domingo, 1 de fevereiro de 2009

FAO Questionnaire on Forest Degradation.‏

If you are involved in monitoring forests, you may wish to help out FAO by responding to this questionnaire. Thanks in advance for your assistance. Cheers. Gyde.

FAO Questionnaire on Forest Degradation. FAO needs your input for a survey it is conducting regarding people’s perceptions of what is ‘forest degradation’. This survey is aimed at collecting information on how forest degradation is defined and assessed in various countries and organisations as input to an International Study on Forest Degradation and as part of the Global Forest Resources Assessment 2010. The study is part of a joint initiative of the Collaborative Partnership on Forests (CPF) on harmonising forest definitions and on streamlining forest-related reporting. The concept note on the forest degradation study may be found at http://www.fao.org/forestry/53798/en/ . You may find the questionnaire at http://www.fao.org/forestry/media/16949/1/0/ containing the19 questions. The deadline for completing this questionnaire is 6 February 2009. If you have any questions, please contact Victoria.Heymell@fao.org.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Engenheiro Florestal (m/f)


30 de Janeiro
CAULE – Associação Florestal procura para contrato de trabalho
CAULE (caule.arganil@gmail.com)
Localidade: Covas
CAULE – Associação Florestal procura para contrato de trabalho:Engenheiro Florestal (m/f)Perfil Profissional:. Bacharel ou Licenciado. Conhecimentos informáticos de programas relacionados com SIG e outros. Experiência em trabalhos florestais. Bons conhecimentos de Português. Conhecimentos básicos falados e escritos de Inglês, Francês e Espanhol. Carta de conduçãoPerfil Pessoal. Disponibilidade de horários. Boa capacidade de comunicação e facilidade de relacionamento. Dinamismo, responsabilidade e seriedade. Capacidade de iniciativa e de trabalho. Boa apresentação. Disponibilidade imediataOferece-se:. Integração em organização com grande dinamismo. Disponibilidade para investimento em formação e desenvolvimento profissional. Bom ambiente de trabalho. Incorporação em equipa multifuncional
Mais informações em www.caule.org
Envie o seu CV, até 3 de Fevereiro de 2009, para o seguinte e-mail: caule.arganil@gmail.com

Fonte: NATURLINK

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

400 milhões de novas gerações

Preservar o património florestal, garantindo a sua sustentabilidade, já não é só desejável. É fundamental para que as gerações vindouras tenham, nas próximas décadas, um planeta onde viver. O Floresta Unida, projecto nacional criado há meia dúzia de anos por um jovem “auto-mecenas” ligado desde sempre à natureza, é hoje a maior campanha mundial de reflorestação mundial, propondo-se plantar 400 milhões de árvores até 2030, num investimento que ascende aos 3,7 mil milhões de eurosPOR GABRIELA COSTA
Resto da noticia in Ver.pt

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nemátodo, documento

Resumo em Português: Documento relativo ao combate e erradicação do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, apresentado na primeira semana de Janeiro de 2009, pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, aos Senhores Deputados da Assembleia da República.
Autor: Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Ano: 2009
Idiomas do Documento: Português

Estudos

Resumo em Português: Este estudo teve como objetivo avaliar as respostas das relações hídricas e das trocas gasosas em quatro clones de eucalipto (97, 11, 75, 84), estabelecidos em vasos plásticos, de modo a subsidiar a seleção precoce desses materiais genéticos para o estabelecimento em ár...
Autor: Sandro Dan Tatagiba, José Eduardo Macedo Pezzopane, Edvaldo Fialho dos Reis
Ano: 2008
Idiomas do Documento: Português Inglês

Estudos Trabalhos

Resumo em Espanhol: Las bellotas de los Quercus de la dehesa (Q. ilex, Q. suber, etc.) son un importante recurso alimenticio en otoño-invierno. El peso, el tamaño y la forma de la bellota presentan muchas variaciones entre especies, individuos y zonas, al igual que la composición que ademá...
Autor: Rodríguez-Estévez, V., A. García Martínez, C. Mata Moreno, J.M. Perea Muñoz y A.G. Gómez CastroAno: 2008
Idiomas do Documento: Espanhol Inglês

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

DR 2 SÉRIE I de 2009-01-05

Decreto-Lei n.º 3/2009Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das PescasTranspõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2008/61/CE, da Comissão, de 17 de Junho, que estabelece as condições segundo as quais determinados organismos prejudiciais, vegetais, produtos vegetais e outros materiais, constantes dos anexos I a V da Directiva n.º 2000/29/CE, do Conselho, de 8 de Maio, podem ser introduzidos ou circular na Comunidade ou em certas zonas protegidas desta, para fins experimentais ou científicos e trabalhos de selecção de variedades, e revoga o Decreto-Lei n.º 91/98, de 14 de Abril
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das PescasProcede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 154/2005, de 6 de Setembro, transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2008/64/CE, da Comissão, de 27 de Junho, que altera os anexos I a IV da Directiva n.º 2000/29/CE, do Conselho, de 8 de Maio, relativa às medidas de protecção contra a introdução na Comunidade de organismos prejudiciais aos vegetais e produtos vegetais e contra a sua propagação no interior da Comunidade, bem como procede à adaptação da legislação nacional ao disposto no Regulamento (CE) n.º 690/2008, da Comissão, de 4 de Julho, que reconhece zonas protegidas na Comunidade expostas a riscos fitossanitários específicos

