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quinta-feira, 25 de março de 2010

Revisão da Estratégia para a Conservação da Natureza e Biodiversidade só em 2011

Lusa

A revisão da Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade, prevista para 2010, só deverá estar concluída no próximo ano para que sejam tomadas em conta as orientações da cimeira internacional que decorrerá em Outubro.

O secretário de Estado do Ambiente disse hoje à Lusa que “a Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade existe há vários anos e deveria ser revista até 2010”. “Estamos a revê-la e só tencionamos terminar essa revisão em 2011”, avançou, no entanto, Humberto Rosa.

O mundo e a União Europeia redefinem as suas metas de biodiversidade em 2010 e uma peça fundamental para essa tarefa é a cimeira da convenção de diversidade biológica, que se realiza em Outubro. “Parece-nos mais inteligente atrasar um pouco a conclusão da revisão a tempo de ter em conta as orientações da cimeira internacional”, explicou o governante.

Humberto Rosa especificou que a estratégia reúne e sistematiza tudo o que há fazer em biodiversidade em áreas como recuperação de habitats, protecção de espécies protegidas, tal como nas várias políticas sectoriais.

Segundo o secretário de Estado do Ambiente, na Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade, adoptada em 2001, “várias medidas já foram concretizadas, outras estão em concretização e outras terão arrancado menos”. “O facto de se rever não quer dizer que parou tudo”, acrescentou.

A política de conservação da natureza e biodiversidade “tem dado passos significativos”, mas é uma área em que a Europa e o mundo, ainda têm muito a fazer para garantir que conseguem “preservar ou impedir a perda de biodiversidade”, considerou Humberto Rosa. In Ecosfera


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Portugal já pode celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade


Helena Geraldes

O comité que vai coordenar em Portugal as celebrações do Ano Internacional da Biodiversidade foi constituído ontem e deverá lançar para a semana a primeira iniciativa: o site que reunirá tudo o que por cá se vai fazer para travar a perda de animais e plantas.

“Queremos mostrar o que em Portugal se está a fazer para reverter a perda de biodiversidade, quais são os nossos problemas e que soluções existem”, explicou Elisabeth Silva, da comissão nacional da Unesco, ao PÚBLICO.

O comité, debaixo da alçada da Unesco, ambiciona ainda “sensibilizar os decisores políticos e as populações locais, que são as pessoas que estão no terreno” e promover “a criação de redes de parcerias, numa troca de experiências e de boas práticas”, acrescentou.

Para o conseguir, o comité conta com uma comissão de honra, um núcleo executivo, que vai coordenar as actividades ao longo de 2010, e uma comissão das entidades representadas e que queiram aderir com as suas iniciativas, de forma gratuita e voluntária. “Gostaríamos que a adesão fosse a nível nacional, incluindo as ilhas, e que envolvesse escolas, municípios, museus, universidades e organizações não governamentais”. Até mesmo o cidadão anónimo que tenha uma actividade em benefício da biodiversidade pode juntar-se a esta comunidade.

O núcleo executivo do comité, que ainda não foi encerrado, conta, para já, com oito elementos: Gonçalo Calado, assessor do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa; Anabela Isidoro, do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB); Margarida Santos Reis (Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa); Nuno Ferrand de Almeida (CIBIO, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos); Ana Noronha (Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica); Luís Chícharo (Centro de Eco-hidrologia e zonas costeiras da Unesco), Elizabeth Silva (Comissão Nacional da Unesco) e Fernando Andersen Guimarães (presidente da Comissão Nacional da Unesco).

O site, que funcionará como uma base de dados das actividades organizadas por todo o país, deverá manter-se, pelo menos, até 2014. Isto porque, como explicou Elizabeth Silva, “o ano 2011 foi proclamado o Ano Internacional das Florestas e estas questões estão profundamente ligadas”. Além disso, esta é a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).

Elizabeth Silva adiantou que será dada especial importância às Reservas da Biosfera da Unesco, privilegiando-
as enquanto “espaços de aprendizagem”, e procurar-se-á fazer um levantamento da biodiversidade em Portugal.

O Ano Internacional da Biodiversidade foi oficialmente lançado a 11 de Janeiro, em Berlim. 2010 marca ainda o final do prazo lançado para travar a perda da biodiversidade. Agora, a comunidade internacional estuda novas metas e, eventualmente, a definição de um acordo vinculativo para esse fim que estará em cima da mesa numa cimeira da Convenção para a Diversidade Biológica a realizar em Outubro no Japão.

