quinta-feira, 25 de outubro de 2007

PROCURO: VOLUNTáRI@S PARA AJUDAREM NUM DESIGN DE FLORESTAçãO


>
>
> "PEDRO ALMEIDA" PEDROCCTA@YAHOO.COM

>
> Olá, pois então há alguém interessado em implantar este projecto? Só
>
> posso oferecer convívio, alojamento e alimentação no local, além da
> troca de conhecimentos, ideias, e de pô-las em prática no terreno!!
>
> Recursos: tenho umas terras, em Longroiva, a 15 km de Vila Nova de
> Foz Côa, cerca de 5,5 ha são uma pequena porção de colina em forma
> de concha, com muitas linhas de escoamento das águas das chuvas que
> é preciso aproveitar o melhor possível. pretendo plantar lá cerca de
> 1000 árvores, das quais 350 pinheiros silvestres (pinus sylvestris),
> 100 carvalhos-robles (quercus robur), 320 freixos (fraxinus
> angustifolia), todos com mais de um palmo de altura e disponíveis
> imediatamente para plantação no outono, e ainda 50 azereiros (prunus
> lusitanica - estes só estarão disponíveis para plantação em
> fevereriro próximo). Tenho o célebre instrumento para traçar curvas
> de nível, pretendo construir mais conforme as necessidades, e tenho
> um senhor disponível com máquinas para trabalhar a terra conforme
> prédefinido.
>
> Preciso: volunt@rios para observarmos o terreno, trocarmos
> impressões de permacultura, definirmos conceitos simples e
> realizáveis na prática, traçarmos curvas de nível e outros designs
> de espaços conforme seja necessário e previsto, e depois
> coordenarmos os trabalhos de máquinas e de plantação.
>
> Queres experimentar pôr aqui em prática as ideias de permacultura?
> És bemvind@!!
>
> Datas: durante o mês de Novembro. Ideal era tu dizeres-me qual é a
> tua disponibilidade a partir do início do mês. Depois combinamos a
> viagem para lá e se fôr preciso algum material que tu te lembres
> tratamos disso. Espero que possas aparecer!!
>
> Saudações permacultoras,
>
> Pedro Almeida

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Castanha e cogumelo em debate no Sabugal


No próximo dia 3 de Novembro, a Câmara Municipal do Sabugal e a Sabugal+, EM realizam a feira da Castanha e do Cogumelo.

A iniciativa decorrerá no espaço do Museu e Auditório Municipal, a partir das 9 horas.

Após a sessão de abertura, a realizar às 9 horas 30, no período da manhã, terão lugar quatro conferências sobre temas alusivos aqueles dois produtos:

10.00 - “Contributos dos fungos micorrízicos para o melhor desenvolvimento do castanheiro. Divulgação de alguns cogumelos presentes nos soutos do Concelho do Sabugal”, pelo engº Gravito Henriques;

10.30 - “Hongos patogenos / Fungos patogénicos”, por Celso Ramos Blanco e José Ignácio Gómez Risueño;

11.15 - “As doenças importantes do castanheiro”, pela profª doutora Maria Eugénia Madureira Gouveia;

11.45 - “Transformação industrial da castanha em Portugal”, pelo dr. Álvaro Coto

Após um período destinado a debate, terá lugar um almoço confeccionado com utilização de cogumelos e castanhas.

A parte da tarde será dedicada ao Concurso da castanha. No espaço de exposições temporárias do Museu do Sabugal, irão estar expostas castanhas de diversos produtores locais, que serão avaliadas por um júri de especialistas.

Ao mesmo tempo, irão decorrer demonstrações de calibrador e máquina de apanhar castanhas.

Trata-se de uma iniciativa destinada, por um lado, a dar a conhecer produtos emblemáticos do nosso concelho e, por outro, a transmitir aos interessados informações importantes sobre formas de melhorar a sua produção e comercialização.

A participação é aberta a todos os interessados e gratuita.

Libertação de Peneireiro-vulgar em Seia 27.10.2007

No dia 27 de Outubro de 2007 será libertado um Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), nas instalações do CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela), em Seia.