Responsável de produção de plantas e viveiros

De: Naturlink 5 de Janeiro
A SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves procura
Responsável de produção de plantas e viveirosOcargo é criado para assegurar as acções de produção de plantas nativasdos Açores para acções de restauro ecológico na área da Serra daTronqueira em São Miguel, atravésm da instalação de viveiro própriodesde o seu início. A Sede de projecto localiza-se na Povoação, em SãoMiguel, Açores.Objectivos gerais do cargo:OAssistente do Projecto LIFE Laurissilva Sustentável irá fazer parte daequipa de trabalho do Projecto, do qual a SPEA é o beneficiário, emparceria com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores e aCâmara Municipal da Povoação. O projecto tem como principal objectivo arecuperação de três habitats prioritários na ZPE Pico da Vara/Ribeirado Guilherme, área de distribuição do Priolo (Pyrrhula murina),o passeriforme mais ameaçado da Europa. No âmbito deste projecto serácriada uma infra-estrutura para produção de plantas nativas dos Açores,com o objectivo de obter material vegetativo para as acções de restauroecológico, com foco nas principais espécies vegetais nativas: auva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o pau-branco (Picconia azorica), a urze (Erica azorica), o azevinho (Ilex azorica),entre outras. Esta estrutura (estufa, armazém e terrenos parasementeira) será dotada de equipamentos e uma equipa de trabalhoprópria de 3/4 elementos, a gerir sob a responsabilidade do titular docargo.Tarefas principais:. Responsável pelaplanificação, instalação e gestão dos viveiros Avaliação dosequipamentos necessários e planeamento da sua aquisição. Elaboração dos protocolos de produção e de monitorização. Coordenação da equipa de viveiros. Planeamento de recolha de material vegetativo para propagação. Desenvolvimento e acompanhamento de possíveis estudos necessários através de estagiários e voluntários. Acompanhamento do processo produtivo. Estudo e elaboração do plano de sustentabilidade do viveiro.Participar nas reuniões da equipa de trabalho e das Comissões Executivae Consultiva do projecto, mantendo com regularidade os parceirosinformados sobre as diversas actividades das acções sob a suaresponsabilidade.. Desenvolver quaisquer outras actividadespontuais que lhe sejam atribuídas por decisão da Comissão Executiva oudo Coordenador de Projecto.SPEA
Avenida da Liberdade 105-2º Esq
1250-140 Lisboa - Portugal
tel +351.213220433
fax +351.213220439

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

DR 1 SÉRIE I de 2009-01-02

Portaria n.º 6/2009
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das PescasCria a zona de intervenção florestal de Penhascoso Norte, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Penhascoso e Mação, do concelho de Mação (ZIF n.º 18, processo n.º 057/06-AFN)

Novas espécies de borboletas descobertas em floresta virgem

29.12.2008,
Helena Geraldes
O Monte Mabu esconde plantas e animais ainda não identificados; vão ser recomendadas medidas de conservação às autoridades.Jonathan Timberlake pode considerar-se um homem com sorte. No Outono, este botânico britânico viveu três semanas num "paraíso perdido" no norte de Moçambique. O Monte Mabu esconde centenas de espécies, nem todas conhecidas. Três novas espécies de borboletas e uma de cobra foram uma surpresa desta expedição integrada no projecto Darwin, que visa identificar as áreas mais importantes para a conservação no sul do continente africano e ajudar a geri-las de forma sustentável.O Monte Mabu foi descoberto ao estilo do século XXI, ou seja, através do Google Earth. Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos de Kew, procurava um possível projecto de conservação no Google Earth - mapa na Internet que permite ao utilizador ver imagens de satélite de qualquer ponto do planeta - quando descobriu aquele "bocado de verde" e decidiu ir conhecê-lo. Após as primeiras visitas, partiu de armas e bagagens para a que se crê ser a maior floresta tropical de média altitude (entre os 800 e os 1400 metros de altitude) do sul de África."Aparentemente, a existência de uma área florestal assim tão grande nas encostas do Monte Mabu ainda não tinha sido reconhecida e não temos conhecimento de colecções ou registos de plantas ou animais da zona", acrescentou Timberlake, também de Kew, que iderou uma expedição de 28 cientistas do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça até ao Monte Mabu."Em Moçambique, estas florestas têm sido derrubadas para fins comerciais e de subsistência, nomeadamente para agricultura. Mas encontrámos a floresta do Monte Mabu relativamente virgem, com poucas perturbações", contou.A expedição"Partimos do Malawi em veículos com tracção às quatro rodas até uma antiga exploração de chá abandonada", contou Timberlake ao PÚBLICO. Mas a estrada acabava à entrada da floresta desconhecida. "Tivemos de continuar a pé. Durante três a cinco horas (dependendo da boa forma física!), atravessámos campos agrícolas e bosques com todo o equipamento e mantimentos, com a ajuda de 70 carregadores". As tendas foram montadas numa clareira no coração da floresta, durante três semanas."Demorámos algum tempo a avançar porque tivemos que abrir caminho. Nem sempre foi fácil", comentou. Assim se explica que só tenham estudado um quarto dos 700 hectares da floresta. "Avançar para o interior teria exigido muito mais tempo e o uso de 'campos satélite', porque demoraríamos mais de um dia para chegar a áreas mais distantes e voltar", explicou. O problema até nem era a distância, mas sim "o declive e a dificuldade do terreno".Mesmo assim, os cientistas - entre os quais membros do Instituto de Investigação Agronómica de Moçambique (IIAM), da Birdlife International e da Mulanji Mountain Conservation Trust (do Malawi) - encontraram uma biodiversidade surpreendentemente rica, com pequenos camaleões azuis e orquídeas raras. "A diversidade é desconcertante. É incrível ver como a vida se adaptou a pequenos nichos", comentou Timberlake.Os cerca de 500 espécimes de plantas recolhidos em Moçambique chegaram recentemente a Kew, onde e cinco botânicos estão a dividi-los em famílias para depois os identificar com maior detalhe. "Qualquer espécie que possa ser nova para a ciência será depois descrita"."Não conhecemos tudo"A equipa quer escrever um relatório com as descobertas de plantas, aves, borboletas, vegetação e outras espécies. Esse documento "deverá salientar a importância da área para a conservação e sugerir, em conjunto com os colegas de Moçambique, acções apropriadas para as autoridades". Depois de identificados, os espécimes serão distribuídos por Kew, Maputo e um herbário no Malawi.Para Timberlake, a descoberta do Monte Mabu "mostra que ainda não conhecemos tudo". Mas o Monte Mabu também nos alerta para o facto de ainda estarmos "muito longe de podermos garantir a sobrevivência dessas espécies".A extinção pode ser deliberada, "através da destruição do habitat por barragens, por estradas ou plantações", ou acidentalmente "porque simplesmente não sabíamos que ali existia algo que era 'especial'". In PÚBLICO

