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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Opinião de Luís Gil, LNEG: A cortiça e o sequestro de carbono



Opinião de Luís Gil, LNEG: A cortiça e o sequestro de carbono
Todas as matérias vegetais contribuem como sumidouros de dióxido de carbono e para a fixação de carbono, sendo este, como é sabido, um dos principais meios para contrabalançar a produção daquele poluente atmosférico, devido à combustão de hidrocarbonetos, nomeadamente combustíveis.
A sua redução tem sido um dos grandes objectivos de Governos e instituições diversas, e por isso actividades que promovam a diminuição da presença desta substância no ar apresentam inegáveis vantagens ambientais e ecológicas. Entre estas actividades encontra-se a exploração industrial e comercial da cortiça.
Um dos meios para diminuir a quantidade de dióxido de carbono existente na atmosfera é a produção de produtos de vida longa com base na biomassa vegetal, os quais englobam, sem dúvida, os produtos de cortiça. Além disso, estes materiais são “carbono neutros” na altura da sua decomposição ou aproveitamento energético. Continua em Greensavers

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Corticeira Amorim inicia processo negocial para despedimento de 193 colaboradores


A Corticeira Amorim vai iniciar, pela primeira vez na sua história, o processo negocial para o despedimento de 193 colaboradores, numa tentativa de adaptar a produção com a procura esperada que deverá recuar como reflexo da actual conjuntura económica, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).Link

sábado, 27 de dezembro de 2008

Um quarto da cortiça deste ano está por vender

22.12.2008, Ana Fernandes
Os produtores estão descapitalizados e reflectem as dificuldades económicas enfrentadas por muitas fábricasque transformam a cortiçaNo Verão, os sobreiros foram generosos, mas o fruto do esforço de centenas de produtores ficou-lhes nos braços. Um quarto da cortiça retirada este ano não encontra destino e alguma da escoada foi-o a preço de saldo. As razões vão desde o problema dos vedantes alternativos à crise financeira. Mas quem depende do montado vê o futuro com apreensão: se a cortiça continuar a perder interesse económico, boa parte dos territórios nacional e espanhol correm sérios riscos de abandono.Em várias regiões do Alentejo, perpassa a mesma preocupação. São muitos os produtores que não conseguiram escoar a sua cortiça, sobretudo aquela de pior qualidade. Num recente seminário sobre o futuro deste material, que decorreu em Portel, organizado pela Confraria do Sobreiro e da Cortiça, a ansiedade era visível. Todos relataram casos de material a acumular-se nos campos. Muitos admitiram estar a vender a um preço ridículo.De um total de 5 a 5,5 milhões de arrobas (75 a 82,5 milhões de quilos) de produção total este ano - e 2008 não foi um ano de grande tirada de cortiça -, entre 1 a 1,2 milhões de arrobas (15 a 18 milhões de quilos) estão por vender. Os produtores vêem 2009 ainda com mais temor, pois é um ano em que haverá muita produção. "Como é que vamos escoar?", questionam.O problema não é de hoje mas agravou-se. Segundo a União da Floresta Mediterrânica (Unac), que agrega associações florestais, nos últimos seis anos houve uma desvalorização do preço global das cortiças, na ordem dos 15 a 30 por cento, conforme a sua qualidade. As ofertas de compra situam-se, muitas vezes, abaixo do limiar de rentabilidade da exploração, o que desincentiva ainda mais os produtores.Depois de há sete anos, em que houve uma grande procura, o preço médio estar nos 40 euros a arroba, agora não passa dos 25, mas há quem venda muito abaixo deste. E a tendência é para continuar a baixar.A falta de escoamento do material que está a ocorrer este ano é, todavia, o que mais preocupa. Até porque é um sinal de uma mudança de estratégia da indústria, fruto de uma situação económica complicada, mas que prejudica gravemente os produtores. Até agora, quem fazia a gestão dos stocks eram as fábricas, que compravam a cortiça aos proprietários, ressarcindo--os dos custos da exploração. Agora só adquirem o que necessitam, deixando os stocks na árvore ou no chão, descapitalizando a produção.Cortiça perdeu classe médiaSegundo José Miguel Lupi Caetano, presidente da Unac, há várias razões que explicam a situação. "Há o problema dos vedantes alternativos, que fazem concorrência à cortiça e que são uma ameaça séria, mas também há uma crescente aposta em produtos de menos valor acrescentado para a produção, porque são feitos com cortiça de menor valor, como os granulados", relata. Para concluir: "Ficámos com os produtos de excepção que são as rolhas boas, ou seja, perdeu-se a classe média da cortiça."Além disso, acrescem as dificuldades económicas da indústria, sobretudo das mais pequenas, que muitos prevêem que não se irão aguentar com a crise. "Tem de haver uma atenção para este negócio, criando mecanismos que permitam que o mercado da cortiça funcione", diz Lupi Caetano. "Era necessário injectar liquidez no mercado industrial para este vir fazer negócio ao campo", exemplifica.A Unac defende que seja reactivada a linha de crédito de curto prazo para a agricultura, silvicultura e pecuária, aumentando o montante máximo elegível para a cortiça para 4,5 euros por arroba e viabilizando a concessão de crédito para a extracção da cortiça nas actuais condições. Além disso, considera essenciais que sejam criadas linhas de crédito de apoio à aquisição de cortiça no mato pela indústria de transformação, "que garanta condições bonificadas de taxa de juro e um sistema de garantia por parte da Estado".Advoga também um maior envolvimento de todos na promoção das rolhas da cortiça e diz ser fundamental adequar o regime fiscal às especificidades do ciclo produtivo do sobreiro."Se a cortiça perder interesse económico, o montado também o perde, o que significa que boa parte do território português e espanhol poderá estar em causa", diz Lupi Caetano.O PÚBLICO contactou o grupo Amorim, que tem a maior quota de mercado no sector, mas não foi possível obter a sua posição sobre a situação em tempo útil.

