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sábado, 30 de julho de 2016

COMUNICADO DE IMPRENSA


29 de Julho de 2016

Incêndio lavra na reserva integral do Ramiscal no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Um dos últimos carvalhais com azevinhos arbóreos do Parque Nacional


A Quercus alerta para um incêndio que está a afetar a reserva integral do Ramiscal, situada na freguesia de Cabreiro, concelho de Arcos de Valdevez em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O incêndio teve início ontem à noite e está ainda a decorrer nesta área de elevada importância ecológica e diversidade biológica do Sítio de Importância Comunitária das Serras de Peneda-Gerês.
A Mata do Ramiscal é uma rica floresta de carvalho alvarinho e azevinhos onde ainda habitam os lobos, as águias reais, os corços, as cabras pirenaica, os gatos bravos e muitas outras espécies selvagens.

Falta de prevenção crónica provocam a destruição dos valores naturais do Parque Nacional ano após ano.
Infelizmente, a falta de ações de prevenção e o abandono crescente das áreas protegidas fazem com que o Parque Nacional da Peneda-Gerês seja pasto das chamas ano após ano.
A Quercus apela aos cidadãos para que não permitam qua a banalização dos fogos de Verão impeça a proteção eficaz dos locais de Portugal de maior riqueza biológica como é neste caso. Muito dificilmente encontraremos um local de maior diversidade e riqueza natural no nosso país.

Quercus apela ao reforço de meios
Dada a importância dos valores ameaçados de extinção nesta área protegida, a Quercus apela às autoridades, nomeadamente ao Comando Nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil para alocar meios aéreos e terrestres no sentido de evitar a propagação do incêndio e de o extinguir o mais depressa possível.
Este incêndio ameaça os mais importantes valores naturais de Portugal, no nosso único Parque Nacional, pelo que o reforço de meios para o seu combate deve ser prioritário.
Em 2006, uma situação semelhante alastrou para a zona do Mezio provocando graves prejuízos e colocando em perigo pessoas e habitações.
Lisboa, 29 de Julho de 2016
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
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Para mais informações contactar:
Domingos Patacho, Coordenador do Grupo de Trabalho de Florestas da Quercus – 937 515 218
João Branco, Presidente da Direção Nacional da Quercus – 93 778 84 72

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Comunicado de Imprensa


7 de Julho de 2009

As Organizações Não Governamentais de Ambiente dizem “Não Obrigado!” ao Fundo EDP Biodiversidade para 2009

As Organizações Não Governamentais de Ambiente boicotam o concurso de 2009 para o Fundo EDP Biodiversidade como protesto contra a campanha falaciosa da EDP. As principais ONGA dizem: “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”

Apesar de alguns benefícios nomeadamente na produção de energia eléctrica em alternativa à utilização de combustíveis fósseis, as grandes barragens têm um forte impacte sobre ecossistemas muito importantes, nunca se traduzem nos benefícios múltiplos previamente anunciados, e as medidas de compensação obrigatórias no quadro do licenciamento não ultrapassam os danos causados. As barragens de Alqueva, Odelouca e Baixo Sabor são exemplos disso e está neste momento aprovado o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, que prevê a construção de 10 novas grandes barragens. Com medidas de uso eficiente da energia seria possível poupar a mesma electricidade que todo o programa de barragens pretende produzir, com um décimo do investimento e com consequências sociais e ecológicas positivas em vez de negativas.

A EDP lançou recentemente uma campanha enganosa, com o beneplácito do Ministério do Ambiente, para convencer os cidadãos de que as grandes barragens trazem benefícios consideráveis para a natureza, omitindo os custos ambientais e sociais por demais evidentes. As Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) repudiaram esta campanha e pediram à EDP honestidade nas suas posições públicas.

Uma vez que a referida campanha continua em curso, as ONGA entenderam que devem continuar o protesto para que os Portugueses conheçam a verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens nas pessoas e no ambiente. Segundo a Organização da Nações Unidas e a Agência Europeia do Ambiente, as grandes barragens não alcançaram as metas físicas, sociais e económicas previstas, provocam a destruição dos habitats naturais e o desaparecimento de espécies, não sendo possível mitigar a maior parte dos impactes causados sobre os ecossistemas e a biodiversidade, resultando num balanço líquido total negativo. A EDP nunca apresentou os resultados da implementação de medidas de compensação em empreendimentos semelhantes demonstrando que o estado de conservação de espécies e habitats supera o anterior à sua construção.

Neste sentido, as principais ONGA de Portugal decidiram prescindir de candidatar-se ao Fundo EDP Biodiversidade 2009 (este ano no valor de 500 milhares de euros), como forma de protesto e em nome da transparência e da verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens. As ONGA não se opõem à existência de fundos de Conservação da Natureza promovidos pelas empresas - o conceito é certamente louvável. As ONGA censuram, sim, a postura hipócrita da EDP que compromete a coerência e honestidade da sua política de responsabilidade ambiental e social através de publicidade enganosa sobre os impactes negativos da sua actividade.

Por tudo isto, as ONGA abaixo indicadas dizem “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”

ONGA aderentes ao boicote:

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Contactos:

- COAGRET: Pedro Couteiro (96 9761301)

- FAPAS: Paulo Santos (96 7064913)

- GEOTA: João Joanaz de Melo (96 2853066)

- LPN: Carlos Teixeira (96 9123210)

- Quercus: Nuno Sequeira (93 7788474)

- SPEA: Domingos Leitão (96 9562381)