quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Investigação

Uma equipa de investigadores da Alemanha e do Sri Lanka desenvolveu um novo método para medir o impacto de cada espécie na biodiversidade local. Segundo os responsáveis, o novo modelo representa um salto na compreensão da complexidade dos ecossistemas pois permite determinar se uma espécie promove ou suprime a diversidade.
O novo método é uma extensão de um procedimento familiar aos biólogos que consiste em investigar o número de espécies em relação com a uma dada área. A este procedimento, conhecido por "relação espécies-área" ou "SAR", a equipa acrescentou métodos sofisticados de estatística para que a informação recolhida pudesse ser usada para descrever o papel de cada espécie ao nível da biodiversidade.
De acordo com os responsáveis, este novo procedimento, a que chamaram "relação espécies-área individual" ou "ISAR" torna mais fácil identificar as espécies-chave num determinado ecossistema, isto é, aquelas que têm uma função determinante.
"Conseguimos ver a diversidade do ecossistema através das espécies individuais", disse Andreas Huth, co-autor da investigação." Isto significa que no futuro vai ser mais fácil compreender o papel das espécies individuais no ecossistema e implementar medidas de protecção que tenham por alvo as espécies-chave de uma determinada área", afirmou o investigador. A equipa utilizou o novo método para analisar dados de duas florestas tropicais húmidas do Sri Lanka e do Panamá, que fazem parte de uma rede coordenada pelo Centro para a Ciência da Floresta Tropical (CTFS), do Instituto Smithsonian. Esta rede engloba uma dúzia de terrenos delimitados de florestas tropicais à volta do globo, alguns com mais de 50 hectares, e faz o mapeamento e monitorização de cada planta, da maior à mais pequena, existente no local.
Os investigadores compararam 40 mil árvores de grande porte da floresta de Barro Colorado Island, no Panamá, com a uma amostra semelhante da floresta de Sinharaja World Heritage Site, no Sri Lanka. Descobriram que mais de dois terços das espécies não marcavam de forma identificável a diversidade espacial. As restantes tinham algum impacto na biodiversidade local mas apenas nas áreas imediatamente circundantes, num raio de 20 metros. De acordo com a investigação, estes resultados vão ao encontro da "teoria neutral", que diz que as características das espécies são insignificantes para os atributos de algumas comunidades e têm um papel secundário na estabilidade e diversidade do ecossistema. Nas duas florestas tropicais analisadas não havia nenhuma espécie a estruturar a diversidade a grande escala, o que segundo os investigadores sugere que a interacção equilibrada entre espécies deve ser uma catacreteristas das florestas mais ricas. "Os investigadores da biodiversidade ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre os processos que levam a um nível elevado de diversidade de espécies ou sobre que processos fazem com que esses sistemas complexos permaneçam estáveis", disse Thorsten Wiegand, um investigador envolvido.
No terreno do Panamá os investigadores detectaram mais espécies "repelentes" enquanto no Sri Lanka verificaram que havia um domínio de espécies "atraentes", isto é, das que promovem a biodiversidade. "Ainda não se sabe porque é que estas duas florestas são tão diferentes neste aspecto mas o nosso método é um salto na compreensão da complexidade da origem e manutenção das espécies nas florestas tropicais", salientou a investigadora Savitri Gunatilleke

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Diálogo de ministérios para gestão da floresta


Agricultura e Ambiente nos caminhos de eólicas contra fogos
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, defendeu ontem o diálogo com o Ministério do Ambiente para aproveitamento de estradas abertas para construção de parques eólicos, como barreiras contra o fogo. De visita a Castelo Branco, Jaime Silva foi confrontado no Núcleo Florestal da Beira Interior Sul com o facto de uma daquelas estradas existentes na zona ter de desaparecer depois de concluída a obra, para a cobertura vegetal original ser reposta. "Há essa problemática de caminhos que se fazem, onde não deviam ser feitos. Mas uma vez abertos, temos de pensar sempre numa gestão activa da floresta contra incêndios. E essa gestão activa pressupõe barreiras", sublinhou Jaime Silva.
"O ministério da Agricultura defende esses caminhos, respeitando os princípios da preservação do nosso património, que são os parques naturais. É possível conciliar as duas coisas", destacou Jaime Silva. "Há um diálogo que temos de cultivar entre diferentes departamentos do Estado", nomeadamente "entre o Ministério do Ambiente, Ministério da Agricultura e Direcção Geral das Florestas", defendeu o governante. Um diálogo entre várias entidades que Jaime Silva disse já ter dado provas de bons resultados com este Governo, nomeadamente "na aprovação dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal para todo o país". "Mas é uma tradição que não existe. Há sempre uma rivalidade e direcções gerais que disputam poderes que não existem, mas disputam um bocado as zonas de influência", concluiu o ministro.
26-02-2008 Ka/Lusa

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Plantação de árvores no Parque Natural da Serra da Estrela

O Fapas promove uma acção de plantação de árvores no Parque Natural da Serra da Estrela, no dia 23 de Fevereiro.
A acção conta ainda com a colaboração da Câmara de Seia, Centro de Interpretação da Serra da Estrela e do Parque Natural.A concentração será em frente à Câmara de Seia pelas 10h00, seguindo-se depois em grupos para os locais escolhidos da serra da Estrela.Contactos:Telf: 22.200.24.72 Fax: 22.208.74.55Email: fapas@claranet.pt

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Falta de madeira no Pinhal ameaça empresas