Um quarto da cortiça deste ano está por vender

22.12.2008, Ana Fernandes
Os produtores estão descapitalizados e reflectem as dificuldades económicas enfrentadas por muitas fábricasque transformam a cortiçaNo Verão, os sobreiros foram generosos, mas o fruto do esforço de centenas de produtores ficou-lhes nos braços. Um quarto da cortiça retirada este ano não encontra destino e alguma da escoada foi-o a preço de saldo. As razões vão desde o problema dos vedantes alternativos à crise financeira. Mas quem depende do montado vê o futuro com apreensão: se a cortiça continuar a perder interesse económico, boa parte dos territórios nacional e espanhol correm sérios riscos de abandono.Em várias regiões do Alentejo, perpassa a mesma preocupação. São muitos os produtores que não conseguiram escoar a sua cortiça, sobretudo aquela de pior qualidade. Num recente seminário sobre o futuro deste material, que decorreu em Portel, organizado pela Confraria do Sobreiro e da Cortiça, a ansiedade era visível. Todos relataram casos de material a acumular-se nos campos. Muitos admitiram estar a vender a um preço ridículo.De um total de 5 a 5,5 milhões de arrobas (75 a 82,5 milhões de quilos) de produção total este ano - e 2008 não foi um ano de grande tirada de cortiça -, entre 1 a 1,2 milhões de arrobas (15 a 18 milhões de quilos) estão por vender. Os produtores vêem 2009 ainda com mais temor, pois é um ano em que haverá muita produção. "Como é que vamos escoar?", questionam.O problema não é de hoje mas agravou-se. Segundo a União da Floresta Mediterrânica (Unac), que agrega associações florestais, nos últimos seis anos houve uma desvalorização do preço global das cortiças, na ordem dos 15 a 30 por cento, conforme a sua qualidade. As ofertas de compra situam-se, muitas vezes, abaixo do limiar de rentabilidade da exploração, o que desincentiva ainda mais os produtores.Depois de há sete anos, em que houve uma grande procura, o preço médio estar nos 40 euros a arroba, agora não passa dos 25, mas há quem venda muito abaixo deste. E a tendência é para continuar a baixar.A falta de escoamento do material que está a ocorrer este ano é, todavia, o que mais preocupa. Até porque é um sinal de uma mudança de estratégia da indústria, fruto de uma situação económica complicada, mas que prejudica gravemente os produtores. Até agora, quem fazia a gestão dos stocks eram as fábricas, que compravam a cortiça aos proprietários, ressarcindo--os dos custos da exploração. Agora só adquirem o que necessitam, deixando os stocks na árvore ou no chão, descapitalizando a produção.Cortiça perdeu classe médiaSegundo José Miguel Lupi Caetano, presidente da Unac, há várias razões que explicam a situação. "Há o problema dos vedantes alternativos, que fazem concorrência à cortiça e que são uma ameaça séria, mas também há uma crescente aposta em produtos de menos valor acrescentado para a produção, porque são feitos com cortiça de menor valor, como os granulados", relata. Para concluir: "Ficámos com os produtos de excepção que são as rolhas boas, ou seja, perdeu-se a classe média da cortiça."Além disso, acrescem as dificuldades económicas da indústria, sobretudo