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Portaria n.º 1552/2008

Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das PescasCria a zona de intervenção florestal de Lombo, Chacim, Olmos e Morais, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Chacim, Olmos e Morais, concelho de Macedo de Cavaleiros (ZIF n.º 38, processo n.º 110/07-AFN)

Oferta de emprego - Porto‏

Procuram-se finalistas ou recém-licenciados nas áreas de Biologia, Eng. Florestal ou Eng. Agrónoma, com bons conhecimentos de botânica (factor eliminatório) e cartografia.
Conhecimentos básicos de espanhol.
Os seleccionados terão como principal função a realização do inventário do arvoredo da cidade do Porto com recurso à cartografia das zonas e fichas normalizadas.
Tipo de contrato: freelancer
Os interessados deverão enviar o Curriculum e carta de apresentação com a maior brevidade possível para: csoeiro@tecnigral. es

sábado, 27 de dezembro de 2008

Um quarto da cortiça deste ano está por vender

22.12.2008, Ana Fernandes
Os produtores estão descapitalizados e reflectem as dificuldades económicas enfrentadas por muitas fábricasque transformam a cortiçaNo Verão, os sobreiros foram generosos, mas o fruto do esforço de centenas de produtores ficou-lhes nos braços. Um quarto da cortiça retirada este ano não encontra destino e alguma da escoada foi-o a preço de saldo. As razões vão desde o problema dos vedantes alternativos à crise financeira. Mas quem depende do montado vê o futuro com apreensão: se a cortiça continuar a perder interesse económico, boa parte dos territórios nacional e espanhol correm sérios riscos de abandono.Em várias regiões do Alentejo, perpassa a mesma preocupação. São muitos os produtores que não conseguiram escoar a sua cortiça, sobretudo aquela de pior qualidade. Num recente seminário sobre o futuro deste material, que decorreu em Portel, organizado pela Confraria do Sobreiro e da Cortiça, a ansiedade era visível. Todos relataram casos de material a acumular-se nos campos. Muitos admitiram estar a vender a um preço ridículo.De um total de 5 a 5,5 milhões de arrobas (75 a 82,5 milhões de quilos) de produção total este ano - e 2008 não foi um ano de grande tirada de cortiça -, entre 1 a 1,2 milhões de arrobas (15 a 18 milhões de quilos) estão por vender. Os produtores vêem 2009 ainda com mais temor, pois é um ano em que haverá muita produção. "Como é que vamos escoar?", questionam.O problema não é de hoje mas agravou-se. Segundo a União da Floresta Mediterrânica (Unac), que agrega associações florestais, nos últimos seis anos houve uma desvalorização do preço global das cortiças, na ordem dos 15 a 30 por cento, conforme a sua qualidade. As ofertas de compra situam-se, muitas vezes, abaixo do limiar de rentabilidade da exploração, o que desincentiva ainda mais os produtores.Depois de há sete anos, em que houve uma grande procura, o preço médio estar nos 40 euros a arroba, agora não passa dos 25, mas há quem venda muito abaixo deste. E a tendência é para continuar a baixar.A falta de escoamento do material que está a ocorrer este ano é, todavia, o que mais preocupa. Até porque é um sinal de uma mudança de estratégia da indústria, fruto de uma situação económica complicada, mas que prejudica gravemente os produtores. Até agora, quem fazia a gestão dos stocks eram as fábricas, que compravam a cortiça aos proprietários, ressarcindo--os dos custos da exploração. Agora só adquirem o que necessitam, deixando os stocks na árvore ou no chão, descapitalizando a produção.Cortiça perdeu classe médiaSegundo José Miguel Lupi Caetano, presidente da Unac, há várias razões que explicam a situação. "Há o problema dos vedantes alternativos, que fazem concorrência à cortiça e que são uma ameaça séria, mas também há uma crescente aposta em produtos de menos valor acrescentado para a produção, porque são feitos com cortiça de menor valor, como os granulados", relata. Para concluir: "Ficámos com os produtos de excepção que são as rolhas boas, ou seja, perdeu-se a classe média da cortiça."Além disso, acrescem as dificuldades económicas da indústria, sobretudo das mais pequenas, que muitos prevêem que não se irão aguentar com a crise. "Tem de haver uma atenção para este negócio, criando mecanismos que permitam que o mercado da cortiça funcione", diz Lupi Caetano. "Era necessário injectar liquidez no mercado industrial para este vir fazer negócio ao campo", exemplifica.A Unac defende que seja reactivada a linha de crédito de curto prazo para a agricultura, silvicultura e pecuária, aumentando o montante máximo elegível para a cortiça para 4,5 euros por arroba e viabilizando a concessão de crédito para a extracção da cortiça nas actuais condições. Além disso, considera essenciais que sejam criadas linhas de crédito de apoio à aquisição de cortiça no mato pela indústria de transformação, "que garanta condições bonificadas de taxa de juro e um sistema de garantia por parte da Estado".Advoga também um maior envolvimento de todos na promoção das rolhas da cortiça e diz ser fundamental adequar o regime fiscal às especificidades do ciclo produtivo do sobreiro."Se a cortiça perder interesse económico, o montado também o perde, o que significa que boa parte do território português e espanhol poderá estar em causa", diz Lupi Caetano.O PÚBLICO contactou o grupo Amorim, que tem a maior quota de mercado no sector, mas não foi possível obter a sua posição sobre a situação em tempo útil.