Esta libertação está integrada no programa do Cine'Eco - Festival Internacional de Cinema de Ambiente de Seia, e decorrerá após a conferência subordinada ao tema "Ao centro... Desenvolvimento Sustentável".

Todas as informações sobre este festival de cinema em Cineeco

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Época de novas plantações

Com a nova época de plantações deixo uma lista de plantas que podem comprar na ESAC EScola Superior Agrária de Coimbra.
A ESAC tem plantas de espécies autóctones disponíveis para venda. Agora que estamos a entrar na época das arborizações, dêem se puderem, alguma divulgação a este anúncio.

Venda de Plantas florestais e de exterior

Plantas florestais e de exterior

ESPÉCIE

Nome

DIMENSÃO

CONTENTOR

VALOR UNIT.

Vulgar

(cm)

(volume L)

(€)

Sequoia sempervirens

Sequoia sempervirens

25/30

0,6 L

2

Acer pseudoplatanus

Acer

40/50

1 l

4

Quercus robur

Carvalho

40/50

0,3 L

0,3

Quercus suber

Sobreiro

40/50

0,3 L

0,3

Casuarina equisetifolia

Casuarina

40/50

0,3 L

0,35

Casuarina

70/80

1 l

1

Cupressus sempervirens

Cipreste

40/50

0,2 L

0,2

Taxus baccata

Teixo comum

40/50

0,5 L

1

Euonymus

Euvónimo

15/20

alv. 120 cc

0,5

Lavandula angustifolia

Alfazema

15/20

alv. 120 cc

0,25

Lavandula angustifolia

Alfazema

20/30

v. 2,5 L

1,85

Salvia officinalis

Salvia

20/30

v. 0,6 L

0,7

Thymus vulgaris

Tomilho

10/15

v. 0,6 L

0,7

Lavandula s.pedunculata

Rosmaninho

10/15

alv. 120 cc

0,25

Limonete

25/40

v. 0,6 L

1,85

maior quantidade de plantas disponíveis

Interessados devem contactar:

Eng.º José Maia (ext. 292 - josmaia@esac.pt);

Eng.ª Filomena Gomes (ext. 246 – fgomes@esac.pt)

sábado, 1 de setembro de 2007

Eco Projecto Serra da Estrela 2007

O Eco Projecto Serra da Estrela 2007 consiste na organização de um fim-de-semana ecológico na Serra da Estrela. Uma actividade que pretende limpar um pouco do maciço central, do lixo deixado pelos turistas que por cá deixam tudo e se vão embora sem respeitarem a natureza e o espaço que eles usufruem.

Uma actividade sem qualquer fim lucrativo, pretende ter como associados, empresas, associações e organismos municipais da Região. Portanto se alguém estiver interessado, basta contactarem-nos através do nosso email que está na pagina inicial.

Os percursos que serão realizados, estão a ser estudados por pessoas conhecedoras do terreno, nós estamos em contacto com a Associação de Municípios da Cova da Beira, Enerarea (Agência Regional De energia e Ambiente do Interior), em breve com a Câmara Municipal de Manteigas e Parque Natural da Serra da Estrela, Associação Penhasol, entre outras entidades que mais tarde vão ser por aqui anunciadas.

Este encontro será realizado no Parque de Campismo do Covão d’Ametade e o único equipamento que é pedido aos participantes que possuam é:

- Tenda

- Saco de Cama

- Calçado e Vestuário adequado as condições do terreno e as condições climatéricas

- Alimentação para os dois dias (pequenos almoços, almoços, jantares e mais alguma alimentação para durante a tarde)

- Frontais ou outro tipo de iluminação

Esperamos que todos estejam prontos para andar bastante já os percursos, pensados até agora, apesar de curtos tem uma dificuldade média. Pede-se aos participantes que tragam também o menor número de viaturas possíveis (combinem entre grupos e desloquem-se apenas numa viatura), enquanto nos tentamos estabelecer contactos para que autocarros ou qualquer outra forma de transporte, consiga deslocar os participantes do centro da cidade de Manteigas para a zona do Covão d’Ametade.