das mais pequenas, que muitos prevêem que não se irão aguentar com a crise. "Tem de haver uma atenção para este negócio, criando mecanismos que permitam que o mercado da cortiça funcione", diz Lupi Caetano. "Era necessário injectar liquidez no mercado industrial para este vir fazer negócio ao campo", exemplifica.A Unac defende que seja reactivada a linha de crédito de curto prazo para a agricultura, silvicultura e pecuária, aumentando o montante máximo elegível para a cortiça para 4,5 euros por arroba e viabilizando a concessão de crédito para a extracção da cortiça nas actuais condições. Além disso, considera essenciais que sejam criadas linhas de crédito de apoio à aquisição de cortiça no mato pela indústria de transformação, "que garanta condições bonificadas de taxa de juro e um sistema de garantia por parte da Estado".Advoga também um maior envolvimento de todos na promoção das rolhas da cortiça e diz ser fundamental adequar o regime fiscal às especificidades do ciclo produtivo do sobreiro."Se a cortiça perder interesse económico, o montado também o perde, o que significa que boa parte do território português e espanhol poderá estar em causa", diz Lupi Caetano.O PÚBLICO contactou o grupo Amorim, que tem a maior quota de mercado no sector, mas não foi possível obter a sua posição sobre a situação em tempo útil.

Investigação fornece alternativas

22.12.2008
A investigação sobre a cortiça tem tido um importante incremento nos últimos anos. Esta tem incidido em duas frentes: a valorização da rolha e a procura de alternativas de aplicação para este produto natural.Depois do investimento na procura da solução para o chamado "sabor a rolha", que durante algum tempo serviu de argumento aos defensores dos vedantes alternativos, tanto a indústria como os institutos de investigação têm apostado na melhoria das qualidades do produto, assim como na procura de argumentos que o defendam.É o caso dos estudos sobre a capacidade de sequestro de carbono da cortiça e da investigação, feita pelo INETI, sobre uma substância que o vinho, em contacto com a rolha, gera: o potente anticancerígeno acutissimina-A.Mas tem sido feito também um grande esforço para encontrar novas aplicações. O INETI tem várias patentes, que vão desde a utilização da cortiça como produto de limpeza de materiais expostos à poluição ou como absorvente de crude em derrames. Desde aplicações militares à indústria automóvel ou farmacêutica, há centenas de promessas encerradas neste material. Já utilizada na construção civil como isolamento, a cortiça foi recentemente objecto de uma iniciativa da Susdesign para encontrar destinos criativos para um produto que consegue aquecer uma casa, preservar um vinho ou transformar-se num chapéu. A.F.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Caros Colegas e Defensores da Cortiça,


No sentido de promover os nossos produtos, mas também com o intuito de defender a cortiça natural como recurso único no mundo, a Amorim & Irmãos lançou uma campanha internacional de marketing e publicidade.

Não sendo aparentemente óbvio quem é o Miguel, personagem central desta campanha, algumas coisas são já claras.

