sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Projecto Floresta Unida - Noticias em Portugal - Fonte O Publico

“Floresta Unida”
Projecto português quer plantar 400 milhões de árvores no mundo
05.09.2008 - 18h06 Inês Subtil
“Floresta Unida” é o nome de um projecto inovador, com carimbo português que vai lançar um programa de plantação de 400 milhões de árvores até 2030 em todo o mundo.

O mentor e coordenador da ideia, David Lopes, afirma que este é “um projecto de carácter ambiental e que pretende conseguir a maior reflorestação do mundo envolvendo a gestão e protecção das espécies durante 30 anos". David Lopes começou sozinho há quatro anos e “nunca pensou que isto chegasse a esta dimensão”, diz surpreendido.

A verdade é que ao mentor do projecto já se juntaram mais de 35 pessoas em Portugal e no estrangeiro, voluntários e profissionais ligados à floresta. Desde Janeiro de 2007 que a rede se tornou pública e o “Floresta Unida” já está no Chile, Espanha, Itália e pretende chegar também à Grécia e a Moçambique.

David Lopes explica que para tornar o programa viável “a intenção não é criar uma estrutura pesada, queremos ter as pessoas suficientes para o que for necessário, mas o resto é com as empresas privadas que nos queiram apoiar”. Nas palavras do coordenador do projecto, “a ideia é criar responsabilidade nas pessoas e uma preocupação real das comunidades”.

Isto quer dizer, o objectivo do grupo é envolver de forma activa as empresas que os financiam “em pelo menos 60 ou 80 por cento da gestão, manutenção e protecção das novas áreas reflorestadas”, esclarece. O mesmo acontece ao nível das autarquias, que queiram participar, com a organização de visitas e passeios para as populações locais. O programa de reflorestação depende assim, em última análise, da ajuda financeira das empresas nacionais e internacionais que apoiam a iniciativa.

A função do “Floresta Unida” é despertar vontades. O grupo tenta conseguir apoios trabalhando em parceria com as entidades governativas de cada país aderente.

Para Portugal vão 100 milhões

Dentro do projecto-mãe “Floresta Unida” foi criado o programa “O amanhã será sempre verde”, que pretende estimular toda a população a plantar árvores nos locais onde elas são precisas, como áreas atingidas por incêndios ou qualquer outro sítio que se queira tornar mais verde.

Neste âmbito, já foram plantadas em Portugal 30 mil árvores na Lousã e está prevista a plantação de mais 150 mil na Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz. O objectivo é alcançar os 100 milhões em 2030 só para Portugal. O programa prevê ainda a reflorestação de outras 12 áreas no país, como as serras algarvias arrasadas por incêndios em 2003.

David Lopes faz questão de frisar que o “Floresta Unida” segue “todos os critérios e normas nacionais e internacionais” e que quer conseguir auditorias “para conseguir ter a curto ou longo prazo uma certificação para as florestas” que ajudaram plantar.

Será que é possível chegar aos 400 milhões de árvores em pouco mais de duas décadas? O “timing oficial”, esclarece David Lopes, será entre 2010 e 2030: “Estas acções agora servem para mostrar o projecto”. O grupo está a realizar os preparativos e todo o planeamento necessário e, até lá, as árvores que plantam antes vão entrar para a contabilidade final.

Outra novidade do grupo é o baptismo das árvores, “uma ferramenta única em todo o mundo que vai permitir a qualquer voluntário acompanhar, pelo menos a primeira árvore que plantou durante 30 anos”, observa o coordenador do projecto.

Em Portugal, o “Floresta Unida” conta já com o apoio de várias empresas nacionais. Os patrocinadores serão anunciados publicamente durante a abertura das reflorestações previstas para este ano.


Veja toda a noticia em : Jornal O Publico

Seminário "Gestão Florestal Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional"‏

A Gestão Florestal Sustentável e o seu processo de Certificação são palavras-chave
associadas a processos e formas de actuar que atravessam e afectam decisivamente
não só o sector florestal como também dizem cada vez mais à sociedade Portuguesa
em geral, que tende a encarar a floresta e o seu ordenamento de uma forma
integrada, com implicações muito importantes em termos ambientais, económicos
e sociais.

Neste contexto e numa altura em que a certificação florestal ganha uma
importância e reconhecimento crescentes, a Naturlink, o Instituto Superior
de Agronomia e a INOVISA, estão a organizar o seminário "Gestão Florestal
Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional", no qual se
discutirão as componentes fundamentais e a operacionalização da gestão
florestal sustentável e da sua certificação. O Seminário decorrerá no
próximo dia 31 de Outubro de 2008, no auditório do Colégio Militar em Lisboa.
Este evento irá congregar trabalhos e entidades-chave associados ao
sector florestal em Portugal e ao processo de certificação, para além
de um investigador britânico que está a desenvolver trabalho de
referência sobre a exploração sustentável dos recursos florestais.
As diferentes apresentações do Seminário consideram em particular os
requisitos e as componentes principais do processo de certificação florestal
e a sua operacionalização prática.