Estás são as ideias que temos para o projecto, que vamos actualizando por aqui

sábado, 18 de agosto de 2007

Autarquia limpa caminhos florestais

A empresa de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (SUMA), concessionária do
sistema de recolha de resíduos sólidos urbanos, já recolheu 60 toneladas de
lixo que se encontravam espalhadas pelo meio dos pinhais do concelho de
Oliveira do Bairro, no âmbito de uma iniciativa da Câmara local que pretende
requalificar os caminhos florestais e prevenir os incêndios.
"Infelizmente, passamos pelas vias municipais e não nos apercebemos como a
floresta se encontra e isso pode vir em prejuízo de todos nós e do concelho
que representamos, em caso de fogo", sublinha o presidente da Câmara
Municipal de Oliveira do Bairro, Mário Júlio Oliveira, justificando a
operação de limpeza.
O vereador António Mota, responsável pelo pelouro do Ambiente diz que a
Câmara, em parceria com a SUMA, está, na fase inicial, apostada em fazer a
requalificação dos caminhos que atravessam as gândaras do concelho, muito
concretamente nas freguesias de Oiã e Palhaça, aproveitando para fazer a
limpeza dos lixos.
E adianta que "há todo um levantamento que está a ser efectuado por uma
brigada de jovens voluntários para a defesa da floresta, que se encontra no
terreno".
O vereador António Mota está em crer que a limpeza que está a ser feita não
vai inviabilizar o aparecimento de novas lixeiras, até porque os acessos
ficam mais fáceis". O vereador garante, no entanto que, ao nível da Câmara,
"os serviços estarão atentos".
Recorde-se, que neste momento a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro tem
no terreno seis jovens voluntários, que estão a vigiar as matas do concelho.
Trata-se de uma iniciativa que pretende promover a participação de todos os
jovens na preservação do ambiente e das florestas e contribuir,
simultaneamente, para reduzir o flagelo dos incêndios, através de várias
acções de sensibilização. JN
Pedro Fontes da Costa


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O filme da destruição de uma zona protegida

O blogue "A Sul" apresenta em vídeo da destruição lamentável no Pinhal dos Frades e Flor da Mata, no Seixal.






Ver o artigo no blogue: O filme da destruição de uma zona protegida

Floresta de 8 milhões de anos é encontrada na Hungria

"A descoberta é excepcional à medida que as árvores conservaram sua estrutura. Elas não se transformaram em carvão nem petrificaram", disse Tamas Pusztai, coordenador do departamento arqueológico local do museu Otto Herman, que comandou a escavação.

Os arqueólogos anunciaram a descoberta na última semana depois de encontrar a misteriosa floresta de um tipo de cipreste, depois de dias de escavação.

Mineradores que trabalhavam em uma mina de carvão descobriram vários troncos que se transformaram em carvão, um fato comum nesse tipo de ambiente.

"Mais adiante, encontramos 16 árvores que permaneceram onde haviam crescido há cerca de oito milhões de anos e que estavam bem preservadas", disse Pusztai.

Tempestade de areia

Tudo o que restou das árvores foram os troncos, que possuem de dois a três metros de diâmetros e cerca de seis metros de altura, embora as árvores originais tenham provavelmente medido até 40 metros de altura.

Segundo Miklos Kazmer, diretor do departamento de paleontologia da universidade de Ciências Naturais Loran Eotvos, em Budapeste, o estado excepcional de preservação das árvores é devido a uma tempestade de areia que cobriu a floresta a uma altura de seis metros.

Folha Online

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Plataforma digital no combate aos fogos

Plataforma digital no combate aos fogos


Está pronta em 2008 e num só mapa irá conter cartas de ruído e de risco de incêndio

A Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) vai criar um mapa digital na Internet para juntar toda a informação geográfica dos 13 municípios associados, anunciou o presidente José Manuel Biscaia à Agência Lusa.

Segundo o autarca, que preside à Câmara de Manteigas, a plataforma digital deverá estar pronta a funcionar em 2008 e vai permitir que, num único mapa, estejam visíveis informações como as cartas de ruído, cartas de risco de incêndio ou localização de ecopontos.

«São levantamentos e serviço de cartografia, entre vários outros, já efectuados pela AMCB para os municípios associados e que temos toda a vantagem em juntar num só sistema», explica José Manuel Biscaia.