Um quarto da cortiça deste ano está por vender

22.12.2008, Ana Fernandes
Os produtores estão descapitalizados e reflectem as dificuldades económicas enfrentadas por muitas fábricasque transformam a cortiçaNo Verão, os sobreiros foram generosos, mas o fruto do esforço de centenas de produtores ficou-lhes nos braços. Um quarto da cortiça retirada este ano não encontra destino e alguma da escoada foi-o a preço de saldo. As razões vão desde o problema dos vedantes alternativos à crise financeira. Mas quem depende do montado vê o futuro com apreensão: se a cortiça continuar a perder interesse económico, boa parte dos territórios nacional e espanhol correm sérios riscos de abandono.Em várias regiões do Alentejo, perpassa a mesma preocupação. São muitos os produtores que não conseguiram escoar a sua cortiça, sobretudo aquela de pior qualidade. Num recente seminário sobre o futuro deste material, que decorreu em Portel, organizado pela Confraria do Sobreiro e da Cortiça, a ansiedade era visível. Todos relataram casos de material a acumular-se nos campos. Muitos admitiram estar a vender a um preço ridículo.De um total de 5 a 5,5 milhões de arrobas (75 a 82,5 milhões de quilos) de produção total este ano - e 2008 não foi um ano de grande tirada de cortiça -, entre 1 a 1,2 milhões de arrobas (15 a 18 milhões de quilos) estão por vender. Os produtores vêem 2009 ainda com mais temor, pois é um ano em que haverá muita produção. "Como é que vamos escoar?", questionam.O problema não é de hoje mas agravou-se. Segundo a União da Floresta Mediterrânica (Unac), que agrega associações florestais, nos últimos seis anos houve uma desvalorização do preço global das cortiças, na ordem dos 15 a 30 por cento, conforme a sua qualidade. As ofertas de compra situam-se, muitas vezes, abaixo do limiar de rentabilidade da exploração, o que desincentiva ainda mais os produtores.Depois de há sete anos, em que houve uma grande procura, o preço médio estar nos 40 euros a arroba, agora não passa dos 25, mas há quem venda muito abaixo deste. E a tendência é para continuar a baixar.A falta de escoamento do material que está a ocorrer este ano é, todavia, o que mais preocupa. Até porque é um sinal de uma mudança de estratégia da indústria, fruto de uma situação económica complicada, mas que prejudica gravemente os produtores. Até agora, quem fazia a gestão dos stocks eram as fábricas, que compravam a cortiça aos proprietários, ressarcindo--os dos custos da exploração. Agora só adquirem o que necessitam, deixando os stocks na árvore ou no chão, descapitalizando a produção.Cortiça perdeu classe médiaSegundo José Miguel Lupi Caetano, presidente da Unac, há várias razões que explicam a situação. "Há o problema dos vedantes alternativos, que fazem concorrência à cortiça e que são uma ameaça séria, mas também há uma crescente aposta em produtos de menos valor acrescentado para a produção, porque são feitos com cortiça de menor valor, como os granulados", relata. Para concluir: "Ficámos com os produtos de excepção que são as rolhas boas, ou seja, perdeu-se a classe média da cortiça."Além disso, acrescem as dificuldades económicas da indústria, sobretudo das mais pequenas, que muitos prevêem que não se irão aguentar com a crise. "Tem de haver uma atenção para este negócio, criando mecanismos que permitam que o mercado da cortiça funcione", diz Lupi Caetano. "Era necessário injectar liquidez no mercado industrial para este vir fazer negócio ao campo", exemplifica.A Unac defende que seja reactivada a linha de crédito de curto prazo para a agricultura, silvicultura e pecuária, aumentando o montante máximo elegível para a cortiça para 4,5 euros por arroba e viabilizando a concessão de crédito para a extracção da cortiça nas actuais condições. Além disso, considera essenciais que sejam criadas linhas de crédito de apoio à aquisição de cortiça no mato pela indústria de transformação, "que garanta condições bonificadas de taxa de juro e um sistema de garantia por parte da Estado".Advoga também um maior envolvimento de todos na promoção das rolhas da cortiça e diz ser fundamental adequar o regime fiscal às especificidades do ciclo produtivo do sobreiro."Se a cortiça perder interesse económico, o montado também o perde, o que significa que boa parte do território português e espanhol poderá estar em causa", diz Lupi Caetano.O PÚBLICO contactou o grupo Amorim, que tem a maior quota de mercado no sector, mas não foi possível obter a sua posição sobre a situação em tempo útil.