O Programa do Seminário é o seguinte:

08:30 - Recepção dos Participantes.

10:00 - Sessão de Abertura

10:15 - "Gestão e protecção da floresta: planeamento e certificação"
José Guilherme Borges e Pedro Ochôa de Carvalho - Instituto Superior de Agronomia

10:35 - "Critérios e indicadores de sustentabilidade"
Margarida Tomé - Instituto Superior de Agronomia

10:55 - "Inventário florestal e certificação"
André Simões de Carvalho - Portucel Soporcel

11:15 - Pausa para café

11:35 - "Monitorização e gestão da biodiversidade florestal: conceitos e
aplicações"
Pedro Beja, Luís Reino, Ana Ganhão, Cristina Pereira, Ana Júlia Pereira,
Joana Santana, Miguel Porto e Luís Gordinho - ERENA

11:55 - "Grupo APFCertifica: procedimentos de conservação do solo e da água"
Conceição Silva - Associação de Produtores Florestais do Concelho de Coruche
e Limítrofes

12:15 - "Sustainable development: A view from the woods"
Graham Woodgate - Universidade de Londres

13:00 - Almoço livre

15:00 - "A responsabilidade social das empresas
e a SHST - Caso prático SHST/Silvicultura - Silvicaima"
Henk Feith - Silvicaima

15:20 - "Avaliar com os outros: caso de estudo do uso de
técnicas participativas para avaliar a gestão florestal"
Ana Dahlin - Capital Natural

15:40 - "A certificação e a economia da floresta"
Fernando Páscoa - Escola Superior Agrária de Coimbra

16:00 - Pausa para café

16:20 - "Requisitos e processo de certificação de gestão florestal sustentável"
Vanessa Linforth e Isabel Ramos - SATIVA

16:40 - "FSC, PEFC, duas faces da mesma moeda? A certificação da gestão florestal"
Sara Pereira - Subcomissão SC NP4406:2005 versus FSC

17:00 - Conclusões e encerramento dos trabalhos


Os interessados poderão aceder a informação adicional sobre o Seminário e descarregar a ficha de inscrição no seguinte artigo do portal Naturlink:
"Seminário Gestão Florestal Sustentável e Certificação: Uma Perspectiva Operacional"

26 milhões de euros para sector florestal

O Governo Regional dos Açores vai atribuir uma verba de cerca de 26 milhões de euros ao sector florestal, numa iniciativa que se insere no âmbito do PRORURAL.

Este investimento público traduz bem a importância que o sector florestal tem no Arquipélago, onde a floresta ocupa cerca de 71.500 hectares, afirmou Noé Rodrigues, secretário regional da Agricultura e Florestas. Este falava no âmbito da abertura do seminário “O melhoramento como instrumento da actividade florestal”, que decorreu, hoje, na Horta.

Da área total de floresta existente na Região, 69% diz respeito a zonas de protecção e 31% a zonas de produção, afirmou Noé Rodrigues.

O secretário regional sustentou ainda que, nos Açores, a importância do sector florestal vai muito para além dos postos de trabalho que ocupa ou da riqueza que cria. “Nas nossas ilhas, a floresta tem também uma função lúdica e recreativa e contribui, igualmente, para a tipicidade da paisagem, para o ordenamento do território e para a protecção de muitas culturas”, acrescentou.

Noé Rodrigues salientou a importância do “Inventário Florestal dos Açores”, criado pela Direcção Regional dos Recursos Florestais. De acordo o secretário regional, este projecto constitui um instrumento valioso para a avaliação dos recursos e potencialidades da natureza açoriana.

Criado em 1998, o Programa de Melhoramento Florestal da Região Autónoma dos Açores desenvolve-se actualmente segundo os eixos de acção “melhoramento da Cryptomeria japónica”, “estudo da adaptabilidade de espécies exóticas” e “revitalização dos ecossistemas florestais autóctones”. O objectivo geral deste programa passa por melhorar a qualidade das espécies que se produzem no Arquipélago e garantir o crescimento e diversidade deste sector, de uma forma ambientalmente equilibrada e economicamente sustentada.