Vão estar também disponíveis informações históricas, desportivas e culturais dos concelhos abrangidos.

O projecto vai implicar a realização de fotografias aéreas da região e tem um orçamento a rondar os 50 mil euros.

O sistema vai estar disponível em duas vertentes: a maioria da informação vai estar disponível para o público em geral e haverá também informação só acessível por técnicos camarários.

A AMCB foi criada em 1981 por quatro municípios, sendo actualmente composta por 13 associados: Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal e Trancoso, todos da Beira Interior.

A área de abrangência é de 556 mil 938 hectares e com uma população de 166 mil e 686 habitantes (Censos 2001). Portugal Diário

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Luta Pela Sobrevivência

Luta Pela Sobrevivência

Não se passa na floresta do Interior do nosso pais mas está muito engraçado como também os animais se revoltam de vez em quando. Observem vale a pena ver

ajude-nos a proteger a mãe-natureza

ajude-nos a proteger a mãe-natureza
WWF lança campanha de comunicação e site em português

A organização internacional de conservação da natureza WWF, World Wide Fund for Nature, acaba de lançar uma campanha de comunicação sob o lema 'Ajude-nos a proteger a Mãe-Natureza', desenvolvida pela Ogilvy Portugal (que estará nos media em Agosto e Setembro).
Esta campanha implicou também o desenvolvimento do novo site da organização para Portugal, www.panda.org/pt onde a WWF divulga a sua actividade no nosso País - projectos e prioridades de intervenção.
A mensagem da WWF é simples: a nossa floresta é um património único, quer do ponto de vista da biodiversidade, quer do ponto de vista social e económico e enfrenta vários dilemas e riscos. É neste contexto que a WWF elege a floresta como prioridade da sua intervenção em Portugal. Porque acredita que ao cuidarmos da nossa floresta, estamos a cuidar da nossa vida.
A WWF em Portugal desenvolve a sua actividade em torno de 3 áreas:
- certificação florestal FSC (a WWF é a entidade promotora da Iniciativa FSC Portugal);
- conservação da natureza (áreas protegidas, restauro ecológico da floresta mediterrânica);
- mercados (promoção do consumo responsável).
Intervém em Portugal desde 1995, sendo responsável pelo lançamento de várias iniciativas, nomeadamente:
- em 2000, lançou a iniciativa 'Um Cordão Verde para o Sul de Portugal', o primeiro projecto de referência na área da conservação de ecossistemas prioritários;
- em Julho de 2004 lançou o Programa Sobreiro que pretende contribuir para a protecção, restauro e gestão das florestas e montados de Sobreiro no Mediterrâneo, combatendo as tendências de degradação destes ecossistemas;
- actualmente, desenvolve em Portugal o Programa de Conservação da Floresta Mediterrânica, visando o seu aumento em extensão, diversidade e qualidade.

Prevenção de fogos pode estar comprometida

Prevenção de fogos pode estar comprometida
Serra da Estrela no problema da sobreposição de ZIF’s
A existência de áreas sobrepostas numa dezena de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) em todo o país poderá dificultar o trabalho de prevenção contra fogos florestais por parte das associações que fazem a gestão destas zonas.

«Vai acontecer isso em muitos casos do país», havendo dez casos de norte a sul de Portugal, nomeadamente na Serra da Estrela, em Torres Vedras e em Rio Maior, alerta o secretário-geral da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, Ricardo Machado.

«A falta de entendimento pode fomentar a ausência de gestão e a ocorrência de mais fogos», advertiu. «O que vai acontecer é que nem uma entidade nem outra vai fazer o trabalho, congelando todos os trabalhos decorrentes da gestão como limpezas, plantações e defesa contra incêndios», explicou.
Em declarações à Agência Lusa, Ricardo Machado, questionou «o problema de quem tem a jurisdição sobre as áreas», quando se verificam casos de sobreposição de ZIF’s cuja gestão é assegurada por diferentes entidades.

Segundo o responsável, «a Direcção-Geral dos Recursos Florestais vai ter de decidir porque os proprietários e as organizações cumpriram todos os requisitos», chamando a atenção para a lacuna existente na legislação que permite que «duas entidades possam fechar a sua ZIF em termos legais».