Investigação fornece alternativas

22.12.2008
A investigação sobre a cortiça tem tido um importante incremento nos últimos anos. Esta tem incidido em duas frentes: a valorização da rolha e a procura de alternativas de aplicação para este produto natural.Depois do investimento na procura da solução para o chamado "sabor a rolha", que durante algum tempo serviu de argumento aos defensores dos vedantes alternativos, tanto a indústria como os institutos de investigação têm apostado na melhoria das qualidades do produto, assim como na procura de argumentos que o defendam.É o caso dos estudos sobre a capacidade de sequestro de carbono da cortiça e da investigação, feita pelo INETI, sobre uma substância que o vinho, em contacto com a rolha, gera: o potente anticancerígeno acutissimina-A.Mas tem sido feito também um grande esforço para encontrar novas aplicações. O INETI tem várias patentes, que vão desde a utilização da cortiça como produto de limpeza de materiais expostos à poluição ou como absorvente de crude em derrames. Desde aplicações militares à indústria automóvel ou farmacêutica, há centenas de promessas encerradas neste material. Já utilizada na construção civil como isolamento, a cortiça foi recentemente objecto de uma iniciativa da Susdesign para encontrar destinos criativos para um produto que consegue aquecer uma casa, preservar um vinho ou transformar-se num chapéu. A.F.

Um ecossistema extraordinário e em equilíbrio

22.12.2008
O sobreiro é uma das mais "extraordinárias árvores do mundo". É esta a descrição feita pela BBC, a televisão pública inglesa, num documentário exibido no Reino Unido no passado dia 9 de Dezembro. O prestigiado programa sobre vida selvagem da cadeia britânica - o Natural World - veio a Portugal descobrir o montado. E descreveu-o como um ecossistema fascinante, "um dos últimos lo-cais da Europa onde a economia local convive harmoniosamente com a natureza".O fascínio tem toda a razão de ser. O sobreiro e o ecossistema onde pontifica, o montado, é um hino ao famoso conceito do desenvolvimento sustentável. Uma árvore que sobrevive em climas inóspitos assegura, com a sua generosidade, os três pila-res fundamentais deste conceito: o desenvolvimento social, económico e ambiental da região. Em perfeito equilíbrio.O seu valor económico é inquestionável: alimenta uma das mais im-portantes indústrias nacionais, dá um contributo de 0,7 por cento para o PIB nacional e a cortiça é responsável por 2,3 por cento das exportações nacionais, alcançando valores, em 2007, de quase 854 milhões de euros.Mas, para além de cortiça, muitas outras actividades dependem deste ecossistema, como a produção de mel e cera, de carvão produzido a partir do material lenhoso, o turismo, a pecuária, a caça e a recolha de cogumelos. Permite ainda a criação de gado, assegurando rendimentos constantes às economias locais, mantendo o tecido social em regiões do interior.Mas é o seu valor ambiental que tem fascinado os estrangeiros. A ponto de a organização internacional World Wildlife Fund se bater há anos pela sua defesa, incentivando os consumidores a continuar a consumir rolhas de cortiça, pois só assim o montado continuará a ter interesse económico para os proprietários.Antes de mais, tem um papel fundamental na protecção do solo, sobretudo em zonas do país com graves problemas de erosão.Sem ele, muitas regiões estariam mais desertificadas. Depois, segundo um estudo de Luís Gil, da Unidade de Tecnologia da Cortiça (INETI), é um importante sequestrador de carbono.Por fim, a biodiversidade. Além do emblemático lince-ibérico, há centenas de espécies que dependem do montado. Por ali pululam lebres, do-ninhas, lobos, genetas, javalis e veados. Pelos céus esvoaçam o falcão--peneireiro, o mocho-galego, o picanço-real, cegonhas-pretas, águias- -imperiais, águias-ibéricas, milhafres, abutres-negros, piscos, tordos, tentilhões, pica-paus e garças-reais, entre muitos outros bichos.E, se mais não houvesse, resta ainda a paisagem que proporciona. Inconfundível, rica em vida, a identidade de um terço do país. A.F