É irónico, mas as empresas da região do Pinhal Interior chegam a ter que importar de Espanha e França metade da madeira de pinho que usam como matéria-prima», denuncia Carlos São Martinho, presidente da distrital do PSD de Castelo Branco. Pedindo a intervenção do Governo, o dirigente lança o alerta para a falta de pinheiros que ameaça encerrar empresas do sector da madeira no distrito. O social-democrata pede maior fiscalização para travar o abate de pinheiros na região e sua substituição por eucaliptos e critica algumas opções do Estado em matéria de gestão florestal.
Entre elas, questiona a venda de propriedades ao grupo Altri pela empresa pública Lazer e Floresta (do grupo Portucel). «É um exemplo grave. Os terrenos incluem centenas de hectares de pinhal que está a ser abatido para a indústria da celulose e esse risco paira sobre inúmeras outras propriedades», sublinha. «Enquanto isso, as serrações e fábricas de produtos de madeira suportam custos adicionais da matéria-prima importada e seu transporte. Não admira que algun (...)

10-02-2008
Ka/Lusa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

IV seminário 'temas actuais de engenharia florestal',

IV seminário 'temas actuais de engenharia florestal', a 20 de fevereiro, dedicado às plantas invasorasRealiza-se dia 20 de Fevereiro de 2008, pelas 14h30 no Auditório das Ciências Florestais da UTAD, em Vila Real, o IV Seminário 'Temas Actuais de Engenharia Florestal', desta feita dedicado às Plantas Invasoras.A participação é gratuita, mas as inscrições são limitadas e devem ser efectuadas por e-mail para alunos.florestal.utad@gmail.com até ao dia 15 de Fevereiro.
PROGRAMA:
14.30. Plantas invasoras em Portugal - um caso de estudo: projecto INVADER IIHélia Marchante [ESAC]
15.00. As exóticas ou... bem-vindo Mr. Marshall!António Crespi [DEBA-UTAD]15.30. Plantas invasoras e recuperação de habitats: o caso da Acacia dealbata no P.N. Peneda-GerêsManuel José Fernandes [Bolseiro FCT]
16.00. Intervalo
16.20. Mata Nacional do Camarido: procura-se entidade capaz de garantir uma gestão continuada e com bom senso.João Bento [Dep.º Florestal-UTAD]
16.50. Mesa de discussão e encerramentoPode encontrar esta e outras notícias em: www.centropinus.org

sábado, 19 de janeiro de 2008

Fórum "Por uma floresta Sustentável"

A APFVM irá organizar no âmbito da Agenda 21 do Vale do Minho, o Fórum "Por uma Floresta Sustentável no Vale do Minho", tendo como temática "O Ordenamento e os Modelos de Gestão Conjunta". Pretende informar e fomentar o debate sobre as actuais medidas, nomeadamente ZIF e Grupo de Baldios.O evento terá lugar em Monção, no dia 21 de Janeiro, pelas 14h00 horas, no Auditório da EPRAMI.Para quem não conseguir aceder ao programa carregado como arquivo na Silvinet, podem enviar o pedido para apfvm@sapo.pt, que o faremos seguir prontamente.Inscrições gratuitas - Confirmar presença até dia 19 de Janeiro de 2008 (n.º limitado de participantes)Enviar nome, entidade representada, telefone e endereço electrónico para agenda21@valedominho.pt/ Telefone: 251 800 550/ Fax: 251 800 553

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O Sequestro do Carbono em Florestas de Pinheiro Bravo

Seminário: O Sequestro do Carbono em Florestas de Pinheiro Bravo e Pinheiro Manso no Sul de PortugalLisboa, 22 de Janeiro de 2008 - FLAD Organização: FLAD/ISA/AFLOPS

ECOWOOD 2008

ECOWOOD 2008 no porto, de 10 a 12 de setembro de 2008
Foi anunciada a 3ª conferência internacional sobre produtos de madeira ambientalmente compatíveis, ECOWOOD 2008, que decorrerá na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, de 10 a 12 de Setembro de 2008.
Para além da conferência, decorrerá em paralelo um certame de exposições para profissionais. Poderá manter-se actualizado consultando o site
A data limite para recepção de resumos é o próximo dia 25 de Fevereiro.
Esclarecimentos adicionais:Fernando Caldeira Jorgefjorge@ufp.pt+351 919092704

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Morreu o pai do fogo controlado em Portugal