JornalDiario
2008-09-12 09:00:00

PT: Eng Agronómica / Florestal

Engenheiro Agrónomo/Florestal (m/f)

11 de Setembro

PSICOTESTE - Centro de Selecção e Formação, Lda.
O nosso cliente é uma empresa nacional especializada na actividade de controlo integral da vegetação, bem como jardinagem, possuindo todas as certificações quer de obras públicas quer ambientais, que pretende seleccionar e contratar, por nosso intermédio, para LISBOA (m/f):

ENGENHEIRO AGRÓNOMO/FLORESTAL

Terá funções de natureza técnica, nomeadamente o controlo do desempenho das equipas em obra e da rentabilidade das mesmas.

Gostaríamos de ser contactados por candidatos com o seguinte perfil:
• Curso superior (bacharelato ou licenciatura na área Agrícola ou Florestal);
• Experiência profissional de pelo menos 2 anos;
• Residência na Zona da Grande Lisboa;
• Carta de condução;
• Disponibilidade para deslocações


Se reúne estes requisitos, envie o seu curriculum vitae detalhado para psicoteste@psicoteste.pt com a indicação da Ref: TECAGRO/100908

ou em alternativa para:
PSICOTESTE- Centro de Selecção e Formação
Rua Luciano Cordeiro, 116, 1º, 1050-140 LISBOA
Tel. 213154380, fax 213143633
www.psicoteste.pt

Silvicultura da Biodiversidade‏

Carlos Rio Carvalho, da ERENA, disponibilizou na plataforma
Pluridoc um artigo de reflexão sobre a "Silvicultura da Biodiversidade",
no qual compara a importância económica potencial da gestão florestal dirigida
para o aumento do valor natural da floresta com a gestão para o aumento da
produtividade lenhosa, da cortiça ou de outros produtos agro-florestais tradicionais.
Sobretudo em situações onde numa boa parte do território as alternativas
produtivas são limitadas (como sucede em Portugal), a gestão para o
incremento do valor natural do território e a sua rentabilização podem
e tenderão cada vez mais a representar uma mais valia económica e
ambiental importante, sendo aqui discutidas diferentes formas de
encarar este mercado em crescimento.

Os interessados neste documento poderão obtê-lo gratuitamente
a partir do seguinte link:

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Florestas fossilizadas com 300 milhões de anos testemunharam aquecimento global


Nicolau Ferreira

As florestas fossilizadas que se encontram nas minas de carvão na região do Illinois, Indiana e Kentucky, nos Estados Unidos (EUA), podem ser um testemunho de como as florestas reagem ao aquecimento global.

Há cerca de 300 milhões de anos, em pleno Carbonífero, a placa continental norte-americana estava na região do equador e as primeiras florestas tropicais de fetos arbóreos com troncos que chegavam aos 30 metros existiam ali. Passado tanto tempo, os troncos continuam no mesmo sítio, mas agora estão fossilizados.

“Estas são as maiores florestas fossilizadas encontradas em qualquer local do mundo, de qualquer tempo geológico”, disse o cientista inglês Howard Falcon-Lang citado pela BBC News.

O paleontólogo trabalha na Universidade de Bristol e faz parte de uma equipa de investigadores ingleses e norte-americanos que tem estado a estudar esta paisagem natural escondida debaixo da terra e que se prolonga por corredores e corredores das antigas minas.

Já se sabia da existência das florestas desde 2005. Mas ao final dos três anos os cientistas encontraram várias camadas de florestas fossilizadas que estão sobrepostas. O fenómeno pode ser explicado por ciclos de inundações que enterraram as florestas numa sequência vertical.

“É estranho olhar para uma floresta de baixo para cima. Pode-se ver árvores apontadas para acima das nossas cabeças com as raízes a virem para baixo. Encontrámos troncos com 30 metros de comprimento que caíram com as copas perfeitamente preservadas”, disse o cientista.

Alteração súbita

As camadas de florestas estão separadas temporalmente por poucos milhões de anos. Uma das conclusões mais interessantes é que algumas das camadas são imediatamente anteriores a um período de aquecimento da Terra e outras são imediatamente posteriores. A floresta sofreu uma mudança abrupta nesta passagem.

“A descoberta mais fascinante é que as florestas húmidas colapsaram de uma forma dramática numa altura aproximadamente coincidente com o aquecimento devido ao efeito de estufa. Florestas duradouras dominadas por fetos arbóreos gigantes são repostas quase do dia para a noite [em termos geológicos] por vegetação de fetos pequenos”, explica Falcon-Lang.

A equipa deu uma das palestras ontem no Festival de Ciência da Associação Britânica que decorre em Liverpool. Segundo o paleontólogo nos próximos cinco anos a equipa quer perceber o que causou o colapso.