O Alentejo sem sobreiros é um deserto mesmo que as oliveiras os substituam

22.12.2008
No princípio dos anos 70 do século passado a produção de cortiça em Portugal atingia a média das 200 milhões de toneladas por novénio. No período que decorreu entre 1998 e 2006 foram recolhidas cerca de 89 milhões de toneladas.A brutal diferença é reveladora do declínio do montado que está a preocupar, como nunca, os produtores de cortiça que insistem em manter o sobreiro como a árvore mais emblemática da floresta mediterrânica.João Posser de Andrade, um dos fundadores da Confraria do Sobreiro e da Cortiça, associação criada para retirar "todo o interesse mesquinho do sobreiro e da cortiça", há muitos anos que se sente a bradar no deserto de ideias que marca o comportamento dos organismos oficiais, para que deixem a montanha de estudos elaborados ao longo de décadas produzir os seus efeitos."Já estamos cansados da sistemática ladaínha que promete mais investigação sobre as causas da morte do montado", insurge-se este produtor florestal que procura manter preservada a exploração de sobreiros com 660 hectares que possui em Alcácer do Sal. "O problema não está na falta de estudos, mas na sua utilização", prossegue Posser de Andrade, convencido que o sector da cortiça em Portugal está a viver "sob a pressão de uma plutocracia composta por cinco ou seis industriais, que manipula os dados e tem uma grande influência dentro dos ministérios".E ao que é que esta orientação con-duziu? À "monocultura" da rolha que tem condicionado a utilização da cortiça noutras áreas, nomeadamente em algumas tecnologias de ponta. E dá o seu próprio exemplo: "Da minha produção só 15 por cento é que é utilizada no fabrico de rolhas". O resto vai para o fabrico de granulado.O produtor de Alcácer do Sal descreve algumas utilizações alternativas para a cortiça, desde o fabrico da fuselagem e asas de aviões, de barcos de competição e até placas refractárias usadas no escudo térmi-co dos space shuttles. Na Alemanha uma empresa utiliza a cortiça no fabrico de calçado e dá emprego a 5000 pessoas, garante Posser de Andrade.As capacidades isolantes da cortiça são duradouras. Em Inglaterra há moradias que mantêm as paredes exteriores cobertas com cortiça que foi colocada há 150 anos.Outras utilizações haverá para a cortiça, se as investigações sobre as potencialidades que este produto natural fossem uma prioridade, sobretudo a sua componente química, onde alguns dos seus elementos poderiam ser utilizados na indústria farmacêutica. "Infelizmente nada es-tá a ser feito neste sentido", sustenta o produtor de Alcácer do Sal, que tem na sua exploração cerca de 180 mil quilos de cortiça à espera de comprador, depois de ter gasto 50 mil euros para a tirar das árvores.Mesmo assim não desiste de prosseguir na valorização do seu montado. "Este ano estrumei quase 100 hectares com um composto de resíduos sólidos de Setúbal, para equilibrar a vida microbiológica" que suporta o sobreiro, ao mesmo tempo que cobre as clareiras com novas árvores.Posser de Andrade acredita que é na destruição de certos micro-organismos provocada pelas gradagens excessivas e o elevado número de cabeças de gado por hectare que está a resposta para a morte de sobreiros que veio potenciar o aparecimento da Phytophtora cinnamomi, um fungo que ataca as raízes finas do sobreiro, infectando somente tecidos sãos. Como se não bastasse o pesadelo da Phytophtora, o produtor de Alcácer não consegue esconder a sua preocupação com as últimas informações que admitem uma redução de 30 por cento no preço da cortiça em 2009.Uma tão drástica desvalorização do preço da cortiça pode reforçar, ainda mais, a corrida à plantação do olival, uma cultura "de que tenho um medo terrível" pela salinização que causa nos solos, devido à adubação excessiva. Os agricultores, colocados perante tantos constrangimentos no que diz respeito ao montado, não hesitam em trocar um sobreiro por três ou quatro oliveiras. Se esta lógica prevalecer, "deve ser dito que o Alentejo sem sobreiros é um deserto", alerta João Posser de Andrade. Carlos DiasSem sobreiros, o Alentejo não será o mesmo, dizem os produtores. E nada está a ser feito para travar o declínio, acusam.

Regulamento de Aplicação da Medida «Manutenção da Actividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas

Portaria n.º 1479/2008.
D.R. n.º 244, Série I de 2008-12-18
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das PescasAltera a Portaria n.º 229-A/2008, de 6 de Março, que aprova o Regulamento de Aplicação da Medida «Manutenção da Actividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas» Aqui

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Decisão 2008/954/CE - alteração das medidas suplementares contra a propagação de Bursaphelenchus xylophilus‏

Decisão 2008/954/CE, de 15 de Dezembro de 2008
L 338, de 17 de Dezembro de 2008 – Comissão Europeia Altera a Decisão 2006/133/CE que requer que os Estados-Membros adoptem temporariamente medidas suplementares contra a propagação de Bursaphelenchus xylophilus (Steiner et Buhrer) Nickle et al. (nemátodo do pinheiro) no que diz respeito a zonas de Portugal, com excepção daquelas em que a sua ausência é conhecida aqui.
Altera a Decisão 2006/133/CE que requer que os Estados-Membros adoptem temporariamente medidas suplementares contra a propagação de Bursaphelenchus xylophilus (Steiner et Buhrer) Nickle et al. (nemátodo do pinheiro) no que diz respeito a zonas de Portugal, com excepção daquelas em que a sua ausência é conhecida .In

Gestão de sistemas lagunares‏

Maria João Carvalho disponibilizou na plataforma Pluridoc a sua dissertação de mestrado em Gestão de Políticas Ambientais, intitulada "Gestão Sustentável de Sistemas Lagunares: a Lagoa de Óbidos", na qual apresenta um estudo que teve por objectivo principal discutir a gestão de sistemas lagunares, recorrendo a diversos indicadores biológicos e geológicos na caracterização do sistema lagunar de Óbidos, analisando a sua qualidade como suporte de vida e avaliando cenários e alternativas de gestão para este sistema.