Segundo a UICN (União Internacional para a Conservação), o planeta tem hoje mais de 17.200 espécies ameaçadas de extinção. In Ecosfera


terça-feira, 21 de abril de 2009

Biodiversidade


Europa gasta dez mil milhões contra espécies invasoras
21.04.2009 - 09h21 Helena Geraldes
O jacinto-de-água e o lagostim-do-Luisiana estão entre as onze mil espécies de plantas e animais que chegaram à Europa sem serem convidadas e estão a fazer perigar o frágil baralho de cartas ecológico do Velho Continente. Para travar o avanço dos invasores, a Europa gasta dez mil milhões de euros por ano. Só para ter uma ideia do que representa este valor, basta dizer que custará 12 mil milhões a reconstruir Abbruzzo, região italiana devastada pelo sismo no início de Abril.

Pela primeira vez, cientistas colocaram etiquetas com o preço a pagar pela Europa pelas plantas e animais invasores mais perigosos. A equipa, coordenada por Montserrat Vilà, da Estação Biológica de Doñana, em Sevilha, listou as dez espécies mais perigosas e cujo combate é mais caro, com base no projecto DAISIE (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe), de 2005.

São os vertebrados terrestres os que provocam estragos em mais frentes, com "uma cascata de impactos", como diz Vilà no estudo publicado esta semana na revista Frontiers in Ecology and the Environment.

Mas quem causa maiores prejuízos económicos são os invertebrados terrestres, como insectos e aranhas. Vilà lembra os danos causados em plantações agrícolas e em florestas, por exemplo. "A presença e, muitas vezes, o domínio das espécies invasoras pode ter muitos impactos ecológicos que se traduzem em alterações nos serviços dos ecossistemas", explica Vilà. "Essas alterações podem ser irreversíveis e muitas são tão importantes como as alterações climáticas ou a poluição", acrescenta.

Combater este problema implica gastar milhões de euros, investidos em acções de monitorização, controlo e erradicação das espécies e em programas de educação ambiental. Entre os invasores mais dispendiosos estão o jacinto-de-água, o roedor ratão-do-banhado e uma alga marinha.

A maior dificuldade nesta batalha é, segundo Vilà, o facto de que muitos dos impactos ainda não serem conhecidos. De facto, os ecologistas e economistas só conhecem o impacto de dez por cento das espécies invasoras da Europa.

Vilà sugere a criação de organismos institucionais em várias áreas - agricultura, ambiente, saúde e transportes - para "prevenir e gerir os impactos das invasões biológicas", permitindo uma resposta transversal.

No início do mês de Abril, Vilà e um grupo de cientistas europeus publicaram um artigo de opinião na revista Science através do qual pediram à União Europeia que crie um centro de gestão contra estas espécies.


http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375587&idCanal=2100

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Jornadas Técnicas do Projecto BIONATURA "Gestão e Conservação da Biodiversidade na Macaronésia

A ARENA –Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores, tem oprazer de convidá-lo(a) a participar nas IIas Jornadas Técnicas doProjecto BIONATURA dos Açores, com o tema “Gestão e Conservação daBiodiversidade na Macaronésia”, que decorrerão a 17 e 18 de Outubro de2008, no Auditório do Laboratório Regional de Engenharia Civil. Estas jornadasterão como público-alvo estudantes e professores universitários,centros/institutos de investigação, técnicos especializados em gestão dabiodiversidade, entre outros, e têm como objectivo principal apresentar osestudos conjuntos desenvolvidos pelos arquipélagos dos Açores, Madeira eCanárias, e alguns estudos específicos desenvolvidos pelo arquipélago dosAçores, no âmbito do projecto BIONATURA.

Natureza e Sociedade: Balanço e Novas Opções para Portugal

No âmbito das comemorações do seu sexagésimo aniversário, a LPN – Liga para a Protecção da Natureza promove a conferência “Natureza e Sociedade: Balanço e Novas Opções para Portugal” sobre o estado da Conservação da Natureza e Biodiversidade em Portugal.
O objectivo principal do evento é realizar um balanço dos resultados obtidos e perspectivar o futuro da Conservação da Natureza e Biodiversidade em Portugal.