“Podemos olhar para estas florestas e ver como responderam ao aquecimento global”, disse o investigador à BBC News. Os cientistas vão tentar elaborar um registo detalhado de como as florestas morreram, se foi ao longo de décadas, séculos ou milénios. E se durante aquele período de tempo houve alterações na composição da atmosfera que pudessem provocar as alterações do clima.

Não vai faltar informação. A extensão das florestas é significativa, uma delas tem 10.000 hectares. “É realmente uma experiência excitante descer e percorrer estas minas; é escuro como o breu”, disse o investigador.Ecosfera


terça-feira, 2 de setembro de 2008

ES: Eng. Florestal / Agronómica

Terça-feira, 2 de Setembro de 2008


TÉCNICO SIG (BILBAO)

Empresa de Consultoría, Ingeniería Informática y Comunicaciones, precisa incorporar a su plantilla:

TÉCNICO EN RECUPERACIÓN DE BASES GRÁFICAS (SIG)

Los candidatos seleccionados se encargarán de:

Gestión e implantación de proyecto SIG corporativo, consistente en la identificación de bases gráficas.

Soporte y asistencia técnica para resolución de incidencias SIG

Requisitos:

Licenciatura en Geografía, Ingeniería Técnica Agrícola, Forestal, Obras públicas, Arquitectura técnica, Técnico superior en desarrollo de proyectos urbanísticos u operaciones topográficas o estudios afines.

Conocimientos de SIG, cartografía

Imprescindible residencia en provincia del puesto vacante.

Disponibilidad para viajar

Empresa: Hitec
Localidad: Bilbao
Provincia: Vizcaya
Sector: Ingenieria
Profesiones relacionadas: No indicado
Tipo de contrato: Temporal, Jornada Completa
Experiencia mínima: 0 años
Fecha de publicación: 28-08-2008
Salario: 16400 EUR Euro / Año

http://acciontrabajo.es/votEdEUd.html

Vaga para Eng. Florestal‏

A APAFDR – Associação Portuguesa de Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural, com sede em Viana do Castelo, informar que se encontram aberta uma vaga para um Licenciado em Engenharia Florestal em regime de Estágio Profissional.

Os interessados deverão enviar o Curriculum vitae para o respectivo email: apafdr@gmail.com.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

PT: Eng. Florestal


Engenheiro Silvicultor/Florestal (m/f)
Zona: Portugal / Porto Empresa: aimmp
Categoria Agricultura / Florestas / Pescas Tipo: Tempo Inteiro
Referencia # 564777 Data: 29-8-2008

Anuncio:

Engenheiro Silvicultor/Florestal (m/f)
(refª 10-08)

A Fileira de Madeira é um dos mais importantes sectores da economia nacional. A aimmp está à procura de jovens dinâmicos, motivados para atingir objectivos ambiciosos, para integrarem esta fileira.

Localização: Porto
Tipo de Contrato: A Termo

O técnico florestal será responsável pela execução e acompanhamento de projectos e serviços da Associação.

Perfil:
• Licenciado em Gestão Florestal
• Bons conhecimentos de informática na óptica do utilizador
• Bons conhecimentos de inglês
• Espírito de iniciativa e sentido de responsabilidade
• Elevada capacidade de organização
• Facilidade de comunicação oral e escrita
• Bom relacionamento interpessoal e capacidade de trabalho em equipa
Com espírito comercial

Resposta à aimmp – joana.sousa@aimmp.pt, acompanhada de CV, com indicação da referência a que se candidata.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Avaliação de prioridades de conservação - espécies e áreas

Arthur Blundell e Tormod Burkey publicaram no BMC Ecology
um útil artigo que sumariza e permite o acesso a uma base
de esquemas para a definição de prioridades de conservação,
os quais foram criados sobretudo para apoiar projectos de
conservação e para projectos que pretendem compensar os
impactos de actividades humanas com efeitos negativos na


Este artigo intitula-se "A database of schemes that
prioritize sites and species based on their conservation value:
focusing business on biodiversity" e os interessados poderão
aceder directamente a este documento a partir do seguinte link:

SATIVA - Curso de Auditores PEFC‏

A SATIVA vem por este meio proceder à divulgação de um curso que está a organizar, "Curso de Auditores Florestais PEFC", cujo objectivo principal é fornecer aos participantes formação profissional específica que garanta a capacidade e competência para realizarem auditorias a Sistemas de Gestão Florestal Sustentável PEFC.

O Curso será ministrado pela Forestis - Associação Florestal de Portugal.

O curso decorrerá nas instalações da SATIVA, em Lisboa (Olaias), entre os dias 15 e 31 de Outubro de 2008.