Os interessados poderão obter gratuitamente este documento a partir do seguinte link:
- "Gestão Sustentável de Sistemas Lagunares: a Lagoa de Óbidos"

Projecto AQUARIPORT: Programa Nacional de Monitorização de Recursos Piscícolas e de Avaliação da Qualidade Ecológica de Rios

A gestão dos recursos aquícolas e dos ecossistemas aquáticos tem sido levada a cabo, ao longo dos anos, com base em informação dispersa, muitas vezes sem suporte científico, e quase sempre obtida com finalidades distintas dos objectivos de gestão e ordenamento desses recursos. Por outro lado, essa mesma gestão tem incidido num conjunto de medidas proibitivas dirigidas às espécies e aos métodos e artes de pesca, descurando o nível de qualidade ecológica e pesqueira dos ecossistemas aquáticos e a condição das comunidades piscícolas. A Direcção-Geral dos Recursos Florestais, consciente desta limitação, tem vindo a promover uma mudança de atitude perante a gestão piscícola, procurando, por um lado, organizar e sistematizar o conhecimento técnico e científico disponível sobre os ecossistemas aquáticos e as espécies piscícolas, tornando-o mais acessível através da Carta Piscícola Nacional. Adicionalmente, o Projecto AQUARIPORT, ao promover o desenvolvimento e a implementação de índices biológicos, vai permitir a avaliação da qualidade ecológica de rios portugueses e o seu acompanhamento ao longo do tempo, através do Programa Nacional de Monitorização de Recursos Piscícolas e de Avaliação da Qualidade Ecológica de Rios. O novo quadro legal que estabelece as bases do ordenamento e da gestão sustentável dos recursos aquícolas das águas interiores, que se espera para breve, trará novos desafios, que serão certamente melhor correspondidos com o trabalho desenvolvido no âmbito do presente projecto. In Pluridoc

Projecto AQUARIPORT: Programa Nacional de Monitorização de Recursos Piscícolas e de Avaliação da Qualidade Ecológica de Rios

A gestão dos recursos aquícolas e dos ecossistemas aquáticos tem sido levada a cabo, ao longo dos anos, com base em informação dispersa, muitas vezes sem suporte científico, e quase sempre obtida com finalidades distintas dos objectivos de gestão e ordenamento desses recursos. Por outro lado, essa mesma gestão tem incidido num conjunto de medidas proibitivas dirigidas às espécies e aos métodos e artes de pesca, descurando o nível de qualidade ecológica e pesqueira dos ecossistemas aquáticos e a condição das comunidades piscícolas. A Direcção-Geral dos Recursos Florestais, consciente desta limitação, tem vindo a promover uma mudança de atitude perante a gestão piscícola, procurando, por um lado, organizar e sistematizar o conhecimento técnico e científico disponível sobre os ecossistemas aquáticos e as espécies piscícolas, tornando-o mais acessível através da Carta Piscícola Nacional. Adicionalmente, o Projecto AQUARIPORT, ao promover o desenvolvimento e a implementação de índices biológicos, vai permitir a avaliação da qualidade ecológica de rios portugueses e o seu acompanhamento ao longo do tempo, através do Programa Nacional de Monitorização de Recursos Piscícolas e de Avaliação da Qualidade Ecológica de Rios. O novo quadro legal que estabelece as bases do ordenamento e da gestão sustentável dos recursos aquícolas das águas interiores, que se espera para breve, trará novos desafios, que serão certamente melhor correspondidos com o trabalho desenvolvido no âmbito do presente projecto. In Pluridoc

DR 245 SÉRIE I de 2008-12-19

Portaria n.º 1489/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Ulme e Vale de Cavalos, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Ulme e Vale de Cavalos, do concelho da Chamusca (ZIF n.º 42, processo n.º 102/07-AFN)
Portaria n.º 1490/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Ponte de Lima, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Anais, Cabaços, Calvelo, Fojo Lobal, Friastelas, Queijadas e Rebordões de Souto, do concelho de Ponte de Lima (ZIF n.º 45, processo n.º 63/06-AFN)
Portaria n.º 1491/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Aljão/Mondego, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Arcozelo da Serra, Cativelos, Rio Torto, Ribamondego, Nabais e São Paio, do concelho de Gouveia (ZIF n.º 44, processo n.º 98/07-AFN)
Portaria n.º 1492/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Foupana, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Odeleite, do município de Castro Marim e Pereiro e Vaqueiros, do município de Alcoutim (ZIF n.º 43, processo n.º 141/07-AFN)
Portaria n.º 1493/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Chouto e Parreira, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Chouto, Parreira e Bemposta, dos concelhos de Chamusca e Abrantes (ZIF n.º 40, processo n.º 106/07-AFN)
Portaria n.º 1494/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Pousaflores, englobando vários prédios rústicos da freguesia de Pousaflores, do concelho de Ansião (ZIF n.º 41, processo n.º 87/07-AFN)
Portaria n.º 1495/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de intervenção florestal de Tábua Nordeste, englobando vários prédios rústicos das freguesias de Candosa, Covas, Espariz, Midões, Póvoa de Midões, São João da Boavista, Sinde, Tábua e Vila Nova de Oliveirinha, do concelho de Tábua (ZIF n.º 47, processo n.º 37/06-AFN)

Em dez anos o Sudeste asiático revelou mil espécies, quantas mais esconderá?