Morreu José Joaquim Moreira da Silva, o pai do fogo controlado em Portugal27.12.2007
Ana Fernandes
Estava-se em 1978 e um homem bateu à porta de Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. “Sou o director do Parque Nacional da Peneda-Gerês e preciso da sua ajuda: quero reconstruir uma casa da guarda florestal mas quero tirar partido das energias renováveis”, disse. Este homem, de seu nome José Moreira da Silva, viveu sempre assim: com décadas de avanço sobre o seu tempo. Morreu no dia de Natal e a floresta nacional perdeu quem sempre se recusou a só ver as árvores.A José Moreira da Silva deve-se quase tudo o que o país sabe hoje de fogo controlado. E muito do que agora se está a tentar fazer para defender a floresta contra incêndios já era por ele defendido há mais de 40 anos. "Foi um visionário", descreve quem o conheceu. Deixa um importante legado mas, sobretudo, "o que mais custa é perder alguém com a sua coerência e verticalidade, porque isso é o mais raro", diz Francisco Castro Rego, do Instituto Superior de Agronomia.Nascido a Dezembro de 1923 no Porto, licencia-se como engenheiro silvicultor em 1947. Dedica a sua vida aos serviços florestais, onde inova em várias frentes, como a criação das primeiras reservas de caça e de pesca e viveiros de plantas. De 1975 a 1980 lidera o Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde se distingue novamente por um trabalho inovador.Ali promoveu cursos para operadores de máquinas florestais de forma a não destruírem sítios arqueológicos no Gerês. "Uma iniciativa que muitos vaticinaram votado ao fracasso porque diziam que os operadores não teriam sensibilidade para isso mas que afinal foi um sucesso tremendo que permitiu até que se descobrissem novos sítios", relata Francisco Rego.É também no Parque que começa a fazer as primeiras experiências de fogo controlado. Mas só anos mais tarde, quando estava na Circunscrição Florestal do Porto, é que esta ideia avança. Por carolice já que ninguém se interessou por isso. Com algumas excepções como Francisco Rego, que na altura estava na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e Teresa Cabral, da Estação Florestal."Teve uma atitude pouco normal nos técnicos que foi a preocupação com as questões ecológicas: ele quis conhecer as consequências dos fogos controlados em todas as componentes do ecossistema e por isso andou à procura de pessoas que se encarregassem de estudar cada uma dessas componentes", diz Teresa Cabral. No último ano, Portugal aplicou esta técnica para defender a floresta contra as chamas. Tal como está a tentar pôr de pé instrumentos que Moreira da Silva defendia há muito.Em 1965, Moreira da Silva, Vasco Quintanilha e Ernâni José da Silva elaboraram o relatório Princípios Básicos de Luta contra Incêndios na Floresta Particular Portuguesa. Estava lá tudo. O diagnóstico - as monoculturas e desertificação rural conduziram ao desastre - e a solução: a redefinição da gestão florestal privada no minifúndio através da criação de polígonos florestais com dimensão para potenciar a sua correcta gestão (as actuais Zonas de Intervenção Florestal), o planeamento florestal e de infra-estruturas e a adopção de sistemas de prevenção e combate assentes na profissionalização dos seus agentes.Há 15 dias foi homenageado pelo Centro Nacional de Cultura, por iniciativa de Oliveira Fernandes, que nunca esqueceu a fabulosa visão deste engenheiro florestal. Já não assistiu, por estar internado no hospital onde foi operado a um tumor cerebral. Que acabou por vencê-lo. Fica a sua herança. E a dívida do país a um homem que deu a sua vida ao serviço público. Ecosfera

Tilias Abatidas

Abatidas duas tílias quase centenárias no Jardim de São Lázaro, no PortoDe uma forma faseada, a Câmara do Porto está a proceder ao abate total de duas tílias de grande porte, com cerca de 90 anos de idade, no mais do que centenário Jardim de São Lázaro. Segundo o vice-presidente da autarquia responsável pelo pelouro do Ambiente, Álvaro Castello-Branco, uma dessas tílias servia de sustentação à outra. Foi precisamente esta última que "acabou por adoecer e morrer", obrigando os serviços camarários a proceder ao seu corte. Uma vez que a outra tília perdia, desse modo, a sua base de sustentação, correndo o risco de tombar, tornou-se necessário abatê-la também.O vice-presidente da Câmara do Porto afirma que, recentemente, outras árvores foram cortadas na cidade, mas ressalva que tal sucede apenas quando não existe alternativa. "Só abatemos as árvores quando não há outra solução", garante.Noutro espaço verde da cidade, o Jardim da Cordoaria, a câmara pretende desenvolver uma intervenção de requalificação, de modo a torná-lo mais atractivo para os munícipes. Ainda não existe projecto, mas Álvaro Castello-Branco quer acelerar a remodelação, de modo a que os munícipes possam beneficiar dos melhoramentos quando voltar o calor. "Tenho a ambição de que a obra esteja pronta na próxima Primavera-Verão", prevê.Através de um projecto do arquitecto Camilo Cortesão, o Jardim da Cordoaria foi remodelado aquando da Porto 2001 Capital Europeia da Cultura. A nível arquitectónico, nada há a apontar, mas o vice-presidente da Câmara do Porto considera que "a obra não foi conseguida do ponto de vista da utilização". Nesse sentido, o município irá substituir o piso por outro que mantenha a aparência terrosa, mas que não enlameie na época das chuvas. "A lama torna aquele piso intransitável", reconhece Castello Branco. Além disso, a erosão do piso actual tornou mais salientes algumas guias metálicas que existem no solo, o que também dificulta a progressão das pessoas.A autarquia detectou ainda várias deficiências ao nível da iluminação. Aliás, devido à infiltração de água, uma parte "não funciona há dois anos". O mobiliário urbano do jardim também vai ser substituído. "Vai ser colocado um outro, que aguente melhor a utilização em espaço público, que não seja facilmente vandalizado", resume o vereador do Ambiente. Por último, a intervenção no Jardim da Cordoaria comporta ainda melhorias no sistema de rega.Também o largo do Museu da Fotografia será alvo de melhoramentos. Aqui, revela Castello-Branco, a intenção será colocar algumas espécies vegetais que tornem este espaço mais aprazível, nomeadamente no Verão, para além da substituição de algumas lajes do piso.Público