Isabel Ramos
SATIVA
ir@sativa.pt
www.sativa.pt
R. Robalo Gouveia, nº1 - 1 A
1900 - 392 LISBOA
Portugal

Seminário :a Floresta – Potenciar o recurso económico

Seminário integrado na XIX Feira de Mel do Espinhal:

Organização:



Gabinete Técnico Florestal do Município de Penela



“A floresta assume um papel de extrema importância social económica e
ambiental, no concelho de Penela, ocupando cerca de 70% da sua área
territorial. É pois de primordial importância desenvolver estratégias de
produção de produtos florestais, sob pena de se perder tão valioso recurso.

Para a prossecução das medidas de desenvolvimento sustentável da floresta é
fundamental a concertação de estratégias globais envolvendo as instâncias
com responsabilidades nesta matéria.

Neste Contexto, o Município de Penela pretende organizar um Seminário
subordinado ao tema “A Floresta - Potenciar o Recurso Económico”, que
decorrerá no Espinhal, no dia 6 de Setembro de 2008, integrado na XIX Feira
do Mel do Espinhal.”



Local e data:



- Auditório da Filarmónica do Espinhal, Penela.

- 6 de Setembro de 2008



Informações:



- Programa em anexo (em caso de dificuldade de aceder ao anexo, ver em
http://www.cm-penela.pt/docs/destaques/FeiradoMel2008_Seminario-FichaInscric
ao.pdf)

- Gabinete Técnico Florestal do Município de Penela – gtf@cm-penela.pt

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Primeiro biobanco do mundo nasce para proteger floresta tropical na Malásia


Fundos de private equity norte-americanos garantem um investimento
de 100 milhões de dólares para acções de protecção
da floresta

Depois dos certificados de carbono, vêm aí os créditos de biodiversidade e os biobancos. Norte-americanos, malaios e neozelandeses juntaram-se para um novo negócio com a promessa de proteger 34 mi
l hectares de floresta tropical no próximo meio século e apelar à consciência ambiental das empresas de energia, alimentação e cosmética que querem o óleo de palma da Malásia
Os mercados financeiros encontraram nos serviços ambientais um prometedor nicho de negócio e novos instrumentos para investimento estão a surgir. Inspirada nos certificados de compensação voluntária de emissões de dióxido de carbono, uma aliança entre entidades dos EUA, da Malásia e da Nova Zelândia acaba de criar o primeiro projecto, a nível mundial, de emissão de créditos de biodiversidade para a floresta tropical.
Trata-se de um sistema de créditos ambientais para a protecção da floresta tropical que serve de tampão entre a zona de expansão agrícola para a produção de óleo de palma, na Malásia; e uma das últimas áreas de floresta virgem do Nordeste do país, considerada um dos mais ricos ecossistemas do mundo. Para já, os fundos de private equity envolvidos, norte-americanos, garantem um investimento de 100 milhões de dólares para protecção da floresta, através do Banco de Conservação do Habitat Selvagem de Malua (Malásia), também conhecido como o primeiro Biobanco. O registo e a verificação dos certificados são feitos pela neozelandesa TZ1.
Cada certificado de conservação representa a protecção e recuperação de 100 metros quadrados de floresta tropical. São 34 mil hectares que serão abrangidos, localizados na Reserva Florestal de Malua, habitat de uma das mais importantes populações de orangotangos no mundo, da pantera nebulosa, de elefantes pigmeus e de 300 espécies de aves.
A New Forests, de Washington, e a Equator Environmental, de Nova Iorque, criaram o fundo Eco Products, comprometendo-se a reabilitar a reserva de Malua nos próximos seis anos e a criar um fundo e respectiva gestão para a sua conservação nos 44 anos seguintes, representando no total um contrato para 50 anos.
Ser uma primeira resposta ao forte impacto ambiental da exploração agrícola da Malásia parece até agora o argumento mais convincente para o lançamento do Biobanco. Com uma forte pressão vinda do sector energético, das indústrias alimentar e de cosmética, nomeadamente pela produção de óleo de palma, o país pode ter neste projecto uma forma de as empresas instaladas na Malásia ou compradoras dos seus produtos ajudarem a financiar a recuperação e conservação da também sua floresta tropical. Os responsáveis do projecto sublinham que estes certificados não servem para compensar a destruição ou degradação de outras florestas.
"O Biobanco de Malua transforma a protecção da floresta tropical num produto transaccionável de modo que a conservação da biodiversidade pode competir, numa base comercial, com outros usos do solo", disse Sam Mannan, o director do departamento florestal de Sabah, o estado da Malásia onde se localiza o projecto.
No lançamento da iniciativa, há cerca de uma semana, quatro empresas tinham garantido a compra de certificados, embora não tenham sido divulgados os montantes. Entre os promotores, há quem tenha mesmo a ambição de Sabah se transformar num "Silicon Valley para a inovação das finanças para a conservação", gerando novos modelos de negócio.
Os operadores do novo mercado financeiro impulsionado pelo Protocolo de Quioto, como o Ecosystem Marketplace, consideram que "as ferramentas do mercado do carbono - e as lições aprendidas com ele - continuarão a ser utilizadas em outros sistemas emergentes de créditos ambientais". O fundo Eco Products, por exemplo, trabalha não só na área de carbono e biodiversidade como também de água.
A neozelandesa TZ1, uma das grandes firmas mundiais de registo dos certificados de compensação voluntária de emissões de dióxido de carbono, é também a responsável pelo registo dos créditos do Biobanco de Malua, os chamados Certificados de Conservação de Biodiversidade, e pela sua verificação. A qualidade e a credibilidade destes projectos são, aliás, uma área tradicionalmente crítica no mercado voluntário.
Os promotores do Biobanco reconhecem que "um elemento importante do programa é criar meios credíveis e transparentes de verificar os créditos". O papel da TZ1 será fornecer um fácil serviço de registo online e dos procedimentos associados, como a guarda, transferência de titularidade ou retirada dos certificados.