17.12.2008
Nicolau Ferreira
Onze milhões de anos depois, num mercado do Laos no Sudeste da Ásia, cientistas descobriram um mamífero à venda que já ninguém esperava que existisse. Primeiro pensaram que fizesse parte de uma nova família de mamíferos, depois perceberam que a família já tinha sido descrita a partir de fósseis e estava extinta há mais de dez milhões de anos.Mas não, o kha-nyou (nome na língua local) está vivo, foi fotografado e filmado, e é uma das 1068 novas espécies que se descobriram no sudeste asiático, na última década. Os resultados foram reunidos num relatório do Fundo Mundial da Natureza (WWF) publicado na segunda-feira.“Não se consegue melhor que isto”, constatou Stuart Chapman, director do Greater Mekong Program da WWF, responsável pelos projectos de conservação e investigação da biodiversidade no Sudeste da Ásia. “Pensávamos que descobertas desta escala estavam confinadas aos livros de história”, disse, citado pela AFP.Entre 1997 e 2007, os cientistas encontraram 519 plantas, 279 peixes, 88 rãs, 88 aranhas, 46 lagartos, 22 serpentes, 15 mamíferos, quatro aves, quatro tartarugas, duas salamandras e um sapo.Devido às circunstâncias geopolíticas — primeiro o colonialismo e depois várias guerras, a região que rodeia o rio Mekong é uma das mais ricas em biodiversidade e também das mais desconhecidas do mundo em termos biológicos. O Mekong nasce no Tibete e desagua no mar da China, atravessando 4500 quilómetros. A WWF definiu três regiões de trabalho que juntas formam o Greater Mekong, e que abarcam partes do Camboja, Laos, Birmânia, Tailândia, Vietname e o Yunnan, uma das províncias da China.O Greater Mekong é preenchido por manchas de florestas húmidas e secas, que existem em redor da bacia hidrográfica alimentada pelo rio e afluentes. Segundo o relatório, existe ali uma enorme quantidade de espécies endémicas.Na região que abarca o Vietname, por exemplo, “condições excepcionais permitiram que as florestas húmidas persistissem durante a última Idade do Gelo, dando à floresta e às espécies milhares de anos de refúgio para evoluírem isoladamente”, diz o relatório.O primeiro contactoHá espécies novas para todos os gostos, algumas tão pontualmente localizadas que podiam ser alvo de expedições comparáveis à procura do Santo Graal. A Leptolalax sungi, por exemplo, é uma rã com os olhos dourados que foi recolhida na montanha de Tam Dao, no Vietname do Norte, a 925 metros de altitude. Só existe nas redondezas de um único ribeiro, perto da aldeia de Tam Dao.Nos invertebrados, o Desmoxytes purpurosea é um dos mais fotogénicos. O milípede (“primo” das centopeias) cor-de-rosa, quase fluorescente — para avisar que é venenoso —, foi encontrado em 2007 na Tailândia.A região de Mekong conta com 430 mamíferos, e 70 só existem aqui. Por isso, a descoberta de 15 novas espécies em dez anos faz com que os cientistas acreditem que muita biodiversidade ainda está por descobrir. Aliás, o nome do relatório chama-se First Contact in the Greater Mekong, que remete para a ideia de que esta empreitada foi só o início.“O mundo científico só agora é que está a aperceber-se daquilo que as pessoas daqui conhecem há séculos”, disse Chapman.É por isso que a WWF tem planos para proteger a região e quer desenvolver com os Governos e as indústrias dos países um projecto para a conservação de uma área de 600 mil quilómetros quadrados — o equivalente à Península Ibérica.A região, que aglutina 320 milhões de pessoas, é uma das mais ameaçadas no mundo. O desenvolvimento económico, o aumento populacional e os padrões de consumo da região vão nos próximos anos pressionar o rio Mekong através da agricultura, da indústria madeireira, do comércio de espécies selvagens e da pesca.Como se não bastasse, prevê-se que o Sudeste asiático seja das regiões mais afectadas pelas alterações climáticas. In Ecosfera

NASA lança satélite detector de dióxido de carbonoOCO permite desenhar um mapa da superfície onde há CO2

A NASA vai lançar em Fevereiro do próximo ano um satélite capaz de detectar dióxido de carbono na atmosfera do planeta. O OCO (Orbiting Carbon Observatory) permitirá apontar onde o CO2 está a ser emitido ou a ser absorvido pela superfície terrestre.O OCO «é o primeiro engenho lançado no espaço dedicado especificamente a fazer um mapa do dióxido de carbono», referiu à BBC David Crisp, investigador principal da agência espacial dos Estados Unidos.A forma como o CO2 se movimenta pela atmosfera ainda apresenta muitas dúvidas aos cientistas no estudo das alterações climáticas do planeta e, particularmente, no aquecimento global provocado pela emissão de gases com efeito de estufa.A missão deste satélite será «fazer medições que sejam tão precisas que permitam procurar fontes e locais de absorção de CO2 na superfície» terrestre. O OCO vai detectar o CO2 junto ao solo onde o aquecimento é mais sentido.Com o lançamento previsto para dia 23 de Fevereiro, o OCO vai juntar-se a uma frota de satélites conhecida como A-Train, que faz a medição dos sistemas atmosféricos e da água do planeta Terra.In Diário