sábado, 22 de dezembro de 2007

Fogo e Pastoreio

Fogo e Pastoreio: (Con)Tradição ou (Con)Vivência Debates Pavilhão Multiusos – Montalegre9.Janeiro.2008Auditório das Ciências Florestais UTAD – Vila Real 10.Janeiro.2008 14:30 hCom a participação de técnicos doSUAMME (Service Inter Chambres d’Agriculture Montagne MéditerranéenneElevage Languedoc Roussillon)ONF (Office National des Forêts - Agence Départementale des PyrénéesOrientales,GRAF (Grup de Recolzament a Accions Forestals / Generalitat de Catalunya)UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) Departamento Florestal/UTAD <http://home.utad.pt/~floresta/Dflorestal.html>http://home.utad.pt/~floresta/Dflorestal.html No âmbito do
Projecto BDINTERSOE – SO2/2.1/F42 / Programa INTERREG IIIBSUDOE A ProblemáticaHá fogos rurais por haver e por não haver “queimadas” feitas por pastores.Por um lado, “o fogo tem sido utilizado pelo Homem pastor desde temposimemoriais” e o abandono do meio rural, mais concretamente da pastorícia,propicia a que haja maiores áreas sujeitas a servir de “pasto” às chamas.Por outro lado, o número de incêndios iniciado por motivo da renovação depastagens é, ainda, um facto não negligenciável, como se verificou, aliás,no Outono de 2007. O pastoreio e o fogo controlado poderão, e deverão mesmo, ser técnicascompatíveis na gestão de espaços rurais e/ou semi-naturais. Para tal,torna-se essencial a troca e a integração dos conhecimentos dos vários\u003cbr\>profissionais e actores sociais. \u003cbr\>\u003cbr\>Na Europa Mediterrânica esta cooperação já é evidente. Em Portugal,\u003cbr\> porém, é\u003cbr\>necessário ampliar e\n reforçar a cooperação entre actores sociais e\u003cbr\> agências\u003cbr\>operacionais.\u003cbr\>\u003cbr\> \u003cbr\>\u003cbr\>A Experiência\u003cbr\>\u003cbr\>Que dizer acerca da experiência já existente?\u003cbr\>\u003cbr\>Do lado francês (região Languedoc Roussillon), confrontados com a\u003cbr\> ocorrência\u003cbr\>de numerosos fogos pastoris, os Serviços Agrícolas do Departamento dos\u003cbr\>Pirinéus Orientais, com a colaboração de diversas entidades públicas,\u003cbr\>criaram a primeira Célula de Fogos Controlados e mantêm uma actividade\u003cbr\>regular. A Célula tem agora no seu activo mais de 800 parcelas e de\u003cbr\> 12.000\u003cbr\>ha tratados. O êxito desta iniciativa levou a maior parte dos\u003cbr\> departamentos\u003cbr\>mediterrânicos franceses a optar por este tipo de intervenção conjunta\u003cbr\>(actualmente há já cerca de uma quinzena de Células).\u003cbr\>\u003cbr\>Do lado catalão (Espanha), a partir do ano 1993, a Generalitat de\u003cbr\> Catalunya\u003cbr\>promulga uma lei que reconhece a necessidade do uso do fogo controlado\u003cbr\> em\u003cbr\>zonas de montanha. Em 1994, os serviços da Agência\n Rural de Prevenção\u003cbr\> dos\u003cbr\>Incêndios Florestais (SARPIF), do Departamento da Agricultura (DARP),\u003cbr\>coordenou e realizou queimas prescritas com finalidade pastoril em\u003cbr\> comarcas\u003cbr\>da zona de montanha. Em cada ano intervêm em cerca de 500 ha.\u003cbr\>\u003cbr\>Em Portugal, na UTAD, têm-se efectuado numerosas pesquisas sobre as\u003cbr\> técnicas\u003cbr\>de gestão de combustíveis e os efeitos ecológicos do fogo, assim como a\u003cbr\>formação profissional para o uso do fogo controlado, e estudos\u003cbr\> exploratórios\u003cbr\>sobre o pastoreio de percurso de ovinos, os papéis sociais de pastores\u003cbr\> de\u003cbr\>caprinos e a utilização de baldios.Nesta oficina de projecto visa-se debater a problemática da relação entre osfogos rurais e o pastoreio, a partir de uma experiência de cooperaçãotransnacional entre equipas de Portugal, Catalunha e França. É",1]
);
//-->torna-se essencial a troca e a integração dos conhecimentos dos váriosprofissionais e actores sociais. Na Europa Mediterrânica esta cooperação já é evidente. Em Portugal, porém, énecessário ampliar e
reforçar a cooperação entre actores sociais e agênciasoperacionais. A ExperiênciaQue dizer acerca da experiência já existente?Do lado francês (região Languedoc Roussillon), confrontados com a ocorrênciade numerosos fogos pastoris, os Serviços Agrícolas do Departamento dosPirinéus Orientais, com a colaboração de diversas entidades públicas,criaram a primeira Célula de Fogos Controlados e mantêm uma actividaderegular. A Célula tem agora no seu activo mais de 800 parcelas e de 12.000ha tratados. O êxito desta iniciativa levou a maior parte dos departamentosmediterrânicos franceses a optar por este tipo de intervenção conjunta(actualmente há já cerca de uma quinzena de Células).Do lado catalão (Espanha), a partir do ano 1993, a Generalitat de Catalunyapromulga uma lei que reconhece a necessidade do uso do fogo controlado emzonas de montanha. Em 1994, os serviços da Agência
Rural de Prevenção dosIncêndios Florestais (SARPIF), do Departamento da Agricultura (DARP),coordenou e realizou queimas prescritas com finalidade pastoril em comarcasda zona de montanha. Em cada ano intervêm em cerca de 500 ha.Em Portugal, na UTAD, têm-se efectuado numerosas pesquisas sobre as técnicasde gestão de combustíveis e os efeitos ecológicos do fogo, assim como aformação profissional para o uso do fogo controlado, e estudos exploratóriossobre o pastoreio de percurso de ovinos, os papéis sociais de pastores decaprinos e a utilização de baldios. As Soluções?Nesta oficina de projecto visa-se debater a problemática da relação entre osfogos rurais e o pastoreio, a partir de uma experiência de cooperaçãotransnacional entre equipas de Portugal, Catalunha e França. É objectivo\u003cbr\>central desta acção o intercâmbio dos saberes e dos saberes-fazer que\u003cbr\>permitam alcançar conjunta\n e simultaneamente vários objectivos: > objectivon central desta acção o intercâmbio dos saberes e dos saberes-fazer quepermitam alcançar conjunta
e simultaneamente vários objectivos: os finsprodutivos desejados por pastores, as metas ambientais e a finalidade deprevenção dos incêndios florestais.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