Uma ZIF terá de possuir um mínimo de mil hectares e 50 produtores florestais, mas para avançar necessita apenas de reunir um número suficiente de proprietários que no seu total representem pelo menos 10% a área proposta.

As ZIF surgem enquanto instrumentos legais para incentivar o agrupamento de proprietários na defesa da floresta contra incêndios, sendo áreas territoriais contíguas, geridas por uma única entidade e submetidas a um plano de gestão florestal e a um plano que permite evitar fogos.

10-08-2007
Ka /Lusa

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Apelo dos mais novos

Se os nosso dirigentes políticos na idade desta jovem pensa sem assim o interior e o mundo não estariam a passar pelo que estamos a passar nem a área de floresta a diminuir, vale a pena perder 6 minutos para ver e ouvir.

domingo, 29 de julho de 2007

Incêndios: Ministro confiante na capacidade para combater fogos

Incêndios: Ministro confiante na capacidade para combater fogosO ministro da Administração Interna, Rui Pereira, mantém-se confiante quanto à capacidade do país para combater os incêndios florestais, apesar das temperaturas altas que se fazem sentir em Portugal.
«É evidente que nós não podemos garantir que, em relação a incêndios florestais, não se vão verificar, mas nós estamos confiantes porque a atitude é de grande empenho por parte dos homens e mulheres encarregados de fazer este combate, porque existe uma boa coordenação e meios», afirmou o governante em declarações à Rádio Renancença.
«Até aqui as temperaturas não têm sido muito elevadas, mas o risco de incêndio tem sido este ano idêntico ao de 2002, no entanto, a área ardida é seis ou sete vezes inferior», sublinhou Rui Pereira, acrescentando que também é necessária a colaboração de todos os cidadãos na prevenção dos incêndios.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil colocou todo o território nacional em alerta amarelo e as temperaturas chegaram aos 40 graus no Alentejo.
28-07-2007 17:20:36 Diário Digital

Dois fogos na Guarda e Setúbal mobilizam mais de 100 bombeiros

Dois fogos na Guarda e Setúbal mobilizam mais de 100 bombeirosDois incêndios, não circunscritos, lavravam hoje nos distritos da Guarda e de Setúbal, cerca das 18:00, mobilizando mais de 100 bombeiros, informou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).
Na localidade de Vale de Vinhas, no concelho do Montijo, distrito de Setúbal, 73 bombeiros combatiam um incêndio em mato, pinheiro e acácias, que deflagrou cerca das 16:10, segundo o sítio na Internet do SNBPC.
Um incêndio em mato, com acesso difícil, em Chãs, no Parque Arqueológico do Côa, concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, mobilizava 38 homens, apoiados por nove veículos.
Diário Digital / Lusa
28-07-2007 18:18:14

sexta-feira, 27 de julho de 2007

«Vila de Rei Digital» para prevenir incêndios

«Vila de Rei Digital» para prevenir incêndios
Sistema custa à autarquia 3,5 milhões de euros
"Vila de Rei Digital" é o nome do sistema informático que o município vai adquirir para melhor se proteger dos incêndios florestais.
Ricardo Aires, responsável pela protecção civil da autarquia, disse que "o objectivo é dotar os 193 Km2 de área do concelho de sensores, espalhados de 100 em 100 metros, que permitem uma rápida detecção do incêndio e consequente ataque imediato".

A tecnologia é de ponta e inspirada no modelo de um país "habituado a estar em guerra e a controlar os mais pequenos movimentos", adiantou Ricardo Aires.
"Com este sistema teremos acesso a tudo o que mexa e conseguimos também registar a velocidade do vento, a temperatura e a humidade, explicou. A ideia é colocar todos os sensores digitais ligados a um "servidor" que será controlado a partir de um posto de comando.

"Este não é um sistema de ataque aos fogos mas sim o melhor sistema que conheço para a sua prevenção", explicou o autarca.

Concebido para apoiar o serviço da protecção civil, o sistema "permite alargar o seu raio de acção" e acolherá também uma incubadora de empresas, uma central telefónica concelhia - "com telefone e internet grátis para todos" - um sistema SOS Idoso e sistema wireless em todo o território, adiantou à Lusa Ricardo Aires.