A conferência terá quatro sessões temáticas, com comunicações de oradores nacionais e internacionais convidados:

Balanço dos resultados da Conservação da Biodiversidade em Portugal nos últimos 60 anos;
Governança, Participação Pública e Gestão Privada da Biodiversidade;
O Desenvolvimento Sustentável em Áreas de Elevada Biodiversidade;
Instrumentos de Ordenamento do Território na Conservação da Natureza.

A conferência decorrerá nos dias 4 e 5 de Dezembro, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

Inscrições e Informações:

E-mail:

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Silvicultura da Biodiversidade‏

Carlos Rio Carvalho, da ERENA, disponibilizou na plataforma
Pluridoc um artigo de reflexão sobre a "Silvicultura da Biodiversidade",
no qual compara a importância económica potencial da gestão florestal dirigida
para o aumento do valor natural da floresta com a gestão para o aumento da
produtividade lenhosa, da cortiça ou de outros produtos agro-florestais tradicionais.
Sobretudo em situações onde numa boa parte do território as alternativas
produtivas são limitadas (como sucede em Portugal), a gestão para o
incremento do valor natural do território e a sua rentabilização podem
e tenderão cada vez mais a representar uma mais valia económica e
ambiental importante, sendo aqui discutidas diferentes formas de
encarar este mercado em crescimento.

Os interessados neste documento poderão obtê-lo gratuitamente
a partir do seguinte link:

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Fórum biodiversidade 2008

24 de junho, centro de congressos do estorilIrá decorrer no próximo dia 24 de Junho, no Centro de Congressos do Estoril, o Forúm Biodiversidade subordinado ao tema 'Silvicultura próxima da Natureza'. Mais informações e inscrição online gratuita até 21 de Junho em cascaisnatura.org

domingo, 1 de junho de 2008

Biodiversidade na agenda política até 2010

Convenção de Bona.
A convenção sobre a biodiversidade que teve lugar em Bona terminou hojecom a aprovação de metas para se tomarem medidas políticas sobre agestão dos recursos naturais. Depois das alterações climáticas, osgovernos deparam-se com os efeitos que a perda da biodiversidade poderávir a ter na economia."Passámos a ter um calendário e definições de etapas para que em 2010haja um regime para a partilha equitativa dos recursos naturais" entreos países que os detêm e os países que os exploram, explicou HumbertoRosa, secretário de Estado do ambiente, ao PÚBLICO por telefone.Segundo o relatório provisório que foi tornado público na convenção estaquinta-feira, até 2050 a perda de florestas, das reservas piscícolas eda biodiversidade vai reduzir o PIB mundial em sete por cento. Apopulação com menos recursos será a mais afectada. Estes "valoresprovisórios" são muito importantes para se perceber "a dimensão daperda", diz o secretário.A aposta nos biocombustíveis para diminuir a emissão de gases com efeitode estufa também foi discutida. Apesar de ser uma das possibilidadespara travar o aquecimento global e as alterações climáticas, a produçãode combustíveis orgânicos é mais uma pressão sobre a biodiversidade,devido ao aumento da desflorestação para novos solos agrícolas."O impulso para os biocombustíveis visa a sustentabilidade e essasustentabilidade tem que ter em conta a biodiversidade", diz Humberto Rosa.Portugal teve um papel importante para a criação de um modelo para aConservação Internacional em Zonas de mar alto. Os "critérios dosAçores" foram a base para a produção de uma lista de condições para secriar estes espaços. "Todos os grandes oceanos serão zonas candidatas àconservação e o Atlântico não é excepção", explica o secretário.Uma das medidas decididas na convenção foi uma moratória contra ainjecção de nutrientes nos oceanos para aumentar o crescimento de algas.O projecto tinha como finalidade combater o aquecimento global, já que oaumento do volume de algas retiraria CO2 das águas. Este CO2 ficariapreso na matéria orgânica depositada no fundo dos oceanos depois de asalgas morrerem.Esta medida tinha sido contestada por cientistas e ambientalistas quedefendiam ser necessário fazer-se mais testes antes de se começar aadicionar quantidades de nutrientes para os oceanos.Segundo o relatório a cada hora três espécies desaparecem da Terra.Vive-se o maior período de extinção dos últimos 65 milhões de anos.Espera-se que esta convenção faça da biodiversidade uma prioridade dosgovernos.n*Nicolau Ferreira*