Sabemos que ele:

- protege inúmeras espécies de animais e plantas
- apoia na prevenção de fogos florestais
- ajuda mais de 100 000 pessoas em vários países
- gosta de viver em Portugal; mas também é visto frequentemente em Espanha e – imagine-se – até na Austrália!

A verdadeira identidade do Miguel vai ser revelada muito em breve – e um conhecido actor de Hollywood vai ajudar-nos imenso nesta missão. Até lá, aceda a www.savemiguel.com e assista à antevisão deste "filme".

O Miguel não pede muito, apenas que divulgue este website entre todos os seus amigos e familiares. Assim, podemos retribuir um pouco do muito que o Miguel tem feito por nós.

Melhores cumprimentos,

A equipa de Comunicação de A&I
Savemiguel

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Lançamento do Livro


A Euronatura tem o prazer de convidar V. Excelência para o seguinte evento a
ocorrer no dia 2 de Junho, pelas 18h, na Academia das Ciências de Lisboa:

“JOAQUIM VIEIRA NATIVIDADE (1899-1968).
Ciência e Política do Sobreiro e da Cortiça”.
Na sessão de lançamento, será feita a apresentação do respectivo estudo, coordenado
pelo investigador Ignacio Garcia Pereda, seguida do comentário do biólogo Fernando
Catarino e da engenheira Manuela Chaves.
O objectivo principal deste projecto é o de divulgar a vida e a obra do engenheiro português
Joaquim Vieira Natividade. Esta importante figura do panorama científico do Portugal do
século XX foi membro da Academia de Ciências e o cientista principal que trabalhou no
mundo do sobreiro e da cortiça. Além da publicação de uma sua biografia, pretendeu-se
ainda com este projecto preparar um sítio de Internet que divulgue a sua vida e obra,
aproveitando o trabalho da biografia e a parte do espólio que surgiu ao longo da
investigação científica.
Num momento em que a fileira da cortiça esta a sofrer cada vez mais os ataques do sector
das rolhas de plástico, esta figura da elite intelectual portuguesa deve ser justamente
reconhecida. Até agora, não se tem prestado a devida atenção ao teor e impacto das suas
contribuições científicas, nem à parte intelectual humanista que ele também desenvolveu. É
esta falha que se pretende colmatar com este projecto, contribuindo-se simultaneamente
para um melhor conhecimento da realidade científica portuguesa do século XX.
Com esta publicação a Euronatura dá inicio a uma nova colecção “História e Política do
Ambiente e do Território” que pretende contribuir para melhorar o conhecimento nesta área
da história recente portuguesa e, ainda, divulgar novos projectos de investigação.

EURONATURA Centro para o Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentado
Programa de Economia, Sociedade e Ambiente
Rua Passos Manuel, nº130, 7º Andar 1150-260 Lisboa
www.euronatura.pt ignacio.pereda@euronatura.pt,
Telefone (+351) 213868420, (+351) 967297365

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Fórum ibérico quer legislação em defesa do montado

O fórum ibérico em defesa do montado apelou hoje aos governos português e espanhol para criarem legislação específica que inclua apoios aos produtores e reconheça as particularidades daquele ecossistema, que está a ser afectado por uma mortalidade «anormal».
«Se os governos português e espanhol não actuarem rapidamente e se não criarem legislação específica, o montado tem os dias contados e vai desaparecer», alertou o presidente do Fórum Para a Defesa e Conservação do Montado - ENCINAL, José Luis García-Palacios.
O responsável falava num colóquio de apresentação do fórum em Portugal e que se realizou hoje na Ovibeja, o maior certame agro-pecuário do Sul do país a decorrer até domingo, no Parque de Feiras e Exposições de Beja.
Segundo o presidente do fórum, Portugal e Espanha devem criar legislação específica que proteja e «reconheça a personalidade própria» do montado, «entendido como um ecossistema produtivo e não apenas como uma zona onde há azinheiras e sobreiros».
«Em toda a bacia do Mediterrâneo há azinheiras e sobreiros, mas, só por si, não são montado. O montado é um ecossistema misto de exploração agropecuária e silvopastoril único e exclusivo na Península Ibérica», frisou.

Diário Digital