência da oferta: 5-6-2020 Zona Coimbra Referência da oferta: Educação / Formação Referência da oferta: RIOBOCO - Serviços Gerais, Engenharia e Manutenção, S.A. Referência da oferta: Eng.º Agrónomo ou Florestal (m/f)para Empreitada de obras públicas em Coimbra: Os requisitos que os candidatos devem cumprir são: - Especialidade em arboricultura urbana, com pelo menos 8 anos de experiência profissional; - Inscrito na ordem profissional. Os interessados devem enviar currículo para o Referência da oferta: *** Candidatura Online *** , indicando no assunto a referência: Eng.º agrónomo ou florestal_Coimbra

Oferta: Engenheiro(A). Florestal/Agrícola

Viseu Toscca, Equipamentos Em Madeira, Lda OUTROS EMPREGOS COMO ESTE full time Publicado em www.buscojobs.com 23 Dez 2020 Distrito: Viseu - Concelho: Viseu Engenheiro(a). Florestal/Agrícola » Toscca, equipamentos em madeira, Lda » Ref: 7146111 » 16-12-2020 » Viseu » Engenharia ( Ambiente ) Detalhe da Oferta: Entrada imediata de Eng. Florestal/Agrícola Funções a desempenhar: - Compra e contatos com fornecedores de madeira - Acompanhamento e controlo de exploração florestal Condições: - Salário de acordo com experiencia profissional - Outras a negociar Os interessados deverão Referência da oferta: para *** Candidatura Online *** com a vaga a que se candidatam em assunto.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

É já quarta 16 dez às 18:00: Duas experiências mais: na Serra da Freita e no Município de Lousada

 https://meet.jit.si/aliancafloresta 


Ligue-se e venha conversar connosco, em mais uma apresentação/debate virtual sobre a promoção da floresta autóctone!

QUARTA, 16 DE DEZEMBRO, às 18:00
Sessão virtual
Através do JITSI. Sem necessidade de nenhuma instalação prévia. É só entrarem neste link: 
e seguir as instruções. (Nota: para telemóveis pode ser aconselhável descarregar um programa próprio)

O JITSI é uma aplicação de utilização gratuita sem limite de tempo nem de participantes.

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Organização da sessão: Aliança pela Floresta Autóctone
Objetivo: partilhar experiências de introdução de floresta autóctone e impulsionar outras iniciativas similares.

Com a presença da Dra Milene Matos, do programa de sensibilização ambiental BioLousada, do município de Lousada, e do Engenheiro Jorge Amorim, da Associação Matéria Prima, que atua na Serra da Freita, que partilharão connosco as suas experiências de conservação e instalação de espécies vegetais autóctones.

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TEMAS E MINUTAGEM

18:00 Abertura - coordenadores da Aliança pela Floresta Autóctone
18:15 Milene Matos - BioLousada
18:35 Jorge Amorim - Associação Matéria Prima
18.55  Debate, questões e perspetivas de cooperação e enraizamento local.
19.30 Encerramento

OS ORADORES  CONVIDADOS

Milene Matos é licenciada em Biologia pela Universidade de Aveiro em 2005 e aí doutorada em 2011,  e com pós-doutoramento em 2017 em promoção e administração de ciência e tecnologia. Atualmente coordenadora do Setor de Conservação da Natureza e Educação Ambiental no Município de Lousada.

Jorge Amorim tem exercido, em Arouca e na região, vasta ação nos domínios da cultura e do ambiente, em especial na Associação Matéria Prima, que promove a plantação  de árvores autóctones por voluntários na Serra da Freita, uma das regiões mais afetadas por grandes incêndios

No debate após as apresentações, procuraremos ver que ensinamentos podemos retirar destas duas experiências e refletir sobre o papel da Aliança pela Floresta Autóctone e dos seus subscritores e amigos na criação, expansão e aprofundamento de experiências semelhantes.

QUEM VAMOS OUVIR DE INÍCIO?

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Milene Matos

Bióloga com um currículo vastíssimo não obstante a sua juventude, profissional ativa atualmente no município de Lousada, é também cidadã implicada em várias frentes onde desenvolve numerosos projetos de que damos apenas alguns exemplos.

A Associação BioLiving surge como evolução natural do projeto BIO Somos Todos e visa promover a sustentabilidade, fomentando o contacto e o respeito pela natureza e proporcionando oportunidades educativas. 

Bastante abrangente, o projeto IMPRINT+ inclui valências como a mobilidade e formação de alunos, professores, auxiliares educativos e técnicos autárquicos da área do ambiente, um projeto piloto demonstrativo das boas práticas no contexto da compensação da pegada ecológica – que terá Lousada como laboratório vivo.  

Outro ainda, o projeto Bussaco Digital,  consiste numa plataforma online que procura incentivar a comunidade a participar na reflorestação da Mata do Bussaco, após ter sido especialmente atingida pelo ciclone Gong (Janeiro de 2013). 

Jorge Amorim

Jorge Amorim, 49 anos, sempre em comunhão com a Natureza. Engenheiro de formação e com atividade profissional na eficiência energética. Mudou-se da cidade para o interior (Arouca), terra dos seus avós, porque é lá que se sente em casa. Agricultor por hobbie mas sobretudo criador de árvores e plantador. Sem filhos, quer deixar o seu legado aos dos outros: protegendo a Natureza, mantendo o mais possível a biodiversidade, preservando o ciclo da água.

Sozinho, em família ou em grupo, são centenas as árvores criadas e plantadas todos os anos, autóctones na sua maioria. Da recolha das sementes à plantação, é toda uma dedicação todo o ano, como se fosse um prolongamento do corpo.