Segundo disse, o objectivo futuro passará por registar a patente e "vender este sistema digital a outros municípios."

A câmara de Vila de Rei apresentou uma candidatura ao Icentro, programa de acesso aos fundos comunitários, para conseguir comprar este sistema orçado em 3,5 milhões de euros. KA

08-07-2007
Lusa

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Proença-a-Nova projecta-se no Protocolo de Quioto


Proença-a-Nova projecta-se no Protocolo de QuiotoInvestir na floresta as mais-valias da retenção de carbono
A Câmara de Proença-a-Nova vai investir as mais-valias criadas no concelho com a retenção de carbono na valorização da floresta. Segundo João Paulo Catarino, presidente da autarquia, "Está quase concluído um estudo que quantifica o carbono que é retirado da atmosfera na área do nosso concelho graças à floresta", através do processo de fotossíntese, e também "a quantidade de energia renovável aqui produzida", como a energia éolica. A capacidade de retenção e armazenamento do carbono pelas florestas a longo prazo está prevista no Protocolo de Quioto, segundo o qual pode ser contabilizada para cumprir os objectivos a que os países signatários se comprometem no período de 2008-2012.
Ao ser produzida sem recurso a combustíveis fósseis, a energia de fontes renováveis contribui para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa, designadamente os derivados do carbono.

"No fim, fazemos as contas e mostramos com quantas toneladas de carbono o concelho de Proença-a-Nova contribui todos os anos para despoluir o país e o mundo", explicou o autarca. Além de demonstrar o contributo das florestas locais para o bem-estar global, a Câmara quer aproveitar o estudo para obter a certificação ambiental de "concelho verde", o que poderá trazer vantagens em termos turísticos. "Pretendemos também vender no mercado próprio os créditos obtidos com as toneladas de carbono que sequestramos, para investir depois as receitas obtidas na prevenção e vigilância da nossa floresta", adiantou. O estudo, intitulado "Carbono Mais", vai ser apresentado em Setembro e "vai detalhar os valores que estão em jogo". Ao abrigo do protocolo de Quioto, Portugal não poderá ultrapassar em mais de 27 por cento as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) no período de 2008-2012, tendo 1990 como ano de referência. No entanto, Portugal já ultrapassou esta meta, estimando-se que, a manter-se a tendência de crescimento das emissões, em 2010 esteja 39 por cento acima do objectivo, sendo por isso obrigado a recorrer aos mecanismos de flexibilização previstos no protocolo. Entre estas medidas, contam-se os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), que pressupõem investimentos em projectos de energias renováveis nos países em vias de desenvolvimento, ou a Implementação Conjunta (IC), que se refere à cooperação entre países desenvolvidos. Os investimentos são feitos através do Fundo Português de Carbono, que poderá ainda apoiar projectos, em Portugal, que conduzam a uma redução de emissões de gases com efeito estufa. O efeito de estufa, que provoca o aquecimento global do planeta, tem-se acentuado devido ao aumento das emissões de gases resultantes das acções humanas. Durante os últimos 200 anos, a queima de combustíveis fósseis e a destruição das florestas, entre outros factores, fizeram com que, nem a fotossíntese, nem outros métodos de sequestro de carbono da atmosfera, tenham ainda conseguido compensar as quantidades emitidas para a atmosfera.
25-07-2007
Ka /Lusa

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Modelo norueguês para planear florestas

Modelo norueguês para planear florestas
paulo dâmaso
Plano foi apresentado durante uma visita do governador-civil


Um projecto, com origem na Noruega, vai ajudar a infra-estruturar cerca de 800 mil hectares de floresta em 34 concelhos da Região Centro, nos próximos três anos. Segundo António Gravato, director da Circunscrição Florestal do Centro, o projecto, resultado de uma cooperação luso-norueguesa, vai custar 1,2 milhões de euros e será suportado por verbas europeias.

"Há uma verba de PIDDAC, irrelevante, no valor de 100 mil euros. O restante montante (1,1 milhões de euros) é suportado por fundos de um mecanismo financeiro do espaço económico europeu, o EEA Grants", revelou António Gravato, aos jornalistas, ontem, à margem de uma visita do governador civil de Coimbra à serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz.