FUZILEIROS VÃO PLANTAR ÁRVORES NA SERRA DA ESTRELA


No próximo Sábado, dia 15 de Dezembro, a campanha de reflorestação das áreas ardidas, inderidas no projecto “1.000.000” de carvalhos para a Serra da Estrela”, vai contar com mais uma preciosa ajuda. A Marinha Portuguesa sensibilizou-se com a nossa campanha e vai fazer deslocar à Serra um pelotão de fuzileiros para proceder à plantação de árvores em zonas de difícil acesso.
O pelotão, comandado por um ofícial dos fuzileiros, irá concentrar-se por volta das 9 horas na zona do Covão d’Ametade, de onde partirá, juntamente com montanhistas, para a zona dos Fornos para aí proceder à plantação das árvores transportadas pelo helicóptero da Força Aérea Portuguesa.
A nossa Associação, num gesto de procurar associar à campanha, nacional, da ASE, os três ramos das Forças Armadas, pediu aos Chefes dos Estados – Maiores da Marinha e do Exército a participação de militares, neste caso de fuzileiros e páraquedistas, para colaborarem com o projecto, uma vez que a Força Aérea já está a colaborar desde 2006, através do helicóptero Alouete. A resposta da Armada Portuguesa aí está com a vinda de um pelotão que, estamos certos, se vai tornar num grande dia de confraternização e amizade que, para além da preparação física e militar que os fuzileiros irão levar vão, concerteza, sentir a Serra da Estrela de uma forma mais profunda.
Esperamos que o Exército se venha a associar ao projecto com a vinda de páraquedistas ou outros militares deste ramo das Forças Armadas.


Serra da Estrela, 13 de Dezembro de 2007
José Maria Serra Saraiva
Vice-presidente

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Biomassa para energia, seminário a 12 de dezembro

biomassa para energia, seminário a 12 de dezembro
ciclo de seminários temas actuais de eng. florestal


Na âmbito do ciclo de seminários do Departamento Florestal da UTAD, irá decorrer no próximo dia 12 de Dezembro, no Auditório das Ciências Florestais da UTAD, o seminário 'Temas Actuais de Eng. Florestal: em Dezembro falamos de biomassa para energia'.

A participação é gratuita e as inscrições deverão ser enviadas até ao próximo dia 8 de Dezembro para o email: alunos.florestal.utad@gmail.com

Para obter mais informações clique aqui.

Jornada Técnica do projecto AGRO 550:

Pragas e Doenças em Eucaliptal - A Doença das Manchas das Folhas do
Eucalipto (Mycosphaerella spp.) e Outras Doenças Emergentes

Local:
Quinta do Furadouro (Silvicaima S.A.), 7 de Dezembro de 2007

Programa:
14H00 Recepção dos participantes e entrega da documentação

14H15 Sessão de Abertura
-Coordenador do projecto (Manuela Branco, ISA)
-Gestora I&D Silvicaima (Clara Araújo)

14H35 Tema 1: Pragas e doenças em eucaliptal

-Pragas do Eucalipto: Carlos Valente (Raiz-Grupo Portucel-Soporcel)

-Doenças do Eucalipto: Mycosphaerella spp e outras doenças emergentes

15H20 Debate

15H35 Pausa para café

15H45 Visita de campo (Ensaios clonais e de descendência Quinta do
Furadouro)

17H30 Encerramento

Inscrições:
Enviar Nome, Morada, telefone, e-mail e entidade para AFLOPS:

Fax: 212 198 915
Email: fatima.monteiro@aflops.pt

Para mais informações contacte:
Mafalda Evangelista / Fátima Monteiro
Tel.: 212 198 910

Data Limite de Inscrições:
6 de Dezembro de 2007

www.aflops.pt

600 pinheiros novos para área devastada pelo fogo

Cerca de três dezenas de escuteiros do Agrupamento de Terroso
plantaram, ontem de manhã, 600 pinheiros-bravos, numa zona de 3500
metros quadrados de pinhal, no Lugar do Carregal, na freguesia de
Terroso (Póvoa de Varzim), uma das zonas que, há dois anos, foi
devastada pelos violentos incêndios que consumiram extensas áreas
verdes do concelho. A operação "Floresta Viva", explicou o vereador do
Ambiente, Manuel Angélico, insere-se nas comemorações do Ano
Internacional do Planeta Terra, a par com o "Terra à Terra" que, a
partir de Janeiro, arrancará com o projecto-piloto de compostagem
caseira em todo o concelho.
JN

domingo, 2 de dezembro de 2007

Aumento da área florestal pode garantir cumprimento de metas de redução

Aumento da área florestal pode garantir cumprimento de metas de redução
de
emissões

Estudo finlandês diz que as árvores europeias estão a absorver mais
carbono

30.11.2007 - 12h39 PUBLICO.PT



As árvores da União Europeia (UE) estão a absorver mais dióxido de
carbono
desde 1990, segundo um estudo de investigadores da Universidade de
Helsínquia, segundo o qual o aumento das áreas florestadas pode ser a
solução para a UE cumprir os 20 por cento de redução de emissões até
2020.