O ambiente é actualmente uma boa fonte de novas expressões com direito a entrar nos dicionários. Os editores do dicionário Chambers, do Reino Unido, sobretudo conhecido pelos amantes das palavras cruzadas e dos jogos de scrabble, anunciaram uma série de novas entradas na sua obra, uma boa parte delas ligadas ao ambiente. É o caso da pegada carbónica (carbon footprint), dos ecobairros (ecovillages) e do electrosmog.
O primeiro tem a ver com as emissões de dióxido de carbono das actividades humanas, desde a alimentação às viagens, por exemplo. O segundo termo aplica-se às pequenas comunidades construídas com preocupações de sustentabilidade. O terceiro, sem tradução directa para português mas inspirado no nevoeiro com poluição (smog), refere-se aos campos electromagnéticos criados pelos computadores e telemóveis. A décima primeira edição do Chambers também inclui "taxa verde" e o food miles (medição do impacto ambiental da produção alimentar através da distância percorrida do campo à mesa). O sector financeiro, ciência, tecnologia, gastronomia e a própria cultura popular também deram o seu contributo para o último volume do dicionário britânico.

Empresas compradoras dos seus produtos passam a ajudar a financiar a recuperação e conservação da floresta tropical

Lurdes Ferreira

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Governo autoriza Parque Alqueva a abater 6.484 azinheiras

No entanto, empresa terá compensar plantando 27.700 novas árvores O Governo autorizou a sociedade gestora do Parque Alqueva, empreendimento turístico em Reguengos de Monsaraz, nas «margens» do Alqueva, a abater 6.484 azinheiras, mas os promotores vão compensar plantando 27.700 novas árvores da mesma espécie, noticia a Lusa. A autorização do abate de azinheiras pelo Governo, através dos Ministérios da Economia e da Inovação e da Agricultura foi publicada, esta quinta-feira, em Diário da República (DR), num despacho que declara a «imprescindível utilidade pública do empreendimento».O despacho determina, porém, que o abate de azinheiras, até ao número máximo de 6.484 árvores solicitado pela Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada por José Roquette, fica condicionado «à execução das medidas compensatórias propostas».As árvores radicam numa área de cerca de 240 hectares, distribuídos pelas três herdades em que o complexo turístico, que prevê um investimento de mil milhões de euros, vai «nascer»: Roncão d'El Rei, Areias e Postoro.O despacho governamental lembra que o empreendimento já foi objecto de avaliação de impacto ambiental, de que resultou uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada, tendo a SAIP apresentado uma proposta de medidas compensatórias.Essa proposta contempla a plantação de «21.700 azinheiras em sede de beneficiação de 1.000 hectares por adensamento dentro do Parque Alqueva e de 6.000 azinheiras em sede de arborização de outros 100 hectares».A SAIP propõe-se, assim, a «plantar um total de 27.700 azinheiras em 1.100 hectares que lhe são pertencentes e que possuem condições edafoclimáticas adequadas», sendo que essa área «excede mais de três vezes o mínimo exigido» por lei.Projecto de Potencial Interesse NacionalAlém disso, o Governo realça que o projecto, classificado de Potencial Interesse Nacional (PIN), vai abranger uma área total de 2.074 hectares, dos quais só «cerca de 40 por cento» é que correspondem a unidades de exploração.Numa região como o Alentejo, com uma «taxa de desemprego superior à média nacional», justifica o executivo, o empreendimento revela-se de «extrema importância», até porque estima a criação de 5.111 postos de trabalho, dos quais 2.103 directos e 3.008 indirectos. Entre outras razões apresentadas, o Governo refere ainda que o Parque Alqueva, com Plano de Pormenor aprovado e publicado, prevê «um modelo de turismo baseado na valorização das condições naturais, na divulgação do património natural e cultural da região e na integração das comunidades locais».