O plano vai permitir a criação de "zonas tampão, livres de combustível ou de combustível reduzido, edificação de parques de lazer e construção ou manutenção de rede viária". O projecto, que terá sede na Figueira da Foz, vai ser desenvolvido, até Dezembro de 2009, em duas áreas demarcadas da região Centro as Montanhas Ocidentais, que incluem a zona do Dão-Lafões e Centro Litoral, e a Cordilheira Central, que abrange a Beira Interior Norte e o Pinhal Interior Norte.

"É um projecto que vem ajudar a repovoar a floresta portuguesa. A mais valia é permitir implementar no terreno aquilo de que andamos a falar há imenso tempo", rematou António Gravato.JN

terça-feira, 3 de julho de 2007

Florestas com vigilância nocturna


Florestas com vigilância nocturna


A floresta do concelho de Baião vai ser vigiada à noite durante o Verão, entre as 19 e as sete horas , a partir de Julho até Setembro. A medida resulta da articulação entre a Câmara, as corporações de bombeiros voluntários de Baião e de Santa Marinha do Zêzere e da GNR.

"Nas horas em que ao longo dos últimos anos muitos incêndios deflagraram, estará desta vez uma equipa de bombeiros em vigilância e pronta para neutralizar os fogos e, em articulação com a GNR, deter os incendiários", afirma, em comunicado divulgado à Imprensa, o presidente da Autarquia, José Luís Carneiro, destacando "o carácter inovador" do sistema.

Os protocolos que permitirão pôr em prática a medida, inserida no Plano Operacional Municipal 2007, já foram assinados e traduzem-se num investimento de 20 mil euros, verba totalmente suportada pela Câmara.

Durante o dia, a vigilância será realizada por equipas dos dois corpos de bombeiros, GNR, voluntários do Instituto Português da Juventude, vigilantes de duas zonas de caça e elementos dos programas ocupacionais do Instituto de Emprego e Formação Porfissional. Participarão, ainda, equipas de Protecção Civil com material sapador e máquinas de rastos da Autarquia.

Na última década, o concelho de Baião (que tem 175 quilómetros quadrados dos quais 62,7% são espaços florestais) registou uma média anual de 272 incêndios e 1106 hectares ardidos.

“Floresta modelo” nasce em Vouzela

“Floresta modelo” nasce em Vouzela
Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2007
Doze mil árvores vão ser plantadas no Monte da Senhora do Castelo
Doze mil árvores vão ser plantadas no Monte da Senhora do Castelo, em Vouzela, onde a autarquia pretende criar uma "floresta modelo" que privilegie espécies autóctones, consideradas essenciais para evitar a propagação dos fogos. A autarquia anunciou ontem que estão a ser cortadas árvores e limpo o mato existente numa área de dez hectares do Monte da Senhora do Castelo.
O objectivo é "criar uma floresta modelo, na qual prevaleçam espécies autóctones, tais como carvalhos, castanheiros e sobreiros, permitindo assim a diminuição futura de risco de propagação de incêndios naquela zona", justifica.
As doze mil árvores a plantar posteriormente foram cedidas gratuitamente ao abrigo do projecto ProNatura, através de um protocolo celebrado entre a autarquia, a Salvador Caetano, SA e a Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente.
Desta forma, o Monte da Senhora do Castelo ficará coberto com cinco mil e 500 carvalhos, mil e 300 castanheiros, quatro mil ciprestes, mil sobreiros e 200 bétulas.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Novo regulamento do fundo florestal permanente para programa de 2007-2008

novo regulamento do fundo florestal permanente para programa de 2007-2008despacho normativo n.º 23-A/2007Foi aprovado o novo regulamento do Programa de Apoios a conceder pelo Fundo Florestal em 2007 e 2008, através da publicação do Despacho Normativo n.º 23-A/2007, revogando, assim, o Despacho n.º 8534/2007, publicado em 14 de Maio. O presente Despacho Normativo produz efeitos à data de 14 de Maio de 2007.De forma a esclarecer os efeitos da legislação recentemente publicada sobre o Programa de Apoios do Fundo Florestal Permante para 2007 e 2008, apresenta-se o seguinte resumo:- Despacho n.º 8534/2007, de 14 de Maio, foi revogado pelo Despacho Normativo n.º 23-A/2007, publicado em 15 de Junho, produzindo efeitos à data de 14 de Maio.- Despacho n.º 11 808/2007, publicado em 15 de Junho foi anulado pela Declaração n.º 127-A/2007, publicada em 15 de Junho.Para consultar o Despacho Normativo n.º 23-A/2007, clique aqui.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

"É importante criar uma cultura de segurança na floresta"

É importante criar uma cultura de segurança na floresta" Assim que terminou a época de fogos florestais de 2006, o Comando Distrital começou a preparar o dispositivo para este Verão. Os riscos de incêndios voltam, este ano, a estar presentes em função das previsões meteorológicas
Gazeta do Interior (GI) – Como decorreu o trabalho de Inverno na preparação para este época de incêndios florestais?
Rui Esteves (RE) - O planeamento ao nível do Comando Distrital de Operações e Socorro está feito, isto é, há um plano especial de emergência devidamente aprovado e estruturado para 2007 e é do conhecimento de todos os intervenientes. O nosso objectivo é extinguir os incêndios à nascença. Não depende de nós evitar os incêndios, queremos é com o dispositivo integrado, combatê-los logo no seu início.
GI - Os resultados do ano passado são conhecidos, a área ardida ficou aquém dos últimos anos. Que dispositivo pode o Distrito dispor?
RE - Em 2006, não houve uma diminuição de ocorrências, houve sim a particularidade de haver uma simultaneidade de incêndios. Estes (ver quadro) são os meios que a Autoridade Nacional de Protecção Civil contratualizou para estarem disponíveis para qualquer operação. Mas é evidente que os meios no Distrito não se esgotam nestes 341 elementos, porque o Distrito tem 1 500 bombeiros, pelo que estamos a falar de um quinto dos meios humanos dos bombeiros para o dispositivo.
GI - Como funcionarão os meios aéreos?
RE - O centro de meios aéreos de Castelo Branco vai ter um helicóptero ligeiro com capacidade de balde para 800 litros de água. O de Proença vai ter dois aviões ligeiros tipo Dromadair, um helicóptero Bombardeiro pesado Kamovak 31, com capacidade de transporte até 5 000 litros de água e uma tripulação de 13 homens. O centro da Covilhã terá dois aerotanques com capacidade para 2 600 litros de água cada um, um helicóptero Bombardeiro médio, com capacidade de 1 200 litros de água, com nove canarinhos.
GI – Foram feitas alterações em relação ao dispositivo do ano passado?
RE - Houve pelos menos duas alterações: há o reforço de meios e há também a experiências adquirida de 2006. Por um lado, temos um misto de satisfação porque o que entendemos por trabalho de casa, ou seja, o planeamento com todas as entidades, desde os corpos de bombeiros, a GNR, a DGRFF, o ICN, a PSP, as autarquias, está feito. Por outro lado, temos um misto de preocupação que tem a ver com a situação em que a floresta e a propriedade agrícola se encontra, por ter um grande abandono e não tendo a presença do seu dono, há matos e combustíveis que abundam. Além disto, verificamos que junto às habitações continua a não haver a aplicação da lei, para a limpeza junto aos aglomerados populacionais. O cidadão continua a ser negligente consigo próprio, quando não limpa junto à sua habitação.
GI - O que é certo é que esta lamentação já se torna repetitiva de ano para ano…
RE - Sim, é um discurso que já tem anos, porque aquilo que deveria ser a alteração cívica do cidadão não se verificou. Não podemos esquecer o que aconteceu no Verão de 2003. Daí que o meu discurso nesta altura do ano seja sempre repetitivo, isso é verdade. Mas há bons exemplos no Distrito no que concerne à limpeza, exemplos de como se pode fazer bem, isto é, limpando e retirando os matos e os combustíveis finos e grossos. Naturalmente refiro-me à Scutvias, no troço da A 23 e nos nós de acesso em que a limpeza está sempre presente. Este é o melhor exemplo que podemos dar.Gazeta do interior