O estudo, coordenado por Pekka Kauppi e publicado na revista britânica
"Energy Policy", revela que entre 1990 e 2005, as árvores nos 27 Estados
membros absorveram mais 126 milhões de toneladas de carbono, uma
quantidade
equivalente a onze por cento das emissões.

Os níveis de absorção variam entre os dez por cento nos 15 Estados
membros
mais antigos - incluindo a Áustria, Bélgica e Dinamarca - e os 15 por
cento
nos 12 Estados membros mais recentes, incluindo a Estónia, Hungria e
Eslováquia.

Kauppi, citado pelo jornal "The Guardian", diz que a taxa de absorção é
hoje
duas vezes maior do que os cinco por cento que a sua equipa calculou em
1992. Os investigadores calcularam o sequestro de carbono a partir da
densidade das árvores, biomassa e carbono atmosférico armazenado.

"As boas notícias são que as árvores são mecanismos extremamente
eficientes
para a captura e armazenamento de carbono", comentou Kauppi. O co-autor
Aapo
Rautiainen salientou que o impacto das árvores "na redução do carbono na
atmosfera pode muito bem ser duas vezes maior do que a redução
conseguida
através da utilização da energia renovável na Europa dos nossos dias".

Os investigadores sugerem que os governos europeus, além de se
preocuparem
só com as emissões da queima dos combustíveis fósseis, devem olhar para
a
política agrícola e florestal, bem como a gestão dos resíduos, para
reforçar
a biomassa dos ecossistemas como um "sumidouro de carbono". Uma das
ideias
dos autores do estudo é conceder "créditos" para a expansão das
florestas,
no âmbito do esforço europeu para a redução das emissões até 2020

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Cet em defesa da floresta contra incêndios

cet em defesa da floresta contra incêndios
promovido pela esac

A Escola Superior Agrária de Coimbra encontra-se a promover o primeiro Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI).

Este curso surge no sentido de colmatar a lacuna actualmente existente ao nível da formação técnica operacional na área da DFCI.

A data prevista para o arranque é Fevereiro de 2008 e as inscrições encontram-se a decorrer até ao próximo dia 7 de Dezembro.

Para obter mais informações clique aqui.

domingo, 18 de novembro de 2007

As Plantas e a Engenharia Natural


ao serviço da Restauração Ecológica e da Conservação da Natureza

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ENGENHARIA NATURAL: O planeamento, construção e gestão de espaços tendencialmente sustentáveis, exigem princípios de orientação baseados na optimização das potencialidades dos sistemas vivos enquanto materiais de construção e a sua modelação às actividades humanas.

Vasco Rocha – Associação Portuguesa de Engenharia Natural


A exigência de proteger os recursos naturais e restaurar as funcionalidades ecológicas do território, constitui actualmente um imperativo para a compatibilização dos usos e das actividades humanas com o equilíbrio dinâmico dos sistemas naturais. As acções de intervenção no espaço pensadas para melhorar as condições de vida das populações, preconizam frequentemente a introdução abusiva de sistemas artificiais estáticos, quer seja ao nível de tipologias de construção quer ao nível da utilização de espécies exóticas, que contrariam o natural processo contínuo e mutável do espaço.





No sentido de garantir o equilíbrio e a funcionalidade dos espaços naturais, importa promover a articulação entre os objectivos funcionais, ecológicos e paisagísticos das alterações do homem no espaço e a avaliação precisa e rigorosamente fundamentada de todas as componentes ecológicas, clarificando deste modo quais os problemas e as soluções possíveis a implementar. É neste contexto de sustentabilidade que se afigura a Engenharia Natural, como uma disciplina que conjuga as técnicas e métodos de engenharia tradicionais e as potencialidades da vegetação, em intervenções construtivas de baixo impacte ambiental.




Definição

Por Engenharia Natural (Ingegneria Naturalística-Itália; Ingenieurbiologie-Alemanha, Áustria e Suiça; Ingeniería del Paisaje-Espanha, …) entende-se uma corrente técnico-científica multi (inter-) disciplinar, que utiliza fundamentalmente material vegetal vivo como material de construção, recorrendo às suas características biotécnicas (acções mecânicas do sistema radicular/cobertura vegetal) e fazendo uso dos seus elementos constituintes, como raízes, estacas e rizomas, em intervenções antierosivas e de consolidação, geralmente em combinação com outros materiais (madeira, pedra, palha, redes metálicas, mantas orgânicas, ….).