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Biodiversity, traditional medicine and public health: where do they meet


Resumo em Inglês: Given the increased use of traditional medicines, possibilities that would ensure its successful integration into a public health framework should be explored. This paper discusses some of the links between biodiversity and traditional medicine, and addresses their im...
Autor: Rômulo RN Alves, Ierecê ML Rosa
Ano: 2007
Idiomas do Documento: Inglês

Biodiversity, traditional medicine and public health: where do they meet


Resumo em Inglês: Given the increased use of traditional medicines, possibilities that would ensure its successful integration into a public health framework should be explored. This paper discusses some of the links between biodiversity and traditional medicine, and addresses their im...
Autor: Rômulo RN Alves, Ierecê ML Rosa
Ano: 2007
Idiomas do Documento: Inglês

A Floresta e o Ambiente


Resumo em Português: Aborda a Floresta como uma componente essencial ao Ambiente e ecossistema global
Autor: Engenheira Silvia Chambel
Ano: 2005
Idiomas do Documento: Português

Coleobrocas (Insecta: Coleoptera) associadas à madeira de Tectona grandis Linn. f (Lamiaceae)


Resumo em Inglês: This paper evaluates the species of wood borers occurring on cut wood with bark and debarked wood of Tectona grandis. The statistical model was carried out in a completely randomized design. The treatments were defined in a 2x4 factorial array with two treatment (logs w...
Autor: Rogério Goularte Moura
Ano: 2008
Idiomas do Documento: Inglês | Português

A Processionária na Saúde do Animal Doméstico


Resumo em Português: Os pinheiros e cedros servem de hospedeiros a uma lagarta da família Thaumetopoidea, género Thaumetopoea, e espécie Thaumetopoea pityocampa, que causa por vezes grandes danos em vastas áreas florestais, sendo por muitos considerada o agente mais destrutivo dos pinhais a...
Autor: Daniela Paiva Calado
Ano: 2006
Idiomas do Documento: Português

Ministério da Agricultura apoia espécies exóticas e

esquece apoio

às espécies da floresta autóctone

Em causa lapso na Portaria n.º 828/2008, de 8 de Agosto

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza avaliou a regulamentação do PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural do Continente do IV Quadro Comunitário de Apoio, na aplicação da Acção n.º 1.3.1, «Melhoria produtiva dos povoamentos», da medida n.º 1.3, «Promoção da competitividade florestal», integrada no subprograma n.º 1, «Promoção da Competitividade», tendo detectado falhas inaceitáveis.

A Portaria n.º 828/2008, de 8 de Agosto, publicada pelo Ministério da Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, vem apoiar através de financiamento a 30% espécies de crescimento rápido, como o eucalipto, mas esquece o apoio às espécies autóctones que são a base dos sistemas multi-funcionais. Em suma, não são elegíveis para apoio financeiro os carvalhais, o sobreiro ou a azinheira (apesar da produção de madeira de qualidade, cortiça e bolota) quando se pretenda reconverter povoamentos florestais mal adaptados, conforme o descrito no Anexo I da referida portaria.

O objectivo desta Portaria é apoiar financeiramente a beneficiação de povoamentos instalados e reconverter povoamentos mal adaptados, com vista ao aumento da sua produtividade, melhorando também as funções económicas, ambientais e sociais proporcionadas pelas florestas, no quadro da gestão florestal sustentável.

Nas definições desta Portaria, entre outras, consta o carvalho-alvarinho Quercus robur como espécie folhosa produtora de madeira de qualidade, no entanto, este carvalho não está incluído no Anexo I, situação que só pode a Quercus admitir tratar-se de um lapso legislativo a rectificar com urgência, para que não fique comprometido o desenvolvimento sustentável da floresta autóctone, a qual está mais adaptada aos solos e clima, sendo também mais resistente ao fogo.

A Quercus defende que os proprietários que tenham eucaliptais ou pinhais mal adaptados e com doenças, possam reconverter os povoamentos para diversas espécies de carvalhos como o carvalho-alvarinho, carvalho-negral, azinheira e sobreiro, permitindo ainda a promoção do montado enquanto sistema multi-funcional sustentável.