Nas encostas da Serra da Freita em Arouca, onde é co-gestor de um baldio, preside também à associação de perfil ambientalista Matéria-Prima, pretendendo preservar a biodiversidade na região, tornar esta encosta um ecossistema exemplar e a replicar, dando o exemplo do que com poucos custos, se pode fazer muito pela comunidade


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ORGANIZAÇÃO

Aliança pela Floresta Autóctone

A Aliança pela Floresta Autóctone constituiu-se em setembro de 2017 com a divulgação de um Apelo a uma Aliança pela Floresta Autóctone que rapidamente atingiu 1000 subscritores e tem hoje cerca de 1300. O seu mote, Recusar a passividade perante os fogos no território, desenvolve-se em 7 pontos que são uma defesa da floresta autóctone e um incentivo à intervenção cívica em favor desta, incluindo no plano concelhio em todo o país. Veja na ligação acima onde pode também assinar o Apelo caso ainda o não tenha feito.

A Aliança é um movimento informal coordenado por uma pequena equipa de voluntários que procura suscitar o surgimento de grupos locais pondo em contacto os subscritores e outros interessados de um ou vários concelhos próximos. Para tal é preciso que estes autorizem a equipa coordenadora a partilhar o email de cada um com os subscritores da vizinhança, o que é imposto pela legislação de proteção de dados pessoais. 

Para contactar a Aliança, incluindo para dar a referida autorização: 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Invasão ao Domingo

 

 

As acácias, lentamente, foram tomando conta da nossa Mata da Machada.


Mas agora somos nós que invadimos a Machada, para controlar esta espécie invasora que se tenta impor na nossa Reserva Natural Local.

Junte-se a nós!

No dia 20 de dezembro, às 9h30 estaremos à sua espera, junto ao Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada e Sapal do Coina, para o acompanhar no descasque de acácias.


A ação Invasão ao Domingo decorre no 3º domingo de cada mês.


Para mais informações, pode contactar a Linha Verde Gratuita 800 912 070

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Jornada do Dia da Floresta Autóctone

 


por Cabeço Santo

Marcada pelas restrições à circulação em vigor, a jornada de 28 de Novembro, pensada para celebrar o dia da Floresta Autóctone, foi à partida reduzida para meio dia, para não desafiar essas restrições… Acabou por se realizar com apenas 3 voluntários, e, é claro, o cão Punti, sempre pronto ir, não importa o destino…

O que fazer já estava decidido: plantar árvores, que, “manda a tradição” se comece a fazer por volta deste dia. Ora, plantar árvores era coisa que ainda se podia fazer em dois locais próximos de Belazaima, pois, com pouco tempo, também não convinha ir para longe: um, o Vale da Estrela, o outro, a Benfeita. As árvores foram carvalhos localmente produzidos com as bolotas não utilizadas nas bolotadas do ano passado.

O Vale da Estrela foi eucaliptal até ao incêndio de 2017, que o queimou. A partir daí, iniciou-se um processo de reconversão. As primeiras plantações fizeram-se aqui nesta jornada, que contou com 30 participantes (bons velhos tempos!...), mas continuaram ao longo do Inverno de 2018. No entanto não chegaram a um pequeno vale, subsidiário do principal, já junto ao eucaliptal vizinho. No Outono de 2019 fez-se aí uma sementeira de bolota, mas não teve sucesso (às vezes acontece). Finalmente, chegou o momento de aí plantar.

À chegada ao Vale da Estrela, preparam-se materiais e equipamentos
Há aqui um pequeno vale, mesmo junto ao eucaliptal vizinho. Ao longe, a aldeia de Belazaima.
A picareta é a ferramenta que vai à frente. Mas já por aqui tinha passado a moto-roçadora. Lá ao fundo, no "coração" do Vale da Estrela, há mimosas e eucaliptos, que ainda serão cortados este Inverno.
E cá está a primeira!

Também se deu uma olhadela às árvores plantadas há quase três anos, e elas não deixaram a equipa desanimada: carvalhos, sobreiros e medronheiros, muitos deles já com a altura de uma pessoa! Logo ali uma observação muito mais efémera: o “famoso” falo-impúdico (Phallus impudicus), que não é muito comum por aqui.

Um carvalho plantado no Inverno de 2018
Um formoso falo-impúdico, em fase madura

No Vale da Estrela se passou mais de metade da manhã, que depois se concluiu logo ali bem perto do tanque de rega da Benfeita. Aqui não chegou a arder em 2017, embora o fogo tenha andado bem perto. A área plantada nesta jornada já tinha sido plantada antes, mas o denso matagal que então apresentava não permitiu a desejada densidade de plantação. No Inverno deste ano esse matagal foi cortado, e foi agora, na boa “cama” orgânica desse matagal em decomposição, que se plantaram mais algumas árvores.

Agora perto do tanque da Benfeita...
Dando o toque final da plantação
Vista da Benfeita: abaixo do caminho quase não chegou a haver eucaliptal, excepto nas terras "pintadas" de verde, (à direita), de onde o eucaliptal foi removido em 2019.
Bonito cogumelo, este, comestível

O tempo deu à justa para a plantação das duas áreas e foi com os já grandes sobreiros e carvalhos da Benfeita em fundo que a equipa se despediu com uma foto “de família”. (O Punti? Levou à risca as instruções para estar em casa às 13 horas, e já tinha posto pernas a caminho!).

A equipa do dia
O "quarto" elemento da equipa, captado ainda no Vale da Estrela

E foi assim, com uma equipa pequena, mas dedicada, que se plantaram algumas dezenas de árvores. Ficaremos à espera de tempos melhores, nos quais possamos continuar a contar com amigos de Aveiro, do Porto, de Vagos e de muitos outros locais… Abraços para todos, que pelo menos por escrito se podem dar!

Paulo Domingues