A Engenharia Natural teve origem como disciplina, no período compreendido entre o final do séc. XIX e início do séc. XX, na Europa central e alpina, sobretudo na Alemanha, Áustria (onde nasceu H. M. Schiechtl, “pai” da Engenharia Natural moderna) e Suiça. O seu campo de actuação abrange uma temática diversificada como, o revestimento vegetal de uma área degradada, a consolidação de taludes e a estabilização de encostas, a defesa das margens de cursos de água, a protecção dunar, entre outros


Objectivos

Os objectivos da Engenharia Natural, são fundamentalmente os seguintes:

1. técnico-funcionais: relativos à eficácia de uma intervenção antierosiva e de consolidação de uma encosta em erosão, margem ou talude estradal;

2. ecológicos: contraria a vulgar cobertura a verde de uma sementeira, pois pretende-se a reconstrução da cobertura vegetal preconizando a utilização exclusiva de espécies autóctones, correspondentes à faixa fitoclimática do local de intervenção e que apresentem as adequadas características biotécnicas;

3. paisagísticos: integração da intervenção na paisagem, através do emprego das espécies vegetais locais;

4. económicos: enquanto estruturas competitivas e alternativas às intervenções clássicas (exemplo: substituição de muro de gravidade em betão por muro de suporte vivo em caixa de troncos);


As intervenções de baixo impacte ambiental diferenciam-se daquelas levadas a cabo pela engenharia clássica, principalmente devido à relevância dada às condições da estação ecológica, sobretudo no que diz respeito aos parâmetros relacionados com o desenvolvimento da vegetação.

Geralmente, adoptam-se os métodos fitossociológicos, tendo como referência as associações vegetais presentes no território nacional. Contudo, dada a ausência frequente das associações autóctones nos locais de intervenção; utiliza-se como base a vegetação potencial e em particular, as séries dinâmicas que mais se adequam à intervenção.

Igualmente se dá importância ao tipo de reprodução das espécies, sendo utilizadas vulgarmente espécies que se reproduzem por propagação vegetativa, como os géneros Salix, Tamarix, Nerium, Atriplex, entre outros.





Interdisciplinaridade


O sucesso actual da Engenharia Natural em vários países da Europa como um instrumento fundamental nos processos de planeamento e ordenamento do espaço, resulta principalmente do seu carácter transversal pois assenta nos conhecimentos de vários sectores técnico-científicos, fazendo uso dos dados técnicos de análise e de cálculo por eles fornecidos (topografia, pedologia, geotecnia, hidráulica, biotecnia da vegetação, …).

Conclusões

Uma vez que constitui uma realidade com uma ténue expressão prática a nível nacional (embora constitua área de estudo de algumas formações académicas, principalmente da Licenciatura em Engenharia Biofísica leccionada na Universidade de Évora), é extremamente relevante a divulgação das potencialidades da Engenharia Natural, como uma tendência alternativa e inovadora de intervir em quaisquer projectos que tenham o espaço como objecto de trabalho.

A sua raíz multi-interdisciplinar estabelece o território como um sistema, impondo a todos os que nele operam, uma visão oposta ao sectarismo e uma convergência das várias correntes científicas, de modo a solucionar as diferentes questões de uma forma competente e sustentada.

Por estas razões, constituiu-se recentemente a Associação Portuguesa de Engenharia Natural (APENA -
), vocacionada para a partilha do conhecimento nos diferentes domínios de acção e aberta a um diálogo que se pretende activo e evolutivo.



Referências

- Cornelini, P. e Sauli, G. (2001). L’ Ingegneria Naturalistica nelle aree mediterranee. Interventi di Ingegneria Naturalistica nel Parco Nazionale del Vesuvio, Ente Parco Nazionale del Vesuvio, San Sebastiano al Vesuvio, Napoli, Italia.
- Fernandes, J.P (1987). O Projecto construtivo em Engenharia Biofísica. Universidade de Évora, DPBP, Évora.
- Schiechtl, M.H. & Stern, R. (1992). Ground Bioengineering Techniques for slope protection and erosion control. Blackwell Science Ltd, UK.
- Tremoceiro, J. (1999). Projectos de Engenharia Biofísica I e II. Universidade de Évora, DPBP, Évora.
- APENA

Venha connosco plantar árvores na Serra de Santa Justa!


Nos dias 21 a 23 de Novembro vamos estar no terreno a desenvolver uma acção muito especial: plantar 500 árvores (sobreiros e medronheiros) na Serra de Santa Justa. Veja o cartaz em anexo, divulgue e participe!

Para grupos escolares há disponibilidade de transporte nos dias 21 e 23 de manhã. Para mais informações e inscrições contacte o CMIA através de e-mail ou do telefone 22 977 44 40.

Um agradecimento especial merecem a Silvapor - Agricultura e Silvicultura Lda, pela cedência das árvores, e a Lipor, que vai oferecer uma mochila a cada participante.

Esperamos vê-lo(a) em breve! Com os melhores cumprimentos,

A equipa do CMIA

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Câmara Municipal de Valongo
Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental
Rua José Joaquim Ribeiro Teles, n.º 734
4445-485 Ermesinde
Telefone: 22 977 44 40
E-mail: cmia@cmvalongo.net

João Paulo Soares
http://bioterra.blogspot.com
Matosinhos - Portugal
"A água pura bebe-se pelo coração"

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Cogumelos silvestres com várias espécies em risco



Apesar das intoxicações, a apanha de cogumelos não pára

Cogumelos silvestres

com várias espécies em risco

M íscaros, roques, sanchas, orelhas de gato, pantorra e bolotos, para além
dos famosos e mais raros "ovos de rei" - que chegam a ser pagos ao apanhador
a mais de 50 euros por quilos -, são espécies de cogumelos silvestres que
correm o risco de escassear no futuro ou mesmo desaparecer, graças à
colheita exagerada nos últimos anos.

O investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Artur
Cristóvão, alerta para o facto de "não existir qualquer controlo sobre o
processo". Para aquele responsável, "é necessário encontrar formas de
valorizar o produto, que é recolhido em quantidades exageradas por pessoas
que vêm de fora, enquanto os proprietários dos terrenos onde os cogumelos
crescem não retiram daí qualquer rendimento". Artur Cristóvão defende mesmo
a existência de "uma fiscalização através dos parques naturais ou dos
Serviços Florestais, que seja simultaneamente pedagógica e punitiva quando
for detectado o abuso".

O presidente da Associação Micológica "A Pantorra", criada em Mogadouro há
sete anos, Francisco Xavier Martins, lembra que "em Trás-os-Montes os
míscaros e outros cogumelos eram considerados o pão da terra, comida dos
pobres, e que, apesar das intoxicações, continuaram a ser consumidos". O
responsável associa o desenvolvimento da produção " à florestação da década
de 70 do século passado, com a qual espécies como a cerejeira, o carvalho
americano, o freixo, o castanheiro, o sobreiro, o pinheiro, a pseudotsuga, o
cupressos e a nogueira se espalharam pelo território transmontano, algumas
das quais importantes para a formação de cogumelos".

Actualmente a colheita incide num número restrito de espécies, de forma
muito intensiva. Segundo Guilhermina Marques, da UTAD, "a produtividade é
muito variável e depende muito das condições climáticas. Por exemplo, há
dois anos foi um ano excelente para a Amanita Ceasarea, que é a espécie de
maior valor económico em Trás-os-Montes. As pessoas têm sentido a
diminuição, principalmente porque há mais gente a apanhá-los logo que
aparecem, sem os deixar desenvolver. Não há regras ", concluiu.
JN

Bugalho de Quercus pyrenaica!

Obrigado aos que ajudaram na identificação do bugalho de Quercus
pyrenaica!

Várias pessoas sugeriram ser causado por uma pequena vespa do género
Andricus, especificamente Andricus pictus.

Podem visualizar a foto do bugalho e a explicação nas mensagens do post

Sombra Verde

ou no texto do post a explicar o bugalho
Sombra Verde

Seminário dedicado à Industria integrado

Programa

Ficha de inscrição em

"A Federação dos Produtores Florestais de Portugal - Concelho Nacional da Floresta vem por este meio divulgar o programa do seminário dedicado à Industria integrado Ciclo de Seminários ""NP4406:2005 - Sistemas de Gestão Florestal Sustentável em Portugal, Casos de Sucesso", no dia 16 de Novembro 2007.

A Norma Portuguesa 4406:2005 foi elaborada pela Comissão Técnica 145 e foi reconhecida pelo Instituto Português de Qualidade e pelo Programe for the Endorsement of Forest Certification schemes (PEFC). A NP4406:2005 é um instrumento adaptado à realidade da floresta Nacional que contem um conjunto de requisitos que validam a Gestão Florestal Sustentável reconhecido em todo o mundo.

A FPFP, colaborando desde 1999 na Comissão Técnica 145, e num momento crucial em que se está a trabalhar na revisão da NP4406:2005 e a definir o próximo quadro comunitário de apoio, disponibilizou-
se para organizar um ciclo de seminários que permitam com base em casos práticos de implementação da Norma avaliar potenciais lacunas e potencialidades da mesma.

Assim, irá realizar-se um ciclo de seminários que permita ver e avaliar a aplicação da NP4406:2005 nas várias vertentes da fileira, desde a produção até à transformação e a importância da investigação no processo.

Mais informamos que o parceiro para a realização deste seminário na vertente da pasta e do papel é o Grupo Portucel-Soporcel, que se prontificou a apresentar o seu processo de certificação quer ao nível das explorações florestais quer ao nível da indústria, bem como a perspectiva de um empreiteiro colaborador do Grupo a relatar a sua visão, e para ter uma vertente da industria da cortiça vamos visitar a Industria Corkart de pavimentos e revestimentos de cortiça.

Vai ser um fórum privilegiado para perceber o funcionamento de toda a cadeia desde a floresta ao consumidor da madeira certificada, e respectivas necessidades e expectativas da indústria face a matéria-prima certificada.


terça-feira, 13 de novembro de 2007

Conferência subordinada ao tema do Carbono

O Dolce Vita Porto está a organizar uma conferência subordinada ao tema do Carbono. Terá como oradores o Eng. Tiago Domingos, docente do Instituto Superior Técnico e a Eng. Rita Almeida Dias, partner da Sustentare Lda., empresa de consultoria especializada em gestão sustentável.
Esta conferência enquadra-se no Ciclo de Conferências para a Sustentabilidade Dolce Vita levada a cabo pela Chamartín Imobiliária em que diversos temas estão a ser debatidos como o Carbono ou a Biodeversidade.

Assim, convidamos V. Ex. a assistir a esta conferência no dia 15 de Novembro, Quinta-Feira, pelas 17 horas no Piso 3 do Dolce Vita Porto, bem como a participar no debate que concluirá a conferência.

Para reserva de lugar agradecemos resposta para este email até ao dia 14 de Novembro.



Tiago Afonsocarbono70x100.pdf
Dolce Vita Porto
+ 351 225076280 Fax: +351 225076271
apoiocomunicacaodvp@chamartin.eu
www.Chamartin.com
www.dolcevita.pt
Chamartín Imobiliária S.G.P.S., S.A.