Lisboa, 17 de Agosto de 2008

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:

Susana Fonseca, Vice-Presidente da Direcção Nacional: 937 788 471 ou Domingos Patacho, vogal da Direcção Nacional: 937 515 218.

Floresta: Governo «esqueceu» espécies


Quercus vai alertar executivo para «lapso» de portaria que não inclui o carvalho, a azinheira e o sobreiro



A associação ambientalista Quercus estranha que a portaria que estabelece financiamentos para reconversão florestal «esqueça» espécies tradicionais como o carvalho, azinheira e sobreiro e acredita tratar-se de um «lapso» do Ministério da Agricultura.

Em declarações à Lusa, a vice-presidente da Quercus, Susana Fonseca, informou que será enviada em breve uma carta para a tutela pedindo a rectificação da portaria publicada a 8 de Agosto.

A portaria define os financiamentos para beneficiação de povoamentos instalados e reconversão de povoamentos mal adaptados.

«Não faz sentido existir uma reconversão com espécies, muitas delas exóticas, e não com árvores autóctones, que se dão bem em Portugal, estão adaptadas às condições do solo e do clima e são mais resistentes ao fogo», argumentou.

A mesma responsável considerou que árvores como a azinheira, sobreiros e carvalho «potenciam outros tipos de actividades económicas» além da exploração florestal directa.

«O montado suporta a pastorícia e a apanha de cogumelos», exemplificou.

Diário

sábado, 16 de agosto de 2008

Voluntariado no Monte Barata – Agosto e Setembro‏

Venha ajudar a Quercus a construir um pombal tradicional
Durante os meses de Agosto e Setembro a Quercus vai proceder à construção de um pombal tradicional em pedra, na herdade do Monte Barata, localizada nas freguesias de Malpica do Tejo e Monforte da Beira no concelho de Castelo Branco. Toda a ajuda é benvinda para a recolha de material a utilizar na execução da obra.
Este pombal terá como objectivo o aumento de disponibilidade alimentar para algumas espécies existentes no Parque Natural do Tejo Internacional, tais como: a Águia-de-Bonnelli (Hieraetus fasciatus) e a Águia Imperial (Aquila heliaca).

Disponibiliza-se alojamento, alimentação e a possibilidade de aprendizagem de técnicas tradicionais de construção aos participantes.

Para mais informações, todos os interessados podem contactar o responsável Tiago Caldeira (telemóvel: 938791732/e-mail: caldeira.t@gmail.com) ou a sede do Núcleo Regional de Castelo Branco (telefone: 272 324 272/e-mail: castelobranco@quercus.pt).

Participe neste projecto e ajude a Quercus a preservar a biodiversidade!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

DR 155 SÉRIE I de 2008-08-12



Portaria n.º 846/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Aprova o Regulamento de Aplicação da Acção n.º 1.3.3 «Modernização e Capacitação das Empresas Florestais», da medida n.º 1.3, «Promoção da competitividade florestal», integrada no subprograma n.º 1 «Promoção da competitividade»
, do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente

sábado, 9 de agosto de 2008

Formação Técnica em Engenharia Natural‏

Nos dias 17, 18 e 19 de Outubro de 2008 irá realizar-se a 1ª Formação Técnica em Engenharia Natural. Esta formação é uma iniciativa da Associação de Defesa do Património de Mértola, com a colaboração da Associação Portuguesa de Engenharia Natural e com o apoio do blog ENGENHARIA VERDE.Esta formação é composta por uma componente teórica, focada na elaboração do projecto e execução da obra de Engenharia Natural e uma componente práctica onde se irá proceder à construção de um conjunto de Barragens de Correcção Torrencial. O local escolhido é Mértola, numa propriedade agrícola onde existem graves problemas relacionados com erosão torrencial em linhas de água mediterrânicas.O custo da Formação é de 315 euros e engloba refeições, dormidas, seguros e transporte entre o local da formação e o local da execução da obra.As inscrições abertas até 06 de Outubro.
- Contactos:

DR 153 SÉRIE I de 2008-08-08

Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Aprova a Lei Orgânica da Autoridade Florestal Nacional
Portaria n.º 821/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das PescasAprova o Regulamento da Aplicação da Acção n.º 1.3.2, «Gestão Multifuncional», da medida n.º 1.3, «Promoção da competitividade florestal», inserida no subprograma n.º 1, «Promoção da competitividade», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente
Portaria n.º 828/2008
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas Aprova o Regulamento de Aplicação da Acção n.º 1.3.1, «Melhoria produtiva dos povoamentos», da medida n.º 1.3, «Promoção da competitividade florestal», integrada no subprograma n.º 1, «Promoção da competitividade», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente